Em diversas instalações médicas nos Estados Unidos, pacientes e equipes já se habituaram à presença de um assistente robótico branco, com um único braço, medindo aproximadamente 1,20 metro de altura e uma aparência amigável, que executa tarefas rotineiras.
Profissionais de enfermagem frequentemente interagem com o robô Moxi, batizado assim pela fabricante Diligent Robotics, cumprimentando-o com um “bom dia”, um toque ou até mesmo um abraço.
No entanto, as ambições para o aluguel de robôs humanoides transcendem as rotinas de dança divertidas que se popularizam nas redes sociais, especialmente na China. A proposta de uma assinatura para um robô auxiliar doméstico, por exemplo, já desponta como uma realidade tangível, prometendo revolucionar o cotidiano das residências.
A empresa californiana 1X planeja iniciar as entregas de seu robô auxiliar doméstico, NEO, ainda este ano. Clientes com “acesso antecipado” nos Estados Unidos têm a opção de adquirir o robô por US$ 20.000 ou optar por uma assinatura mensal de US$ 499, tornando a tecnologia mais acessível.
Dar Sleeper, vice-presidente de produto e design da 1X, salienta: “Embora muitos consumidores escolham a compra integral de um NEO, a assinatura diminui significativamente o custo inicial, ampliando seu alcance a um número muito maior de pessoas”, um fator crucial para a adoção em massa.
Um dos principais benefícios da locação em comparação com a compra definitiva reside na velocidade com que a tecnologia robótica avança. Adquirir um novo robô humanoide hoje pode significar ter um equipamento obsoleto em um curto espaço de tempo, o que torna o aluguel uma estratégia inteligente.
Qi enfatiza: “Anualmente, as empresas de robótica apresentam novos modelos, novas versões de hardware. Se você possui um robô, não pode trocá-lo por um novo, mas se você o aluga, sempre terá acesso à versão mais recente”, garantindo a atualização constante do parque tecnológico.
Além disso, a locação elimina a necessidade de conhecimento técnico aprofundado por parte do usuário final, permitindo que quaisquer problemas sejam direcionados diretamente ao fabricante ou à plataforma de aluguel. Qi explica que “isso auxilia na resolução de questões técnicas, já que os clientes geralmente não possuem o conhecimento para programar os robôs”, simplificando a operação.
A demanda por aluguel de robôs não se limita apenas aos modelos humanoides. A Formic, sediada em Chicago, administra uma frota de mais de 250 robôs industriais operando sob o modelo de robótica como serviço. Shawn Fitzgerald, diretor de receita da Formic, garante: “Tudo está incluído. Se o braço do robô parar de funcionar, a responsabilidade é nossa e providenciaremos um novo equipamento”, oferecendo total tranquilidade aos clientes.
Fitzgerald argumenta que o modelo de pagamento mensal fixo da Formic “democratiza o acesso” para empresas de menor porte que, historicamente, não conseguiam arcar com o alto custo da compra total de robôs para suas fábricas. Atualmente, a Formic também está testando robôs humanoides para aplicações industriais, expandindo ainda mais o potencial do RaaS.
Paralelamente às taxas fixas, outras modalidades de serviço estão surgindo, buscando oferecer ainda mais flexibilidade e opções para empresas e consumidores que desejam integrar a robótica em suas operações sem o ônus da aquisição.