
Caçadora de pítons Taylor Stanberry — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Em meio aos vastos pântanos do sul da Flórida, a caçadora Taylor Stanberry dedica-se intensamente à captura de pítons-birmanesas, uma espécie invasora que ameaça o delicado ecossistema local. Vencedora da edição anterior, ela compete novamente por um prêmio de US$ 10 mil, equivalente a cerca de R$ 51 mil, enfrentando jornadas noturnas e condições climáticas adversas em sua busca pelos répteis.
As pítons-birmanesas são consideradas predadoras de topo de cadeia na Flórida, representando um grave risco para a fauna nativa da região, especialmente no ecossistema sensível dos Everglades. Por não terem predadores naturais na área, sua população cresceu exponencialmente, dizimando espécies locais de mamíferos e aves e desequilibrando a cadeia alimentar.
Anualmente, autoridades ambientais do estado promovem um desafio de caça com o objetivo de controlar a população desses répteis invasores. A iniciativa visa incentivar a remoção das cobras do ambiente natural, protegendo assim a biodiversidade do estado.
Taylor Stanberry, que no ano passado foi a primeira mulher a vencer a competição ao capturar 60 espécimes, compartilha que sua principal motivação vai além do prêmio. Ela reitera que seu interesse primordial é proteger a terra que considera seu lar e salvar a fauna nativa ameaçada pelas pítons.
A caçadora inicia suas noites de trabalho por volta das 19h, acompanhada do marido, Rhett. Juntos, eles exploram os recantos mais remotos da mata, utilizando barco, bicicleta e a própria força das pernas, estendendo a busca até as 5h da manhã. Os répteis menores são destinados à alimentação de seus próprios animais, enquanto os maiores são enviados para empresas que utilizam o couro.
Neste ano, a jornada de Stanberry tem sido marcada por obstáculos adicionais. Ela relatou que o cansaço acumulado e as condições climáticas desfavoráveis tornaram a tarefa ainda mais árdua. A previsão de uma tempestade tropical e a queda das temperaturas para cerca de 22 graus Celsius impactam diretamente a atividade das cobras.
O clima mais frio naturalmente diminui a movimentação das pítons durante a noite, dificultando sua localização. Além disso, a ocorrência de raios impede que Taylor e Rhett utilizem o barco, limitando suas áreas de busca. Contudo, a caçadora demonstra resiliência, recusando-se a desistir e permanecendo em campo até as horas mais avançadas da madrugada para superar a concorrência, que tende a abandonar a caça por volta das 2h da manhã.
Embora Taylor Stanberry seja uma caçadora de cobras experiente e atue regularmente fora do período da competição, a intensidade do desafio anual a fez refletir sobre sua participação no próximo ano. A pressão e as longas horas de caça, somadas aos desafios atuais, levantam dúvidas sobre a continuidade de sua presença no evento.
A caçadora optou por não divulgar o número de pítons que já conseguiu capturar nesta edição da competição, mantendo o suspense sobre seu desempenho atual.