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A Yangtze Optical Fibre and Cable (YOFC), em colaboração com a China Telecom e a Dekoli, anunciou em 16 de junho um marco extraordinário na tecnologia de transmissão de dados. As empresas conduziram um teste de campo inovador, onde um sistema de multiplexação por divisão de comprimento de onda (WDM) empregando fibra de núcleo oco (HCF) alcançou uma velocidade de 1,2 terabits por segundo (Tb/s) por comprimento de onda. Este feito foi registrado em uma distância considerável sem a necessidade de equipamentos repetidores, sinalizando um avanço crucial para a infraestrutura de rede global.
O experimento pioneiro foi executado na mais longa extensão de cabo de fibra óptica de núcleo oco comercialmente disponível, atravessando fronteiras. Com a aplicação de uma metodologia aprimorada para as taxas de envio de dados e gerenciamento de energia, o consórcio atingiu uma impressionante taxa total de 51,3 Tb/s em um segmento de 206,5 quilômetros. Notavelmente, essa performance foi obtida sem o uso de repetidores, dependendo exclusivamente da amplificação por fibra dopada com érbio (EDFA). Este feito consagra uma nova referência mundial para a relação capacidade-distância em sistemas WDM que operam sem repetidores e sem a utilização de amplificadores de bombeamento remoto, reduzindo significativamente a complexidade e os custos de manutenção em longas distâncias.
A tecnologia de fibra de núcleo oco (HCF) distingue-se por um princípio operacional singular, que direciona os sinais ópticos através de um canal de ar, ao invés do tradicional filamento de vidro. Essa abordagem inovadora é crucial porque mitiga as limitações intrínsecas de capacidade e atraso (latência) que caracterizam as fibras ópticas de núcleo sólido convencionais. Ao superar esses gargalos, a HCF emerge como um pilar essencial para a próxima geração de infraestruturas de comunicação, prometendo revolucionar a velocidade e a eficiência das redes de backbone e dos grandes centros de dados, onde a exigência por desempenho é cada vez mais crítica para o fluxo de informações global.
Com o respaldo da Plataforma Piloto de Convergência Nuvem-Rede da China Telecom, um centro de testes de médio porte aprovado pela Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China, e também do Laboratório Nacional de Tecnologias Avançadas de Fabricação e Aplicação de Fibras e Cabos Ópticos, a equipe do projeto enfrentou e superou um obstáculo significativo. Eles conseguiram realizar a transmissão de energia elevada dentro de um ambiente de rede HCF já em funcionamento, confirmando de forma prática o potencial de alta velocidade oferecido por essa inovação tecnológica.
No âmbito da arquitetura do sistema, os engenheiros desenvolveram um método de controle de taxa adaptativo por comprimento de onda, complementado por uma distribuição de potência flexível para cada canal. Essa tática possibilitou uma transmissão de dados mista, capaz de suportar diversas velocidades, distâncias entre canais e níveis de potência por comprimento de onda. Essa metodologia provou-se eficiente ao reduzir a perda de capacidade frequentemente associada a picos de absorção de gás, destravando um potencial ainda maior para a transmissão de dados por meio da fibra de núcleo oco.
Quanto aos dispositivos utilizados, a equipe escolheu uma configuração de amplificação de alta potência em série, que integra uma unidade de ganho duplicado e um projeto de dopagem com múltiplos elementos. Essa escolha levou à criação de um amplificador de alto desempenho, caracterizado por uma notável uniformidade de ganho e uma potência de saída que alcança 33,5 dBm. Para assegurar a operação segura, foram implementadas proteções extras, como a identificação de irregularidades na potência do percurso óptico, funcionalidades de desativação por intertravamento e sistemas de alerta conectados, diminuindo assim os perigos inerentes a possíveis falhas na conexão óptica.