A Amazon concretizou a chegada da Alexa+, sua assistente de voz aprimorada com inteligência artificial generativa, ao Brasil na última quinta-feira, dia 17. Essa versão avançada já estava disponível em nove mercados internacionais, incluindo Alemanha, Áustria, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México e Reino Unido. A gigante da tecnologia projeta uma ambiciosa expansão para mais dez países ainda este ano, oferecendo suporte a múltiplos idiomas em regiões como os EUA (inglês e espanhol) e Canadá (inglês e francês), além da adaptação para o português brasileiro.
A velocidade de lançamento da Alexa+ representa uma ruptura notável em comparação com o ritmo de sua versão anterior. Michele Butti, vice-presidente internacional da Alexa, destacou que a assistente original, fundamentada em inteligência artificial determinística, demandou uma década para atingir sua atual abrangência global em diversas nações e idiomas. Agora, a Amazon se prepara para levar a IA generativa a dez novos mercados em apenas alguns meses, sublinhando a eficiência e a capacidade transformadora da tecnologia mais recente.
Alexa+ is live in Brazil 🇧🇷.
The team worked hard to capture what makes Brazil special, and you can feel it in the experience. Pumped for customers to try it.
Early Access is rolling out starting this week. Check out the details here: https://t.co/1T6bM5imG7 pic.twitter.com/PY2LGdOdmd
— Panos Panay (@panos_panay) June 18, 2026
A liderança da Amazon manifestou grande entusiasmo com a chegada da assistente ao Brasil, enaltecendo o trabalho da equipe para adaptar a experiência às particularidades locais. A empresa confirmou que o acesso inicial à nova funcionalidade será implementado gradualmente, permitindo que os primeiros usuários experimentem as inovações.
O executivo atribuiu a rápida adoção e o ágil cronograma de lançamento à robustez inerente à tecnologia. Butti demonstrou convicção de que a Alexa+ poderá, inclusive, ser implementada em países onde a edição anterior da assistente não existia, ou mesmo em locais onde a Amazon ainda não opera com venda direta de produtos, indicando nações da América Latina como focos potenciais para essa expansão.
“Mesmo sem a comercialização direta de dispositivos ou a oferta explícita da Alexa, já possuímos uma base significativa de usuários em países latino-americanos como Argentina e Colômbia”, pontuou o vice-presidente. Ele ressaltou as colaborações existentes com empresas de mídia na Colômbia para a entrega de conteúdo personalizado, sugerindo que a expansão da Alexa+ por toda a América Latina é uma perspectiva bastante concreta e iminente.
A assistente inteligente Alexa+ foi apresentada à imprensa na quarta-feira, 17, e oficialmente lançada no Brasil na quinta-feira seguinte. Entretanto, esta fase inicial configura-se como um “acesso antecipado”, operando como um programa piloto exclusivo para usuários que possuem equipamentos compatíveis com a nova inteligência artificial.
Talita Bruzzi Taliberti, country manager da Alexa no Brasil, esclareceu que a maioria esmagadora dos aparelhos da Amazon, especificamente os modelos da linha Echo e Fire TV já vendidos no país, são compatíveis com a Alexa+, abrangendo 98% da base instalada. Somente 2% dos dispositivos, que incluem versões mais antigas como os fones Echo Buds, não receberão suporte imediato. Para equipamentos produzidos por outras fabricantes, como televisores, a Amazon planeja um processo de implementação distinto.
Além da integração com dispositivos físicos, os novos recursos da Alexa+ estarão disponíveis no aplicativo dedicado da assistente, com suporte para sistemas Android e iOS. O aplicativo passou por uma completa reformulação para incorporar e otimizar a experiência com a inteligência artificial generativa.
Durante o evento de lançamento, a Amazon demonstrou a ampla capacidade da nova tecnologia através de dez exemplos práticos, distribuídos em três categorias de uso. As funcionalidades apresentadas variaram desde a seleção de músicas e recomendações de entretenimento (filmes e séries), até a gestão de automação residencial e a criação de textos. Um dos destaques foi a possibilidade de realizar compras no marketplace da empresa, permitindo aos usuários monitorar preços e organizar listas personalizadas por meio de comandos de voz.
A experiência do usuário com a Alexa+ foi projetada para ser fluida, possibilitando iniciar uma tarefa em um dispositivo como o Echo Show e continuar a interação no smartphone. Inicialmente, não há restrições de uso diário ou limites de tokens. A única restrição técnica imposta refere-se ao tamanho máximo de arquivos que podem ser processados pela assistente, fixado em 25 MB por documento, incluindo fotos ou vídeos.
Para assegurar a segurança e a personalização, a assistente incorpora funcionalidades como reconhecimento de ID visual e de voz, capazes de identificar cada membro da família. Além disso, um painel de privacidade foi adicionado, permitindo que os usuários gerenciem e controlem seus acessos e informações.
Michele Butti esclareceu que a Amazon tem como objetivo expandir continuamente o ecossistema de aplicações e serviços conectados à Alexa+. Ele enfatizou que a interação entre a assistente e os aplicativos parceiros será agora gerenciada diretamente por meio de APIs (Interfaces de Programação de Aplicações), uma evolução que substitui o modelo anterior baseado em “skills”.
Com este novo formato, a Alexa aciona a API do parceiro assim que um serviço ou aplicativo é solicitado pelo usuário, entregando o resultado por meio de uma conversa natural e intuitiva. Butti ressaltou que este momento marca o “primeiro dia” da assistente em sua nova fase, e que a Amazon continuará a explorar e testar diversos formatos de interação.
Questionado sobre a possibilidade de integração da Amazon com serviços bancários, como a realização de transferências Pix, o executivo estava detalhando as próximas etapas.