
Samsung Galaxy Watch Ultra - Divulgação Crédito: Mixvale.com.br
Registros técnicos descobertos em versões de teste dos sistemas operacionais watchOS 27 e iOS 27, datados de 7 de setembro de 2026, trouxeram à luz detalhes preliminares sobre os próximos modelos do Apple Watch, o Series 12 e o Ultra 4. Essas informações, identificadas por um pesquisador independente com histórico em antecipar novidades da Apple, sinalizam avanços significativos em monitoramento de saúde e desempenho físico.
A análise aprofundada dos códigos indica quatro grandes transformações que estão a caminho do ecossistema de relógios inteligentes da gigante de tecnologia.
watchOS 27 is likely to launch on Monday, September 14 on the following devices 🚨
The first Apple Watch Ultra is no longer supported pic.twitter.com/wiGnSeR579
— Apple Cycle (@theapplecycle) September 6, 2026
O sistema operacional contém instruções que apontam para a inclusão de um aplicativo inédito, batizado inicialmente de Cobalt e posteriormente de Readiness, projetado para funcionar de maneira autônoma, sem dependência direta do conhecido recurso Sinais Vitais. Sua posição na interface padrão do mostrador do watchOS 27 e nas configurações do aplicativo Watch no iOS 27 é logo ao lado do programa dedicado a Exercícios.
A denominação interna do pacote de software passou por uma alteração durante o ciclo de avaliação, mudando de com.apple.cobalt.watchapp na quinta compilação para com.apple.readiness na sexta atualização do watchOS, enquanto os arquivos de configuração do iOS mantiveram o nome original até a oitava versão de testes. Este aplicativo, que não apresenta uma interface gráfica aparente, sugere, pela sua proximidade estrutural com os serviços de esporte, que a empresa está desenvolvendo uma ferramenta para acompanhar a recuperação física dos usuários.
A importância do recurso “Readiness” reside na sua capacidade de oferecer insights sobre o estado de recuperação do corpo após exercícios intensos, um aspecto crucial para atletas e entusiastas de fitness que buscam otimizar seus treinos e evitar o overtraining. Ao desvincular-se do Sinais Vitais, ele pode focar em métricas mais específicas de fadiga e prontidão, elevando o patamar do monitoramento de bem-estar.
O módulo de saúde também recebeu aprimoramentos técnicos para permitir o registro de sessões de musculação com parâmetros altamente detalhados, como peso aplicado, número de repetições, duração da atividade e os grupos musculares trabalhados. Esta atualização permitirá que cada série de um treino seja documentada com especificações distintas de carga e equipamento utilizado.
Essas funcionalidades de registro detalhado foram inicialmente identificadas na primeira versão de testes do iOS 27 e incorporadas na terceira compilação do watchOS, permanecendo, contudo, inacessíveis para gravação por softwares de terceiros.
A introdução do monitoramento detalhado de musculação representa um salto para o Apple Watch, transformando-o em um diário de treino mais robusto e preciso. Isso permite que usuários e personal trainers acompanhem o progresso de força de forma granular, algo que antes exigia aplicativos de terceiros ou registros manuais, tornando o relógio ainda mais útil para o público fitness.
Informações divulgadas apontam que o watchOS 27 tem previsão de lançamento para 14 de setembro, uma segunda-feira, e que a primeira geração do Apple Watch Ultra não terá mais suporte a esta nova versão do sistema operacional. Isso indica um ciclo de vida específico para os dispositivos Ultra e a necessidade de hardware mais recente para as inovações.
Trechos do código-fonte indicam a presença de um novo sensor batizado de Sunstone4p0, um componente óptico que sucede o modelo Sunstone3p75plus no rastreamento dos batimentos cardíacos. Em comparação com o predecessor, este novo sensor apresenta uma redução de 10% a 20% nos coeficientes de ruído térmico e nas oscilações do LED, resultando em leituras mais precisas, mesmo em situações de pulsações mais fracas ou irregulares.
O conjunto Sunstone4p0 inova ao alternar os canais ópticos conforme a posição do relógio no pulso e a direção da coroa digital, uma melhoria em relação ao padrão estático empregado nos modelos atualmente disponíveis no mercado. Tal arranjo técnico pode, potencialmente, permitir o acompanhamento contínuo e ininterrupto dos batimentos cardíacos, embora esta função ainda dependa de confirmação oficial.
A melhoria no sensor cardíaco é crucial para a credibilidade do Apple Watch como dispositivo de saúde, especialmente para detecção precoce de arritmias ou monitoramento durante atividades físicas de alta intensidade. A capacidade de leituras mais precisas em condições diversas eleva o patamar de confiabilidade do aparelho, fortalecendo sua posição como ferramenta de saúde preventiva.
Os arquivos de firmware também revelam um módulo de memória da Samsung, associado ao processador T8320, com uma capacidade listada de 1024gb, o que tecnicamente corresponde a 1.024 gigabits ou 128GB de armazenamento.
Diferentemente do watchOS 26, que oferecia alternativas de 64GB e 128GB, a versão em desenvolvimento watchOS 27 mantém apenas a especificação de maior capacidade. Este detalhe aponta para uma duplicação do espaço de armazenamento padrão nos futuros dispositivos, oferecendo mais autonomia para aplicativos, músicas e dados offline, e eliminando a opção de menor capacidade que pode ser limitante para muitos usuários.