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Vazamento do DLSS 5 da Nvidia permite testes não oficiais em placas RTX

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Uma versão ainda não lançada do sistema DLSS 5 da Nvidia está em circulação entre desenvolvedores de modificações para computadores, abrindo caminho para avaliações de sua capacidade de renderização neural em placas de vídeo GeForce RTX. A comunidade tem utilizado ferramentas específicas, como um programa de código aberto que emprega os utilitários RenoDX e ReShade, para integrar esses novos componentes ao sistema operacional e, em caso de problemas, reverter as alterações.

Avaliações conduzidas em um equipamento HP Omen Transcend 14, que possui uma placa de vídeo RTX 4060, revelaram que a funcionalidade opera em um estado instável. Não há, portanto, qualquer garantia de desempenho consistente ou livre de falhas durante seu uso.

Embora a Nvidia não tenha liberado publicamente sua tecnologia de renderização neural, ela veio à tona após o lançamento antecipado da versão para PC do jogo NBA 2K27. Foi o pesquisador Renan Maniero quem descobriu o arquivo nvngx_dlssnr.dll dentro da pasta do simulador de basquete, percebendo que se tratava de uma biblioteca focada em processamento por inteligência artificial, diferente do código de super-resolução já conhecido. Com base nessa descoberta, a equipe do projeto RenoDX começou a desenvolver adaptações para utilizar o componente.

Como a comunidade está adaptando a nova tecnologia

A plataforma RenoDX funciona como um framework de modificação que se integra ao DirectX e aos recursos do ReShade. Essa combinação permite injetar texturas, camadas e rotinas gráficas diretamente nos jogos, sem precisar alterar o arquivo executável principal. Essa abordagem foi fundamental para que os componentes vazados pudessem ser aplicados em diversos títulos.

O primeiro experimento bem-sucedido para aplicar o processamento neural nos modelos visuais de personagens ocorreu no jogo Control. Posteriormente, testes similares foram realizados em outros games de grande porte, como Cyberpunk 2077, Skyrim, Final Fantasy VII Rebirth, Red Dead Redemption 2 e Grand Theft Auto V. É importante ressaltar que nenhum desses jogos conta com homologação oficial da Nvidia para a tecnologia.

A ferramenta desenvolvida pela comunidade simplifica o processo, eliminando a necessidade de buscar arquivos manualmente e configurando automaticamente os métodos de injeção no sistema operacional. Para maior segurança, o painel oferece um comando de restauração que permite reverter rapidamente o diretório ao seu estado original.

É crucial entender que a biblioteca atualmente em uso é um código experimental, desprovido de otimizações e não concebido pela fabricante para uma distribuição comercial em larga escala. Isso significa que a performance e a estabilidade não são garantidas, refletindo seu caráter de desenvolvimento inicial e explicando a instabilidade observada nos testes.

Desempenho e desafios nos primeiros testes

Em avaliações conduzidas com uma placa RTX 5070 Ti no jogo Control, em resolução 4K, a performance registrou uma queda notável, passando de cerca de 71 quadros por segundo (fps) para 35 fps com a funcionalidade ativa. Para usuários com placas de vídeo de gerações mais antigas, as perdas na taxa de quadros foram ainda mais expressivas.

A visualização em monitores com HDR tem mostrado falhas de calibração, e a modificação tende a acentuar detalhes em pele e rostos, resultando em artefatos visuais que lembram erros de processamento gráfico.

O processo de renderização requer uma leitura exata dos vetores de movimento, que são gerados pelo motor gráfico de cada jogo. Títulos que utilizam bibliotecas como Vulkan e OpenGL necessitam de softwares complementares, como o DLSS5-Feeder, para mitigar possíveis falhas de comunicação.

Realizar a intervenção manualmente implica em ajustes complexos relacionados à injeção DirectX, além da localização exata das bibliotecas dinâmicas do sistema operacional.

O utilitário DLSS5-Swapper consegue identificar jogos instalados nas plataformas Steam, Epic Games Store e GOG de maneira integrada. Em games que já possuem suporte ao DLSS, o programa realiza um backup dos dados existentes, instala a biblioteca modificada, aplica as alterações necessárias nos diretórios do sistema e mantém uma opção de reversão instantânea, capaz de restaurar os arquivos originais se houver incompatibilidade técnica durante a execução. Para produções sem suporte nativo, a ferramenta complementar DLSS5-Feeder calcula buffers de profundidade e dados de quadros utilizando o ReShade.

Perspectivas e o status oficial da tecnologia

Atualmente, o processamento neural opera exclusivamente como um recurso experimental, voltado para entusiastas de hardware que desejam testar novidades. Ele ainda não oferece melhorias práticas significativas para as experiências de jogo do dia a dia.

A Nvidia, por sua vez, não reconhece o NBA 2K27 como uma plataforma oficial para o DLSS 5 e não divulgou nenhum cronograma público para o lançamento formal da tecnologia. O software DLSS5-Swapper serve apenas como uma ferramenta para que usuários explorem os primeiros efeitos visuais e possam desfazer as modificações se encontrarem problemas de funcionamento.