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A ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, foi palco de um terremoto de magnitude 7.1 na escala sísmica japonesa na noite de 28 de julho de 2026, por volta das 21h36, horário local. O violento tremor, que teve seu epicentro localizado na prefeitura de Kumamoto, é considerado o mais forte a atingir a região desde um evento similar em 2024, que resultou em mais de 200 fatalidades. A profundidade extremamente rasa do abalo, de apenas 10 quilômetros, intensificou seu potencial destrutivo e o impacto sobre as áreas urbanas, deflagrando uma vasta operação de emergência em toda a porção sudoeste do país.
Entre os incidentes mais preocupantes, uma explosão foi reportada no shopping center Aeon, situado na cidade de Kashima, também em Kumamoto. O segundo pavimento do complexo comercial cedeu completamente após o tremor, aprisionando inúmeras pessoas sob os escombros. As autoridades locais expressaram grande apreensão quanto a um possível número elevado de mortos. Durante toda a madrugada, equipes de resgate, incluindo bombeiros e forças de segurança, trabalharam incansavelmente para retirar clientes e funcionários do local, em uma corrida desesperada contra o tempo para encontrar sobreviventes.
Imagens feitas pela rede de TV pública NHK, do Japão, mostram uma autoestrada em colapso após forte terremoto em Kyushu, na cidade de Yatsushiro. pic.twitter.com/Z10ES4hv5w
— Renato Souza (@reporterenato) July 28, 2026
Testemunhas oculares descreveram um cenário de pânico e desespero generalizado, com pessoas buscando rotas de fuga em meio à fumaça e aos detritos. Os proprietários do centro comercial confirmaram que alguns clientes conseguiram escapar por conta própria ou foram resgatados antes da chegada das equipes especializadas. Contudo, a complexidade da situação, com estruturas instáveis e focos de incêndio intermitentes, exigiu o uso de equipamentos pesados e táticas avançadas de busca e salvamento.
As equipes de emergência enfrentaram condições adversas no shopping Aeon, com a instabilidade do edifício e pequenos incêndios dificultando o acesso aos pontos mais críticos. Cães farejadores e dispositivos de escuta foram cruciais para localizar pessoas presas, enquanto a remoção de grandes blocos de concreto avançava lentamente. A polícia local sinalizou que a quantidade de vítimas fatais sob os destroços poderia ser substancial, refletindo a força do impacto sísmico na edificação.
Em toda a área afetada pelo terremoto, os serviços de saúde atenderam pelo menos 50 indivíduos que necessitaram de cuidados médicos urgentes. Os ferimentos variaram de cortes e escoriações a fraturas graves e traumas resultantes do impacto direto, queda de objetos ou inalação de fumaça. Hospitais e centros de saúde em Kumamoto ativaram seus planos de contingência, preparando salas cirúrgicas e mobilizando equipes adicionais para lidar com o crescente número de pacientes. A avaliação completa da extensão dos danos e do total de feridos continua em andamento.
Diante da incerteza inicial, as autoridades japonesas chegaram a emitir um alerta de tsunami para as regiões costeiras, que foi felizmente suspenso algumas horas depois, proporcionando um breve alívio. No entanto, o evento sísmico desencadeou uma série de outros alertas de emergência para províncias vizinhas a Kumamoto, preparando a população para possíveis abalos secundários e deslizamentos de terra, um risco comum em terremotos de alta intensidade.
A infraestrutura local foi severamente impactada, com cerca de 50 mil residências ficando sem energia elétrica, mergulhando vastas áreas na escuridão. Essa interrupção não apenas comprometeu o conforto dos moradores, mas também dificultou as comunicações e a capacidade de resposta a novas emergências. Além disso, o aeroporto local foi fechado e os trens de alta velocidade tiveram suas operações paralisadas em toda a região atingida, isolando e dificultando a mobilidade e o fluxo de ajuda.