
Um terrível acidente envolvendo duas aeronaves resultou na morte de seis pessoas na manhã deste domingo (14), na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A Polícia Civil carioca confirmou que o renomado artista norte-americano Oliver Tree figura entre os falecidos no incidente ocorrido no Recreio dos Bandeirantes.
A tragédia aérea, que chocou a capital fluminense, vitimou cinco indivíduos que estavam a bordo de um helicóptero, enquanto o sexto óbito foi o piloto da segunda aeronave envolvida na colisão. As investigações sobre as causas exatas do choque em pleno ar já foram iniciadas pelas autoridades competentes.
🇺🇸🇧🇷 Cantor e produtor americano Oliver Tree morre durante queda de helicóptero no Rio de Janeiro. pic.twitter.com/YaWIrArkm0
— Eixo Político (@eixopolitico) June 14, 2026
As autoridades divulgaram a lista completa das pessoas que perderam a vida neste lamentável evento. Entre elas, destacam-se passageiros e pilotos, cujas identidades foram confirmadas após o trabalho das equipes de resgate e perícia.
Oliver Tree, um nome em franca ascensão no cenário musical internacional, possuía uma expressiva base de fãs e um alcance digital impressionante. Com quase 20 milhões de seguidores em suas diversas plataformas sociais e mais de 11 milhões de ouvintes mensais somente no Spotify, o cantor e produtor acumulava sucessos que superavam a marca de 700 milhões de reproduções.
O artista estava em solo brasileiro como parte de uma ambiciosa turnê mundial. Ele havia se apresentado recentemente em São Paulo, no dia 6 de junho, e tinha uma data agendada para iniciar a perna europeia de sua tour em Lisboa, Portugal, em 1º de julho, evidenciando o momento de grande projeção de sua carreira, tragicamente interrompida. Sua última publicação visível no Instagram, datada de sábado (13), mostrava o cantor em um estúdio, ao lado de outros músicos.
Charles Marsillac, um dos pilotos que perdeu a vida no acidente e que estava sozinho em uma das aeronaves, era reconhecido por sua vasta experiência. Fontes próximas descreveram Marsillac como um profissional “muito experiente e sério”, ressaltando a natureza inesperada e a gravidade do ocorrido, que envolveu um profissional tão qualificado.
A queda das duas aeronaves ocorreu em um pátio de veículos elétricos, situado na movimentada Avenida das Américas, no coração do Recreio dos Bandeirantes. O impacto foi devastador, resultando em um incêndio que rapidamente se alastrou e carbonizou pelo menos 20 automóveis, ampliando significativamente a dimensão da tragédia e o desafio para as equipes de resgate.
Informações preliminares do Corpo de Bombeiros indicam que a colisão aconteceu ainda no ar, antes de os helicópteros despencarem. A cena no local da queda, com veículos em chamas e destroços espalhados, exigiu uma mobilização urgente e coordenada de diversas equipes de emergência e segurança.
A 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes) assumiu a frente da investigação criminal do caso. Agentes da Polícia Civil prontamente solicitaram perícia no local do acidente e estão empenhados em coletar todas as evidências necessárias para determinar as causas da colisão e a dinâmica dos fatos.
A operação de atendimento à ocorrência mobilizou um grande contingente de profissionais. Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Comlurb e do 31º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Recreio dos Bandeirantes atuaram no isolamento da área e no gerenciamento da situação, garantindo a segurança e o fluxo de informações.
A Força Aérea Brasileira (FAB) também foi acionada para auxiliar na apuração. Por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), uma equipe do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), sediado no Rio de Janeiro, iniciou a investigação técnica. A ação inicial envolve a aplicação de metodologias especializadas para confirmar dados, preservar elementos críticos e realizar um levantamento preliminar dos danos, além de reunir outras informações essenciais para a elucidação do incidente envolvendo as aeronaves de matrículas PP-MAC e PR-DJJ.
Em um comunicado oficial, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou profundamente o ocorrido e expressou suas condolências aos familiares e amigos das vítimas. A agência informou que está verificando a situação legal das aeronaves e a habilitação dos pilotos envolvidos, enquanto as causas técnicas do acidente serão apuradas de forma independente pelo Cenipa.
A Anac reforçou a importância de passageiros que utilizam a aviação geral verificarem sempre a regularidade de empresas e aeronaves antes de qualquer embarque. Esta medida preventiva é crucial para garantir a segurança e a conformidade com as normas regulatórias, minimizando riscos em voos não comerciais.