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Ações da SpaceX caem após aborto de lançamento do Starship V3 e adiamento de voo crucial

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A SpaceX suspendeu o voo inaugural do protótipo Starship V3 nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, após uma falha na ignição de motores, provocando uma queda significativa no valor de suas ações e um atraso nos planos ambiciosos da empresa. O CEO Elon Musk indicou que um novo esforço deve ocorrer “no início da próxima semana”, prometendo uma rápida resolução para o contratempo.

Falha na decolagem: Como o cancelamento ocorreu

A contagem regressiva para a decolagem do gigantesco foguete Starship V3 foi interrompida poucos minutos após a abertura da janela de lançamento, que estava prevista para as 18h45 (horário de Brasília). A empresa de exploração espacial confirmou o aborto da missão durante sua transmissão ao vivo, pegando de surpresa os observadores que acompanhavam o evento ao vivo do complexo Starbase, no sul do Texas.

Crédito: Mixvale.com.br

Em mensagens publicadas na plataforma X, Elon Musk detalhou que a interrupção ocorreu porque “alguns dos motores não acionaram, resultando em um cancelamento automático do lançamento”. Para assegurar a próxima tentativa, dois propulsores Raptor serão removidos e substituídos. Um funcionário da SpaceX, durante a transmissão, explicou que a interrupção no booster desligou os motores “assim que estavam começando a ignição”.

Impacto nos mercados: Ações da SpaceX em queda livre

A notícia do adiamento refletiu imediatamente no mercado financeiro, com os papéis da SpaceX registrando uma desvalorização superior a 3% no pregão estendido. Este declínio empurrou o valor das ações para abaixo dos US$ 135 estabelecidos em sua recente Oferta Pública Inicial (IPO), marcando o quinto dia consecutivo de perdas para a empresa.

Desde sua estreia no mercado de capitais no mês passado, as ações da SpaceX experimentaram um período de volatilidade, com valorizações seguidas de quedas. Na quarta-feira, o preço já havia brevemente ficado abaixo do valor inicial de US$ 135 da Oferta Pública Inicial. A tendência de desvalorização se acentuou na quinta-feira, com os papéis fechando a US$ 131,11, após uma queda superior a 3%. A IPO da SpaceX, que levantou US$ 85,7 bilhões (incluindo a opção dos subscritores), foi a maior já registrada, sublinhando a expectativa massiva em torno da empresa.

Histórico de desafios: Incidentes anteriores com o Starship V3

Este seria o primeiro voo de teste do Starship V3, uma versão aprimorada do foguete de aproximadamente 120 metros de altura, desde a bem-sucedida oferta pública inicial da SpaceX no mês passado. Contudo, o protótipo Starship V3 já havia enfrentado desafios em um ensaio anterior, realizado em maio.

Naquela ocasião, após uma ascensão bem-sucedida, o estágio inferior do foguete falhou em religar diversos motores para uma aterrissagem controlada, culminando na queda da estrutura no Golfo do México. A Administração Federal de Aviação (FAA) havia exigido uma investigação detalhada sobre o incidente e somente na última segunda-feira concedeu nova autorização para o voo.

O relatório final da FAA apontou duas causas prováveis para a perda do propulsor Super Heavy: superaquecimento de componentes do sistema de propulsão durante a subida e configurações inadequadas no sistema de alerta dos motores. Em resposta, a SpaceX implementou quatro medidas corretivas, incluindo aprimoramentos de hardware e software, visando evitar falhas futuras.

A importância da missão: Starship e os planos futuros da SpaceX

Este voo estava programado para levar ao espaço 20 satélites Starlink de última geração. O plano incluía a implantação desses satélites, que deveriam expandir seus painéis solares e antenas, buscando então integrar-se à vasta rede de internet da Starlink. Após a conclusão da missão, a SpaceX informou que os satélites se desintegrariam na reentrada atmosférica, cerca de 20 minutos após sua liberação.

O desempenho do Starship é rigorosamente monitorado por investidores, dada sua importância estratégica para os planos de expansão do serviço de internet via satélite Starlink e para as missões Artemis da NASA, que visam o retorno da humanidade à Lua. Cada atraso ou falha no desenvolvimento deste colossal veículo espacial não só abala a confiança do mercado, como exemplificado pela queda das ações, mas também pode comprometer diretamente o cronograma e a viabilidade desses empreendimentos de alto custo e relevância global.