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Ataques de drones ucranianos causam 8 mortes e mais de 60 feridos em infraestruturas russas

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Uma série coordenada de ataques com drones, lançada pela Ucrânia na madrugada de sábado, 18 de julho de 2026, provocou a morte de pelo menos oito pessoas e deixou mais de sessenta feridos em diversas regiões da Rússia. Os alvos incluíram centros logísticos vitais e um depósito de combustível, estrategicamente localizados nas proximidades de Moscou e na região de Tambov, intensificando a estratégia de Kiev de atingir a infraestrutura considerada crucial para o esforço de guerra russo.

Danos em centros de distribuição e a tragédia em Tambov

Os bombardeios mais destrutivos ocorreram em Kotovsk, na região de Tambov, a aproximadamente 475 quilômetros da capital russa. Drones atingiram um centro logístico da Wildberries, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do país, resultando na morte de sete funcionários que trabalhavam no turno da noite. As autoridades russas confirmaram um número de feridos que oscila entre 24 e 25 pessoas, conforme balanços divulgados pelo governador regional, Evgueni Pervishov, que também informou a interceptação de 28 drones antes que pudessem alcançar seus destinos, prevenindo um número ainda maior de fatalidades.

• In Vladimir, Russian electronic warfare directed a drone directly into a residential building pic.twitter.com/9PAOsQqrra

— PPN – PulsePoint News (@wogoa1) July 18, 2026

Em Elektrostal, outra localidade próxima a Moscou, um segundo centro de distribuição da mesma rede varejista foi alvo de um ataque similar. Este incidente resultou na perda de uma vida e deixou 37 pessoas feridas, de acordo com as informações divulgadas pelo governador Andrei Vorobyov. A recorrência de ataques a esses centros comerciais e de logística sublinha a vulnerabilidade da infraestrutura civil, que, segundo as alegações ucranianas, possui ligação com o suporte militar.

Incêndios e evacuações após investidas em depósito de combustível

Além dos centros logísticos, um depósito de petróleo em Noginsk, também nas imediações de Moscou, foi atingido por destroços de drones, deflagrando um incêndio de grandes proporções. O incidente causou ferimentos em duas pessoas nas proximidades e levou à evacuação preventiva de uma maternidade vizinha, visando garantir a segurança de pacientes e equipe médica. Tais ações refletem o impacto direto das ofensivas em áreas urbanas e a preocupação com a segurança pública.

O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, reportou que mais de 370 drones foram lançados contra a área da capital, dos quais 64 foram neutralizados pelas defesas aéreas antes de atingirem a cidade. Embora as autoridades não tenham fornecido detalhes exatos sobre a extensão dos estragos nas instalações atingidas, a dimensão do ataque evidencia a pressão crescente sobre a infraestrutura energética e de armazenamento russa, fundamentais para a mobilidade e abastecimento das forças armadas.

Kiev justifica ataques como resposta estratégica

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou publicamente a autoria dos ataques, afirmando que as forças ucranianas miraram duas grandes instalações logísticas nas regiões de Moscou e Tambov. Ele justificou as operações ao declarar que esses centros eram essenciais para o fornecimento de componentes utilizados na fabricação de drones e de equipamentos de navegação empregados pelas tropas russas, além de mencionar um alvo específico no setor de petróleo. Esta declaração sublinha a intenção de Kiev de desmantelar a cadeia de suprimentos militar de Moscou, visando fragilizar sua capacidade de combate.

Intensificação da guerra de drones em ambos os lados

Nos últimos meses, a Ucrânia tem ampliado a frequência e o alcance de seus ataques contra o território russo, com um foco estratégico em infraestruturas logísticas e energéticas consideradas vitais para as operações militares de Moscou. Esta intensificação se insere em um contexto de escalada recíproca; no mesmo sábado, ataques russos na Ucrânia resultaram em pelo menos um morto e treze feridos, conforme as autoridades ucranianas. A guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa, continua a ser marcada por uma série implacável de ofensivas com drones e mísseis de ambos os lados da fronteira, com um custo humano e material crescente.