Categories: Notícias

Azeite catarinense Quinta do Vienzo conquista três medalhas e é reconhecido entre os melhores do mundo

Share

Um produto genuinamente catarinense alcançou destaque global, consolidando a qualidade da produção de azeite de oliva extravirgem no estado. A Quinta do Vienzo, localizada em Rancho Queimado, foi agraciada com três medalhas no prestigiado Mediterranean International Olive Oil Competition (MIOOC), um dos mais importantes concursos do setor em nível mundial. Este reconhecimento reforça uma trajetória de sucesso que já havia sido notada em uma competição internacional na Itália, posicionando o azeite de Santa Catarina entre os mais refinados do planeta e evidenciando o potencial da olivicultura brasileira.

A conquista no MIOOC, realizado em Creta, Grécia, é um marco significativo para a empresa e para a agroindústria de Santa Catarina. A competição reúne produtores de diversas partes do globo, avaliando rigorosamente azeites por suas características sensoriais, qualidade química e ausência de defeitos. Ser premiado neste cenário atesta a excelência do produto e a dedicação dos olivicultores catarinenses.

Este reconhecimento internacional é crucial por diversas razões, impactando diretamente a percepção do consumidor e o mercado:

  • Eleva o padrão de qualidade percebido dos azeites brasileiros.
  • Abre portas para novos mercados e exportações.
  • Fortalece o turismo rural e a economia local de Rancho Queimado.

Reconhecimento global e o cenário nacional

A ascensão do azeite de oliva extravirgem brasileiro no cenário mundial tem sido notável nos últimos anos. Produtores de diversas regiões do país, especialmente do Sul, têm investido pesado em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para criar produtos que rivalizam com os tradicionais azeites europeus. A conquista da Quinta do Vienzo não é um caso isolado, mas sim um reflexo de um movimento crescente de valorização da olivicultura nacional, que busca excelência e identidade próprias.

Santa Catarina, em particular, tem se revelado um terroir promissor para o cultivo de oliveiras. As condições climáticas e geográficas do estado, com invernos rigorosos e verões amenos, aliadas a um solo fértil e à altitude, favorecem o desenvolvimento de azeitonas com características únicas. A premiação internacional serve como um selo de aprovação para essa região, incentivando novos investimentos e a expansão da área cultivada, gerando empregos e renda para as comunidades rurais.

O terroir de Rancho Queimado e a produção de excelência

Rancho Queimado, município encravado na Serra Catarinense, oferece um microclima ideal para a olivicultura de alta qualidade. As variações térmicas entre o dia e a noite, a altitude e a incidência solar são fatores determinantes que influenciam a maturação das azeitonas, contribuindo para o desenvolvimento de aromas e sabores complexos e intensos. A Quinta do Vienzo soube aproveitar essas condições naturais, aliando-as a técnicas de cultivo sustentáveis e um processo de extração a frio que preserva todas as propriedades benéficas do fruto. Desde o manejo das oliveiras até a colheita e a prensagem, cada etapa é cuidadosamente monitorada para garantir que o azeite final seja um extravirgem de altíssimo padrão, com acidez muito baixa e um perfil sensorial rico, que se destaca em degustações às cegas em concursos internacionais.

A trajetória da Quinta do Vienzo em competições internacionais

A conquista das três medalhas no MIOOC não é a primeira vez que a Quinta do Vienzo se destaca em competições de prestígio. A propriedade já havia sido reconhecida em um importante concurso na Itália, berço da olivicultura e um dos países com maior tradição na produção de azeites finos. Essa consistência em obter premiações em diferentes cenários internacionais demonstra a seriedade e o compromisso da empresa com a qualidade, não sendo apenas um feito isolado, mas sim o resultado de um trabalho contínuo e aprimoramento constante.

A repetição dos sucessos em concursos de tamanha relevância é fundamental para a construção de uma reputação sólida no mercado global. Isso não apenas valida a qualidade do produto, mas também o coloca em um patamar de reconhecimento que poucos azeites brasileiros conseguiram alcançar. A visibilidade gerada por essas premiações atrai a atenção de importadores, distribuidores e consumidores exigentes, que buscam produtos de origem e qualidade comprovadas.

Para a Quinta do Vienzo, cada medalha representa não apenas um troféu, mas a confirmação de que o investimento em pesquisa, em solo e em tecnologia está rendendo frutos. É um incentivo para continuar aprimorando suas técnicas e a expandir a produção, sempre com foco na excelência que a levou a ser reconhecida internacionalmente.

