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Acidentes graves em montanha-russa radical nos EUA levam a processos e questionamentos sobre segurança

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Uma mulher de 40 anos teve sua vida drasticamente alterada após sofrer uma hemorragia cerebral severa em uma das montanhas-russas mais radicais do mundo, a X2, localizada no parque Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, Estados Unidos. O incidente ocorreu em julho, enquanto Pamela Guillen celebrava o aniversário da filha, e resultou em um longo período de recuperação e mobilização judicial contra a administração do parque.

O Impacto Devastador da Montanha-Russa X2

Pamela Guillen desfrutava de um dia de lazer no Six Flags Magic Mountain quando decidiu embarcar na montanha-russa X2. Conhecida por seu design inovador e extremo, a atração impulsiona os passageiros a 128 km/h por quedas acentuadas, enquanto os assentos giram 360 graus independentemente dos trilhos. Durante o percurso, Pamela relatou ter batido a cabeça repetidamente contra o encosto, perdendo a consciência logo após o desembarque.

Pamela Guillen internada após sofrer hemorragia em montanha-russa em parque Six Flags na Califórnia — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

A gravidade da situação se revelou quando, duas semanas depois, Pamela despertou no hospital. Ela descreveu a experiência como uma transição abrupta de um momento de diversão para uma emergência médica. Para salvar sua vida, cirurgiões precisaram remover parte de seu crânio para aliviar a pressão cerebral, um procedimento que a forçou a reaprender habilidades básicas como andar e falar. Atualmente, ela depende de medicação contínua para controlar convulsões.

Um Despertar em Meio à Luta pela Vida

“Tenho muita sorte de estar viva”, afirmou Pamela Guillen em depoimento. Sua filha, Camille Marquez, relembrou o desespero ao ver a mãe inerte. “Descemos do carrinho e vimos a minha mãe. Ela parecia sem vida. Sem nenhum pensamento no olhar, nada”, disse Camille, que tentou em vão reanimar a mãe, esfregando e sacudindo-a, enquanto clamava para que ela acordasse. O diagnóstico foi uma hemorragia cerebral extremamente grave.

Segundo Caso Grave e a Inação Inicial do Parque

O que torna o caso ainda mais alarmante é o fato de a montanha-russa X2 ter permanecido operacional por seis dias após o acidente de Pamela. Nesse período, Naomi Greer-Wilkinson, uma moradora de Los Angeles, embarcou na mesma atração e sofreu uma lesão idêntica, mas com consequências ainda mais severas. Apenas no dia seguinte ao incidente de Naomi, em 12 de julho, a X2 foi finalmente fechada e permanece inativa desde então.

Naomi encontra-se em estado de coma induzido, dependendo de um respirador e de uma sonda de alimentação, após ser diagnosticada com um traumatismo cranioencefálico. Seus pais enfrentam a angústia de terem sido informados pelos médicos sobre a criticidade do quadro e a necessidade de se prepararem para o pior. A direção do Six Flags não forneceu explicações sobre a decisão de manter a atração aberta após o primeiro incidente grave.

Avaliação Médica Confirma Ligação Direta com a Atração

Três neurocirurgiões que trataram Pamela e Naomi emitiram uma avaliação médica decisiva sobre os acidentes. Em um estudo, eles concluíram que “as lesões cerebrais graves que exigiram atendimento neurocirúrgico de emergência foram resultado de um evento traumático de rápida aceleração e desaceleração vivenciado durante o passeio na atração X2”. Este parecer técnico reforça a tese de que as forças extremas da montanha-russa foram a causa direta das hemorragias cerebrais.

Uma investigação conduzida por veículos de imprensa revelou um histórico preocupante da X2, associada a mais de uma dezena de ferimentos graves e internações hospitalares ao longo de quase duas décadas de operação. Esse padrão de ocorrências levanta sérias questões sobre os protocolos de segurança e a responsabilidade dos parques de diversão.

O Legado de Acidentes e as Batalhas Judiciais Contra o Six Flags

Diante da gravidade dos fatos, as famílias de Pamela Guillen e Naomi Greer-Wilkinson uniram-se em processos judiciais contra o Six Flags. Ambas estão representadas pelo advogado Christopher Bulone, da Dordick Law Corp, que assumiu os casos após a divulgação dos laudos médicos que estabeleceram a conexão entre as lesões e a montanha-russa X2. Bulone divulgou imagens das vítimas para a imprensa, buscando sensibilizar a opinião pública para a situação.

Os incidentes recentes não são isolados na história da X2. Em 2024, a família de um jovem de 22 anos, que faleceu após sofrer traumatismo craniano na atração, processou o Six Flags por homicídio culposo. O parque fechou um acordo financeiro com os pais da vítima pouco antes do julgamento. Além disso, uma mulher que sofreu lesão cerebral traumática na mesma montanha-russa em 2020 abriu um processo por negligência e responsabilidade. Embora o Six Flags tenha sido removido como réu direto em maio de 2024, a fabricante do brinquedo, S&S Worldwide, permanece no processo, com julgamento agendado para agosto de 2027.

Esses múltiplos litígios destacam um cenário de persistentes preocupações com a segurança da X2 e a necessidade de responsabilização na indústria de parques de diversões, onde a busca por emoções radicais não pode comprometer a integridade e a vida dos visitantes.