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Caçador de Pé-Grande afirma ter DNA de criatura híbrida e gera controvérsia nos EUA

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Um indivíduo autodenominado “caçador de Pé-Grande” nos Estados Unidos alega ter descoberto o corpo da mítica criatura, apresentando supostas evidências científicas de que os restos mortais seriam de um Sasquatch genuíno. Charles Stuart, também conhecido como Snake, afirma que testes de DNA indicam uma composição genética parcialmente humana para o espécime.

Detalhes da suposta descoberta do Sasquatch

A revelação da descoberta ocorreu em 2024. Stuart descreve ter encontrado “restos em decomposição de um Sasquatch” nas montanhas Adirondack, no estado de Nova York, Estados Unidos. Segundo suas informações, a criatura teria aproximadamente 2,4 metros de altura e pesaria cerca de 136 quilos.

Charles Stuart e 'o cadáver de Pé-Grande' encontrado em Nova York — Foto: Reprodução/Facebook(Bigfoots Remains) Crédito: Extra.globo.com

O caçador relatou ter procurado a Universidade Cornell para realizar uma análise de DNA. Os resultados, conforme divulgado por Stuart, apontariam para uma combinação genética incomum, misturando traços de Neandertal e humano.

A controvérsia em torno dos resultados de DNA

Charles Stuart detalhou que a análise genética de “Dack”, nome dado ao suposto cadáver, revelou uma composição de 58,5% de Neandertal e os 41,5% restantes de DNA humano. Ele descreveu a criatura como um “híbrido de Neandertal e humano”, sugerindo que o lado Neandertal teria evoluído ao longo de milênios, mantendo características agressivas.

Uma cópia do relatório de Cornell, analisada por uma publicação americana, indicaria que o DNA arcaico poderia provir de uma “linhagem familiar altamente distinta” que conseguiu evitar os gargalos genéticos enfrentados pelos humanos modernos após a Era do Gelo. O documento mencionaria a presença de DNA Neandertal europeu e asiático, junto com ancestralidade nativa americana.

Além disso, Stuart declarou que a análise dos dentes do espécime sugeriu que a criatura estaria no final da adolescência ou início dos vinte anos. O caçador também especula que outros Sasquatches poderiam estar escondidos em cavernas remotas, vivendo como “necrófagos” no interior do estado de Nova York.

O forte ceticismo da comunidade especializada e científica

As alegações de Stuart foram rapidamente contestadas por céticos e especialistas. A descrença se intensificou após o caçador exibir o suposto corpo em uma feira estadual no ano anterior, evento que atraiu milhares de visitantes curiosos.

Matthew Moneymaker, especialista em Sasquatch da Bigfoot Field Researchers Organization, foi um dos críticos mais veementes. Ele desqualificou a descoberta, afirmando que o que Stuart exibia era “apenas uma imitação barata de um Pé-Grande morto”, comparando-a a outras fraudes notórias. Essa reação reflete um histórico de ceticismo em relação a tais achados, uma vez que diversas alegações semelhantes ao longo das décadas foram desmascaradas como hoaxes, como a famosa farsa de Tom Biscard, que enganou o público com “evidências” fabricadas de um corpo de Pé-Grande. Tais incidentes passados alimentam a prudência da comunidade científica e de pesquisadores sérios diante de novas reivindicações.

Procurada para comentar sobre o caso, a Universidade Cornell não se manifestou publicamente sobre as declarações de Charles Stuart ou sobre a suposta análise de DNA realizada em suas instalações.