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Equipes de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina intensificaram, desde a última sexta-feira (21), as operações para localizar um helicóptero que desapareceu na Serra catarinense. A bordo da aeronave estavam cinco pessoas, incluindo o renomado cantor Rick, da dupla Rick e Renner, e o empresário Bruno Avelar, conhecido por sua conexão com projetos do craque Neymar Jr.
O aparelho decolou de Porto Belo, no Litoral Norte do estado, com destino previsto para o município serrano de São Joaquim. No entanto, o contato foi interrompido durante o percurso, acionando um alerta que mobilizou uma vasta operação de busca e salvamento.
A coordenação técnica de todas as ações aéreas está a cargo do Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba, após um alerta geral emitido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Para a missão, a Força Aérea Brasileira enviou um helicóptero H-60 Black Hawk e um avião SC-105 Amazonas, ambos projetados para atuar em complexas operações de busca e resgate.
Essas aeronaves militares são equipadas com alta autonomia e sensores avançados, permitindo que operem em diversas condições de relevo, horários e cenários climáticos adversos. O Comando da Aeronáutica estabeleceu como prioridade máxima encontrar a aeronave e seus ocupantes o mais rápido possível para garantir socorro médico imediato.
No solo, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina mobilizou um contingente de 20 profissionais, utilizando veículos com tração 4×4. A equipe terrestre percorre trechos de terra batida e rotas rurais que exigem viaturas preparadas para enfrentar lama e aclives acentuados, características marcantes da região montanhosa.
A partida do helicóptero ocorreu por volta das 10h30 do aeródromo de Costa Esmeralda. Os cinco ocupantes incluíam o músico Rick, o empresário Bruno Avelar, um terceiro passageiro, além do piloto e copiloto da aeronave.
A última comunicação dos pilotos foi registrada enquanto o helicóptero sobrevoava o espaço aéreo próximo à rodovia SC-370. Pouco depois de cruzar essa via estadual, o aparelho perdeu completamente o contato com as estações de monitoramento. Registros do controle de tráfego aéreo confirmaram a interrupção simultânea das transmissões de rádio e do sinal de localização emitido pelo transponder.
Moradores da região serrana relataram ter avistado a aeronave voando em baixa altitude momentos antes de seu desaparecimento completo dos radares militares, um detalhe que auxilia na delimitação da área de busca.
A aeronave, de prefixo PPMGR, está associada à construtora JTA Empreendimentos e Urbanismo. Esta empresa mantém uma parceria comercial estratégica com a holding Ecossistema Neymar Jr. na região litorânea de Santa Catarina. O empresário Bruno Avelar, um dos passageiros, desempenha um papel fundamental como mentor e figura empresarial ligada aos projetos corporativos de Neymar Jr. no estado catarinense.
Essa conexão com o Ecossistema Neymar Jr. adiciona uma camada de interesse público à ocorrência, dada a visibilidade e o alcance dos empreendimentos associados ao famoso jogador de futebol.
Os sobrevoos militares estão concentrados em áreas de densa floresta, encostas rochosas e vales montanhosos, abrangendo o território entre os municípios de Urubici e São Joaquim. O solo úmido e as vias rurais, muitas vezes precárias, representam um grande obstáculo para as equipes terrestres.
Inicialmente, uma equipe de socorristas de Urubici se dirigiu à comunidade de Vacas Gordas, após relatos populares de um possível impacto, mas nenhum vestígio foi encontrado. A rota principal da busca foi então realocada para o setor onde houve o último registro de sinal de celular de um dos ocupantes, nas proximidades de São Joaquim.
As operações terrestres estão estruturadas em duas bases de busca, separadas por cerca de 30 quilômetros. Caso o helicóptero não seja localizado nas primeiras horas, um cão farejador especializado em busca e resgate será integrado à operação na manhã do dia 22, intensificando ainda mais os esforços. As equipes em terra mantêm postos de observação nas estradas vicinais, acompanhando de perto o desenrolar da complexa operação.