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Um novo conceito de veículo blindado desenvolvido na China promete revolucionar as operações militares, com capacidade de operar até 50 metros abaixo da superfície da água por um período de duas horas. O projeto, fruto da colaboração entre o Primeiro Grupo de Maquinaria da Mongólia Interior e o Instituto de Tecnologia de Pequim, foi detalhado em um estudo divulgado na revista científica Acta Armamentarii em 6 de agosto de 2026, e alcançou destaque global nesta terça-feira (13). A proposta central envolve quatro configurações distintas de blindados, munidas de componentes intercambiáveis para adaptação ágil a diversos contextos de combate.
Definido pelos criadores como um sistema heterogêneo, o veículo foi concebido com a habilidade de transformar sua arquitetura e funcionalidades para missões em terra, operações aquáticas, tarefas aéreas e em cenários de guerra eletrônica. A meta primordial desta iniciativa é otimizar drasticamente o tempo necessário para identificar, analisar, decidir e engajar alvos variados em um teatro de operações.
A equipe de engenharia conduziu uma série rigorosa de avaliações com protótipos em condições desafiadoras para comprovar a eficácia da troca veloz de módulos. Os testes de montagem e desmontagem foram realizados em ambientes com temperaturas extremas, oscilando entre -20 °C e 50 °C, e também em solos enlameados e sob intensa interferência eletromagnética, visando replicar fielmente as exigências de um confronto real.
Os resultados alcançados pelos protótipos e os parâmetros de desempenho ambiciosos definidos pelos pesquisadores para o novo veículo blindado englobam as seguintes especificações:
A publicação na Acta Armamentarii detalha, entre outras variantes, um módulo específico para missões aquáticas, concebido para desembarques anfíbios. Este componente foi projetado para suportar imersão a uma profundidade de até 50 metros (164 pés) por um período máximo de 120 minutos. O estudo indica que a alteração completa do veículo entre suas diversas modalidades de operação, incluindo a ativação do modo aquático, foi estimada em até 12 minutos. Para aprimorar a movimentação subaquática, os pesquisadores sugerem a incorporação de um sistema de desobstrução com auxílio de drones, que promete remover 30 barreiras por minuto e diminuir em 60% o tempo total de uma operação de desembarque militar.
No que tange às operações terrestres, o plano contempla um módulo fundamental que integra um sistema de propulsão híbrida. Esta configuração para o solo foi especificada para alcançar uma velocidade mínima de 70 km/h em superfícies asfaltadas e 40 km/h em percursos off-road, garantindo um alcance operacional mínimo de aproximadamente 600 quilômetros.
Embora os testes realizados em ambiente terrestre tenham validado a funcionalidade da troca de módulos, os atributos de desempenho subaquático ainda não foram submetidos a verificações práticas ou avaliações em mar aberto. O artigo científico não forneceu informações sobre a velocidade ou o raio de ação do veículo enquanto submerso, e os pesquisadores responsáveis pelo estudo na publicação não tiveram seus nomes revelados, sendo mencionadas apenas as duas instituições envolvidas.
A elaboração deste conceito tem implicações diretas na cadeia produtiva militar chinesa, dado que o Primeiro Grupo de Maquinaria da Mongólia Interior opera como uma ramificação da empresa estatal de defesa NORINCO, líder na fabricação de tanques e veículos blindados para o Exército de Libertação Popular. Em um anúncio anterior, feito no começo de outubro de 2026, cientistas do mesmo consórcio com o Instituto de Tecnologia de Pequim haviam apresentado, também na Acta Armamentarii, um estudo distinto focado na atualização da frota terrestre: um tanque elétrico de 60 toneladas, impulsionado por um reator nuclear compacto de metal líquido, com um canhão eletromagnético de 50 megajoules (MJ) e capacidade de percorrer até 450 quilômetros.
O relatório situa o tanque modular submersível, juntamente com outras iniciativas da próxima geração de blindados chineses, dentro de um cronograma de pesquisa, desenvolvimento e implementação estimado para o período entre 2030 e 2050.