
Crédito: Mixvale.com.br
A partir de agosto, o Japão receberá uma solução de conectividade de ponta com a introdução de um balão estratosférico de grandes dimensões, destinado a prover sinal 5G. Esta empreitada, encabeçada pela companhia Sceye, dos Estados Unidos, visa aprimorar o acesso à internet em áreas estratégicas do país.
Medindo cerca de 60 metros de comprimento, o aeróstato realizará um trajeto sobre o Oceano Pacífico antes de atingir a costa japonesa. Sua posição será estabelecida a uma elevação de 18 mil metros, onde atuará como um reforço à infraestrutura de telecomunicações da operadora Softbank, empregando uma antena dedicada para a distribuição do serviço aos consumidores em solo.
Essa abordagem tecnológica é identificada como Estação de Plataforma de Alta Altitude (HAPS, na sigla em inglês). Empresas dedicadas a este segmento buscam fortalecer a comunicação em situações de emergência e desastres naturais, além de otimizar a monitorização terrestre. Um diferencial crucial reside na sua proximidade com a superfície, muito menor do que a de satélites de baixa órbita, o que se traduz em um consumo energético reduzido para a transmissão de dados, resultando em menor tempo de resposta (latência) e menores despesas operacionais para diversas finalidades. Isso é particularmente relevante, pois posiciona o HAPS como uma alternativa intermediária valiosa entre as torres terrestres e os satélites espaciais, preenchendo lacunas de cobertura de forma mais eficiente em áreas de difícil acesso ou com infraestrutura limitada.
Mikkel Vestergaard Frandsen, CEO da Sceye, enfatizou as vantagens operacionais do arranjo. Ele afirmou que a companhia consegue simular um ambiente similar ao do espaço, mas com uma diminuição substancial nos gastos e na complexidade, em comparação com os métodos convencionais de lançamento de satélites.
No entanto, o maior obstáculo da iniciativa reside em assegurar a permanência precisa do balão em sua localização e a continuidade de suas operações. A estrutura foi concebida para ser leve, facilitando a flutuação, mas ao mesmo tempo robusta o suficiente para abrigar todo o equipamento de transmissão. Durante o dia, painéis solares fornecem energia para alimentar ventiladores elétricos que realizam os ajustes de posição necessários, compensando a força dos ventos.
A eficiência da tecnologia da Sceye foi comprovada em um recente teste de voo, conduzido próximo à costa do Brasil. O equipamento permaneceu no ar por um período ininterrupto de 12 dias, mantendo-se estável por mais de 88 horas em diferentes pontos. O objetivo principal dessas operações é oferecer suporte às empresas de telefonia para que possam expandir sua cobertura de maneira mais eficiente, especialmente em regiões com grande concentração demográfica.