
iPhone Duo dobrável - Divulgação Crédito: Mixvale.com.br
A Apple acaba de revelar seus mais recentes lançamentos, o iPhone 18 e o inovador iPhone Duo com tela flexível, em um evento realizado em Cupertino, Califórnia, no dia 9 de setembro de 2026. Esta apresentação sinaliza a entrada da gigante tecnológica no promissor segmento de celulares dobráveis, um movimento que ocorre quase duas décadas após a introdução do primeiro iPhone por Steve Jobs.
O anúncio na sede da empresa americana reflete uma trajetória de constante evolução desde 2007, culminando em um catálogo global que hoje ultrapassa as quarenta variantes de smartphones, lançadas ao longo de quase vinte anos de operação no mercado.
A história da companhia, no entanto, remonta ao século passado. Em 1º de abril de 1976, Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne estabeleceram a Apple Computer Company em uma garagem residencial na cidade de Los Altos, na Califórnia. Para angariar o capital inicial necessário para a produção das unidades pioneiras do Apple I, Jobs vendeu sua Kombi e Wozniak comercializou uma calculadora científica de ponta para a época.
O modelo inicial do Apple I era uma placa de circuito impresso, vendida por 666,66 dólares, sem gabinete, monitor ou teclado. Pouco tempo depois, Ronald Wayne optou por vender sua participação societária de 10% por 800 dólares.
A chegada do Apple II, em 1977, foi crucial para a estabilidade financeira da empresa e revolucionou a computação pessoal. Este computador introduziu gráficos coloridos e armazenamento inicialmente em fitas cassete, antes da popularização dos disquetes flexíveis. As vendas da empresa experimentaram um crescimento exponencial, saltando de 770 mil dólares no primeiro ano para cerca de 8 milhões de dólares no ciclo contábil subsequente.
A demanda por máquinas mais sofisticadas no setor corporativo impulsionou a empresa a desenvolver o computador Lisa no início dos anos 1980. Equipado com uma interface gráfica operada por mouse, o Lisa era uma inovação, mas seu preço de quase 10 mil dólares o tornou inacessível para a maioria dos consumidores.
O projeto Macintosh fez sua estreia em 1984, com um processador Motorola 68000 de 8 MHz e 128 KB de memória RAM, sendo promovido nacionalmente durante a transmissão do Super Bowl. Contudo, desentendimentos internos sobre os rumos operacionais levaram à saída forçada de Steve Jobs em 1985, após conflitos com o então executivo-chefe John Sculley. A década seguinte foi marcada por prejuízos contínuos para a empresa, que enfrentou o avanço dos sistemas operacionais da Microsoft e a fragmentação de suas próprias linhas de computadores Mac.
Steve Jobs retornou ao comando da Apple em 1997, um marco que redefiniu completamente o portfólio da empresa. A colaboração com o designer Jony Ive resultou no lançamento do computador integrado iMac G3 em 1998, que inovou ao eliminar a unidade de disquete e apostar exclusivamente em portas USB, com um design translúcido e colorido.
Em 23 de outubro de 2001, a empresa apresentou o leitor portátil iPod, que vinha com um disco rígido interno Toshiba de 5 GB, uma roda de navegação mecânica FireWire e uma autonomia de 10 horas de reprodução sonora contínua. A criação da loja virtual iTunes Store em 2003 transformou a divisão musical da Apple, tornando-a o maior canal comercial de arquivos de áudio digital nos Estados Unidos, um feito que alterou a indústria fonográfica.
No dia 9 de janeiro de 2007, Steve Jobs subiu ao palco do Moscone Center, em San Francisco, para apresentar o primeiro iPhone ao mundo. Este aparelho foi concebido como a fusão de três produtos em um único chassi metálico de alumínio: um reprodutor de música com tela panorâmica, um telefone móvel inovador e um navegador de internet móvel capaz de renderizar páginas de forma idêntica aos computadores de mesa. A versão inicial chegou às prateleiras americanas em 29 de junho de 2007, com opções de 4 GB por 499 dólares e 8 GB por 599 dólares, mediante contrato com a operadora AT&T.
Uma das características mais disruptivas do iPhone foi a eliminação do teclado físico frontal. Essa decisão contrariou o padrão da época, dominado por empresas como BlackBerry e Nokia, que utilizavam botões plásticos fixos ou pequenas canetas ópticas para navegação. A tecnologia de tela capacitiva sensível ao toque múltiplo permitiu aos usuários aproximar fotos com dois dedos e rolar listas com uma resposta física quase instantânea, um avanço significativo na experiência do usuário. A inovação foi rapidamente aceita, e a fabricante vendeu 1 milhão de unidades em apenas 74 dias de comercialização nos Estados Unidos.
O iPhone 3G foi lançado no mercado global em 11 de julho de 2008, apresentando um acabamento traseiro em plástico brilhante nas cores preta e branca. Seu lançamento coincidiu com a estreia da plataforma App Store, que inicialmente oferecia 500 aplicativos desenvolvidos por empresas externas e programadores independentes, criando um novo ecossistema de software. A inclusão de um chip de localização geográfica assistida por GPS possibilitou o surgimento de ferramentas pioneiras de mapeamento urbano em tempo real, diretamente na tela do dispositivo portátil.
Em 19 de junho de 2009, o modelo 3GS expandiu o poder computacional, introduzindo a capacidade de gravar vídeos digitais e uma bússola magnética. O sufixo “S” no nome, que significava “velocidade” em inglês, indicava melhorias significativas de desempenho.
Além disso, a tela ganhou um revestimento oleofóbico para minimizar as marcas de gordura deixadas pelos dedos, e a câmera traseira foi aprimorada para 3 megapixels, com ajuste automático de foco e controle de balanço de branco configurado por software.
Em 24 de junho de 2010, o iPhone 4 surpreendeu o mercado com uma mudança radical em seu design, abandonando o plástico abaulado em favor de uma estrutura reta. Este novo modelo era composto por duas placas de vidro de silicato de alumínio, unidas por uma elegante moldura perimetral em aço inoxidável, um marco na estética dos smartphones. O painel, comercialmente batizado de Retina Display, prometia uma densidade de pixels sem precedentes, elevando a qualidade visual a um novo patamar.
Com o lançamento do iPhone 18 e o inédito iPhone Duo dobrável, a Apple reafirma sua posição no mercado de tecnologia, quase duas décadas após a introdução do primeiro iPhone. A entrada no segmento de visores flexíveis, um mercado já explorado por concorrentes, demonstra a estratégia da empresa de, muitas vezes, entrar em segmentos estabelecidos com uma proposta refinada e disruptiva, alinhada à sua história de inovação e à busca contínua por redefinir a experiência do usuário.