O conglomerado tecnológico Alibaba está se preparando para implementar um sistema de cobrança pela utilização de sua próxima geração de inteligência artificial de código aberto, a Qwen. A iniciativa, que reflete movimentos estratégicos de concorrentes como a Moonshot AI, será aplicada exclusivamente a grandes corporações, conforme revelado em informações divulgadas em 6 de agosto.
Essa mudança representa uma guinada significativa na política da companhia chinesa, que pretende monetizar sua tecnologia por meio de acordos de compartilhamento de receita. Dessa forma, empresas que obtiverem ganhos financeiros consideráveis com a inteligência artificial serão obrigadas a repassar uma porcentagem desses valores à desenvolvedora, segundo fontes próximas ao assunto. Esta decisão sublinha a crescente valorização comercial das soluções de IA avançadas no mercado global.
Este modelo de negócio, agora adotado por empresas chinesas de inteligência artificial, é uma prática já consolidada entre as companhias norte-americanas. Nesta modalidade, a precificação se aplica apenas a grandes empreendimentos comerciais, nos quais clientes corporativos pagam para ter acesso privilegiado a atualizações e funcionalidades avançadas dos sistemas.
A estratégia de monetização pode englobar ainda a oferta de serviços adicionais e o uso mais intensivo da tecnologia. Por outro lado, pesquisadores, desenvolvedores independentes e o público em geral manterão o acesso gratuito, sem a necessidade de licenças para usufruir da inteligência artificial básica.