
Crédito: Formula1.com
Max Verstappen, da Red Bull, assegurou sua primeira pole position da temporada de 2026, dominando cada etapa da sessão classificatória no desafiador Circuito Internacional de Sepang. O piloto holandês exibiu um ritmo inabalável, estabelecendo a volta mais rápida e garantindo a posição de largada privilegiada para o Grande Prêmio do Bahrein, disputado na Malásia.
O retorno de Verstappen ao topo da tabela de tempos na qualificação era aguardado, e ele não decepcionou. Superando adversários como Lewis Hamilton e Isack Hadjar, o piloto da Red Bull marcou sua primeira pole do ano, um feito importante para a equipe e para suas aspirações no campeonato. Essa vitória na qualificação demonstra a força do carro da Red Bull e a habilidade do piloto em um circuito que não via a Fórmula 1 para uma sessão classificatória desde 2017.
Após liderar o Q1 e o Q2 com maestria, Verstappen consolidou sua performance no segmento final, parecendo imbatível. Ele terminou a sessão com um tempo impressionante de 1m 35.130s, abrindo uma vantagem considerável de 0.298s sobre Lewis Hamilton, que ficou em segundo lugar.
A Red Bull quase conseguiu posicionar seus dois carros nas primeiras colocações, mas um piloto da Ferrari conseguiu superar Hadjar. Este último, no entanto, enfrentará uma penalidade de cinco posições no grid de largada para a corrida principal. Além disso, Hadjar impediu que Kimi Antonelli, da Mercedes, garantisse um lugar entre os três primeiros na fase decisiva da qualificação, com o italiano terminando em quarto, logo à frente de Charles Leclerc.
As máquinas da McLaren finalizaram a sessão classificatória nas sexta e sétima posições, com Lando Norris à frente de Oscar Piastri. George Russell, da Mercedes, não conseguiu ir além do oitavo lugar. Pierre Gasly, da Alpine, e Gabriel Bortoleto, da Audi, completaram o top 10, conquistando a nona e a décima colocações, respectivamente.
A equipe Racing Bulls não conseguiu avançar para o Q3, apesar dos esforços de Arvid Lindblad para dar vácuo a Liam Lawson. Lawson, por sua vez, será relegado para a parte de trás do grid de largada devido à substituição de sua unidade de potência antiga.
Lawson, que ficou em 11º lugar, foi seguido por Fernando Alonso, Carlos Sainz e Lance Stroll. A Aston Martin demonstrou uma notável melhoria em seu desempenho em comparação com o início da temporada. Franco Colapinto e Lindblad optaram por não registrar tempos no Q2 devido às suas próprias penalidades no grid: o piloto da Alpine perderá cinco posições por uma colisão em Baku e mais dez por uma troca de motor.
Nico Hulkenberg teve um final frustrante na qualificação, perdendo a vaga no Q2 por uma margem mínima, terminando em 17º. Ele ficou à frente da dupla da Haas, Ollie Bearman e Esteban Ocon, que alegou que a equipe o enviou para a pista cedo demais, prejudicando suas chances.
Alex Albon, da Williams, terminou em 20º, enquanto a Cadillac ocupou as últimas posições com Valtteri Bottas e Sergio Perez. Contudo, esses últimos pilotos deverão ganhar algumas posições devido às penalidades de grid que afetarão outros competidores.
Cada uma das sessões de treinos livres viu uma equipe diferente no topo dos tempos – a Red Bull com Verstappen no TL1, a Ferrari com Leclerc no TL2 e a Mercedes com Antonelli no TL3. Essa alternância sugeria que a disputa pela pole position na qualificação estaria completamente aberta e imprevisível.
Embora o Circuito Internacional de Sepang não recebesse uma sessão classificatória desde 2017, o início da qualificação foi tranquilo quando a luz verde acendeu às 16h, horário local. A Haas foi a primeira a enviar seus pilotos para a pista.
