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A gigante chinesa Xiaomi revelou seu inédito dispositivo de armazenamento conectado à rede (NAS), batizado de Xiaomi Smart Storage. O equipamento faz sua estreia no mercado da China, marcando a entrada da empresa em um segmento crucial para o ecossistema de eletrônicos e casas inteligentes.
O grande diferencial da novidade está em sua proposta de ser um hub de dados pessoal, de fácil acesso e operação simplificada, totalmente compatível com o sistema HyperOS. Ele se posiciona como uma alternativa robusta e privada aos modelos de nuvem que frequentemente cobram por armazenamento e podem gerar preocupações com a privacidade dos dados. Em um cenário onde a segurança e o controle sobre as informações pessoais são cada vez mais valorizados, a aposta da Xiaomi em uma solução local responde diretamente à demanda por autonomia digital dos usuários.
Xiaomi has finally entered the NAS market.
Dual-bay setup, 4TB (2x 2TB), 8TB (2x 4TB), 16TB (2x 8TB)
Currently in crowdfunding stage.
The Xiaomi Smart Storage… pic.twitter.com/VCnj1oDS0V
— Mukul Sharma (@stufflistings) June 24, 2026
O invólucro do aparelho exibe um visual limpo e discreto, em linha com a identidade visual da série Mijia da companhia. Suas dimensões foram cuidadosamente projetadas para ocupar o mínimo de espaço possível em ambientes como escritórios ou salas. Internamente, sua estrutura de compartimento duplo possibilita a utilização e organização de duas unidades de armazenamento, seja de forma separada ou unificada, conferindo versatilidade ao proprietário.
Embora informações prévias sugerissem a compatibilidade com discos rígidos convencionais (HDDs) e unidades de estado sólido (SSDs) nos padrões SATA de 3,5 e 2,5 polegadas, os modelos inicialmente disponíveis pela marca virão configurados de fábrica apenas com armazenamento baseado em tecnologia flash, para maior velocidade e durabilidade.
O sistema operacional integrado ao Xiaomi Smart Storage foi desenvolvido para descomplicar a experiência de uso, frequentemente complexa em soluções NAS. Um dos recursos centrais do software é a capacidade de realizar o upload automático de fotos e vídeos de smartphones e tablets, permitindo backups discretos e contínuos com apenas alguns comandos.
Em termos de interoperabilidade, a plataforma oferece conexão nativa com dispositivos móveis Android e iOS. O suporte se estende a ambientes de computador, garantindo uma conexão eficiente com máquinas que utilizam Windows, macOS e diversas versões de Linux. A ambição da companhia é consolidar todos os dados de celulares, tablets, laptops e sistemas de videomonitoramento em uma infraestrutura de rede local e privada.
Embora a lista completa de especificações técnicas, incluindo o processador específico e as interfaces internas, ainda não tenha sido divulgada integralmente, dados obtidos por meio de certificações e vazamentos do setor indicam que o aparelho terá um conjunto de portas e conexões apropriado para seu propósito de uso residencial.
Apesar de o Smart Storage representar a primeira incursão da empresa em um aparelho dedicado exclusivamente ao armazenamento em rede com compartimentos expansíveis, a Xiaomi já havia explorado o setor. Há alguns anos, a marca lançou produtos híbridos, como a série Mi Router HD, que incorporava discos rígidos de até 2 TB diretamente em roteadores Wi-Fi. Essa trajetória reflete a evolução da estratégia da Xiaomi para fortalecer seu ecossistema, fornecendo aos consumidores um centro de dados unificado e protegido, essencial para a infraestrutura da casa conectada do amanhã.
Informações divulgadas pelo perfil Mukul Sharma, conhecido por antecipar lançamentos da indústria, confirmam a entrada da Xiaomi no mercado de NAS, detalhando a configuração de compartimento duplo e as opções de capacidade.
A Xiaomi escolheu introduzir o Smart Storage através de uma campanha de arrecadação de fundos na China, programada para acontecer de 1 a 8 de julho de 2026. A produção em massa do aparelho será iniciada caso as metas financeiras sejam atingidas, proporcionando vantagens de preço para os primeiros investidores.
O servidor estará acessível em três versões pré-configuradas, com diferentes níveis de capacidade de armazenamento embarcada:
A edição “Beginner”, com 4 TB (distribuídos em duas unidades de 2 TB), terá um custo de ¥ 2.299 (equivalente a cerca de R$ 1.750) durante a fase de financiamento coletivo, com seu preço de venda no varejo estimado em ¥ 3.499 (aproximadamente R$ 2.665) após o lançamento oficial.
Já a variante “Advanced”, que oferece 8 TB (com duas unidades de 4 TB), será comercializada por ¥ 2.899 (cerca de R$ 2.205) no período da campanha, com um valor de varejo previsto de ¥ 4.499 (aproximadamente R$ 3.425).
Por fim, a versão “Professional”, com 16 TB (com duas unidades de 8 TB), custará ¥ 4.699 (equivalente a cerca de R$ 3.575) durante a fase de apoio, subindo para ¥ 6.999 (aproximadamente R$ 5.330) no comércio convencional.
Até o momento, a empresa não forneceu informações sobre a possível disponibilidade global do Xiaomi Smart Storage ou sua distribuição oficial em mercados fora da China.