Critérios de avaliação e o padrão extravirgem

Para ser considerado um azeite de oliva extravirgem, o produto deve atender a rigorosos padrões químicos e sensoriais. Sua acidez livre, expressa em ácido oleico, não pode exceder 0,8 gramas por 100 gramas. Além disso, ele deve ser obtido exclusivamente por processos mecânicos ou outros meios físicos, sob condições térmicas que não alterem o azeite, e não ter sofrido tratamento diferente da lavagem, decantação, centrifugação e filtração.

Em competições como o Mediterranean International Olive Oil Competition, a avaliação vai além dos parâmetros químicos. Um painel de degustadores especializados, os “juízes sensoriais”, analisa detalhadamente o azeite em busca de atributos positivos e ausência de defeitos. Eles procuram por características como frutado (verde ou maduro), amargor e picância, que são indicadores de frescor e presença de polifenóis, compostos benéficos à saúde.

Os principais atributos que um azeite de oliva extravirgem premiado geralmente apresenta incluem:

  • Frutado Intenso: Aromas que remetem a azeitonas frescas, ervas, tomate, maçã verde ou amêndoas.
  • Amargor Equilibrado: Uma sensação agradável na boca, indicando a presença de antioxidantes.
  • Picância Marcante: Uma leve ardência na garganta, sinal de azeite fresco e rico em polifenóis.
  • Harmonia: Onde todos os atributos sensoriais se complementam sem excessos.
  • Acidez Baixíssima: Um indicativo de azeitonas colhidas no ponto certo e processadas rapidamente.

Impulsionando o mercado brasileiro de azeites finos

O sucesso da Quinta do Vienzo e de outros produtores brasileiros em concursos internacionais tem um impacto significativo no impulsionamento do mercado nacional de azeites finos. A visibilidade e o prestígio conquistados ajudam a desmistificar a ideia de que apenas azeites importados são de alta qualidade, incentivando os consumidores a explorarem e valorizarem os produtos locais. Essa mudança de percepção é vital para o crescimento e a consolidação da indústria olivícola brasileira.

A valorização dos azeites nacionais também estimula a competitividade entre os produtores, que buscam constantemente aprimorar suas técnicas e inovar em seus processos. Isso resulta em uma oferta cada vez maior de azeites de excelência, diversificando o portfólio disponível para o consumidor e elevando o padrão de todo o setor. Além disso, a produção local gera um ciclo virtuoso, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento que beneficiam toda a cadeia produtiva.

No âmbito econômico, o reconhecimento internacional se traduz em oportunidades de negócios e expansão. A demanda por azeites premium brasileiros tem crescido tanto no mercado interno quanto externo, o que pode levar à criação de novas fazendas, ao aumento da área cultivada e à geração de empregos, especialmente em regiões que historicamente dependiam de outras culturas agrícolas. A olivicultura se apresenta como uma alternativa promissora para o desenvolvimento rural sustentável.

Este cenário favorável cria um ambiente propício para que outros pequenos e médios produtores se inspirem e invistam na qualidade, buscando certificações e participando de concursos. A troca de experiências e o desenvolvimento de cooperativas e associações de produtores são tendências que fortalecem o setor, promovendo um crescimento colaborativo e sustentável para a olivicultura brasileira.

Desafios e o futuro da olivicultura catarinense

Apesar das conquistas, o setor de olivicultura em Santa Catarina e no Brasil ainda enfrenta desafios consideráveis. A adaptação de cultivares, a gestão de pragas e doenças específicas da oliveira, e a otimização dos custos de produção são pontos que exigem atenção contínua. Além disso, a concorrência com azeites importados, muitas vezes subsidiados e com volume de produção muito superior, impõe a necessidade de um posicionamento estratégico focado na qualidade e no valor agregado dos produtos nacionais.

O futuro da olivicultura catarinense, no entanto, é promissor. O investimento em pesquisa agronômica, o desenvolvimento de novas tecnologias de extração e a capacitação de mão de obra especializada são caminhos que devem ser trilhados para consolidar a região como um polo produtor de azeites finos. A busca por certificações de origem e a criação de rotas turísticas do azeite são estratégias que podem agregar ainda mais valor aos produtos e à experiência do consumidor, transformando o reconhecimento em desenvolvimento econômico e social duradouro.

Consumo e a valorização do produto artesanal

A crescente conscientização dos consumidores sobre a importância de uma alimentação saudável e a busca por produtos com rastreabilidade e qualidade superior têm impulsionado a demanda por azeites de oliva extravirgens artesanais e de origem conhecida. Os prêmios internacionais servem como um guia para esses consumidores, que veem nas medalhas um indicativo de excelência e confiabilidade, contribuindo para a valorização do trabalho dos produtores e para a sustentabilidade da cadeia produtiva.