À medida que completavam suas primeiras voltas, registrando tempos na casa de 1m 38s, a maioria dos outros competidores se juntou à ação nos 12 minutos restantes. Todos os pilotos, exceto os da Ferrari e da Audi, optaram por pneus macios, e Antonelli aproveitou ao máximo para estabelecer uma nova referência de 1m 37.041s.
Esse tempo foi rapidamente superado por um Verstappen voando, que abriu meio segundo de vantagem antes que seu companheiro de equipe se posicionasse em segundo, marcando um início forte para a Red Bull. No entanto, o composto médio de pneus mostrou-se competitivo para a Scuderia, com Hamilton e Leclerc subindo para a segunda e terceira posições, respectivamente.
Com o cronômetro avançando, ambos os carros da Haas – Bearman havia travado os pneus na Curva 1, o que comprometeu sua segunda volta –, Albon da Williams, Stroll da Aston Martin e a dupla da Cadillac, Bottas e Perez, estavam todos sob ameaça de eliminação.
O tráfego na pista melhorou ligeiramente nos minutos finais, pois os pilotos das quatro principais equipes optaram por permanecer em suas garagens, liberando espaço no circuito. A Alpine buscou capitalizar essa situação, com Gasly oferecendo vácuo a Colapinto para garantir o avanço de ambos para o Q2.
Stroll executou uma excelente volta, melhorando para a 11ª posição, mas Bortoleto chamou a atenção com um tempo digno de P8, que incluiu o setor inicial mais rápido da sessão. Infelizmente para a Audi, seu companheiro de equipe, Hulkenberg, foi eliminado em 17º, perdendo a vaga por apenas 0.087s.
Ele foi acompanhado pelos eliminados Bearman, Ocon, Albon, Bottas e Perez. O finlandês Bottas relatou que “o carro não vai mais rápido”, enquanto Ocon expressou preocupação de que a Haas o tivesse enviado para a pista cedo demais.
Conseguir duas voltas rápidas era a prioridade para as equipes restantes no Q2. A Red Bull, mais uma vez, disparou para o topo da tabela de tempos logo no início, com Verstappen registrando 1m 35.696s, tornando-se o primeiro piloto a quebrar a barreira de 1m 36s.
Leclerc foi o próximo a alcançar esse feito, embora dois décimos atrás do holandês. Enquanto isso, o tempo de Antonelli foi deletado por exceder os limites da pista. Isso o colocou em desvantagem nos cinco minutos finais, forçando-o a retornar imediatamente com um novo conjunto de pneus macios, limitando seus pneus novos para uma possível ida ao Q3.
Embora sua volta parecesse mais cautelosa, foi suficiente para colocá-lo em segundo lugar, atrás de Verstappen, aumentando a pressão sobre as equipes do meio do grid, como a Racing Bulls, para garantir uma posição entre os dez primeiros.
Lindblad, já com a largada na última fila garantida devido à troca de sua unidade de potência, priorizou dar vácuo ao seu companheiro de equipe em vez de registrar um tempo representativo, auxiliando Lawson a subir para a 10ª posição. Contudo, um esforço excepcional de Bortoleto rebaixou o neozelandês para 11º, com uma diferença de 0.209s entre eles.
Lawson foi acompanhado na eliminação por Alonso, Sainz, Stroll, Colapinto – cujo resultado também será impactado por duas penalidades de grid devido ao incidente em Baku e à troca de motor – e Lindblad.
Enquanto os habituais protagonistas de Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull se preparavam para o confronto final contra Bortoleto e Gasly no Q3, a grande questão pairava no ar: alguém seria capaz de superar a performance dominante de Verstappen?
Em meio a altas temperaturas na pista, Russell conseguiu apenas 1m 36.032s, um tempo rapidamente eclipsado por Hadjar, antes que Hamilton e Leclerc se posicionassem em segundo e terceiro. Seus esforços foram seguidos por outra volta estelar de Verstappen, que lhe garantiu a pole provisória com três décimos de vantagem sobre seu companheiro de equipe.
Enquanto Piastri, da McLaren, se inseriu entre os carros da Ferrari, Norris garantiu a sétima posição, solidificando a presença da equipe no top 10 final da qualificação.