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A Região Sul do Brasil se prepara para um período de intensas chuvas e tempestades a partir desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, com a previsão de um novo ciclone extratropical se formando no sábado, dia 10. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu um alerta laranja para áreas costeiras e sulistas, sinalizando perigo de tempestades, enquanto outros 14 estados, incluindo São Paulo, estão sob aviso amarelo de perigo potencial.
No Rio Grande do Sul, o volume de precipitação mais significativo deve se concentrar entre a tarde e a noite desta quarta-feira. A instabilidade atmosférica em progressão eleva consideravelmente os riscos climáticos em diversas áreas, como a Campanha, Oeste, Missões, Centro, Noroeste e Norte gaúcho. Projeções indicam que as rajadas de vento podem superar os 90 km/h em pontos específicos, com a possibilidade de queda de granizo em localidades isoladas. A faixa sudoeste do estado é uma das mais monitoradas pelas equipes meteorológicas.
A área de instabilidade não se restringe ao território gaúcho; seu deslocamento para o norte é esperado nos próximos dias. Já na quinta-feira, dia 8, as precipitações mais severas devem alcançar Santa Catarina e o Paraná, gerando risco de tempestades no oeste catarinense e no sudoeste paranaense. A circulação de umidade persistirá ativa sobre os três estados da região durante a sexta-feira, dia 9, mantendo o céu predominantemente encoberto e a alta probabilidade de chuvas frequentes.
A expectativa é que um novo ciclone extratropical se organize no sábado, 10 de outubro. Este sistema de baixa pressão, característico de latitudes médias, surge do encontro e choque térmico entre massas de ar com temperaturas opostas, integrando ar quente e frio em uma única circulação ciclônica. Sua formação tende a intensificar os ventos em toda a Região Sul do Brasil.
Este cenário meteorológico ecoa a dinâmica observada recentemente no Centro-Sul do país. No final de setembro de 2026, um ciclone extratropical anterior gerou rajadas de até 100 km/h e acumulados pluviométricos de até 100 mm por dia em diversas regiões. A recorrência de fenômenos dessa magnitude acende um alerta contínuo para portos, áreas urbanas e setores agrícolas da região, que podem ser afetados por ventos fortes e chuvas volumosas, impactando desde a navegação marítima até a produção rural e a infraestrutura urbana.
No Sudeste, uma área de baixa pressão próxima ao oceano continua a influenciar o tempo, mantendo chuvas no leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A intensidade das precipitações, contudo, mostra um declínio em comparação com os últimos dias, e a cobertura de nuvens sobre o interior diminui gradualmente.
A capital paulista terá céu encoberto e possibilidade de pancadas isoladas nesta quarta-feira, com temperaturas entre 17°C e 22°C. Para a quinta-feira, os termômetros em São Paulo devem subir, podendo se aproximar dos 29°C. No Rio de Janeiro, onde a temperatura atinge 30°C hoje, as pancadas persistem, embora com volumes inferiores aos esperados para o Sul. Belo Horizonte mantém máximas de 31°C na quarta e 32°C na quinta, enquanto Vitória alcança 31°C com redução gradual das chuvas.
Já no Centro-Oeste, a chuva perde abrangência territorial e se concentra em faixas específicas. Mato Grosso do Sul registra o maior volume de instabilidade, especialmente no sul e leste. Campo Grande terá períodos de sol pela manhã e máxima de 31°C. Cuiabá atinge temperaturas entre 36°C e 37°C, e Brasília mantém tempo seco com termômetros em torno de 28°C. Uma massa de ar quente e seco expande seu domínio sobre o norte goiano e o nordeste de Mato Grosso.
O Nordeste exibe um quadro de tempo predominantemente firme, com pouca nebulosidade e índices de umidade críticos. Exceto por precipitações pontuais na orla entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, o sertão nordestino enfrenta um ar intensamente ressecado. Em áreas do interior do Piauí, a umidade relativa do ar pode cair para um mínimo de 12% durante as tardes.
Teresina se destaca com a máxima mais elevada entre as capitais brasileiras nesta quarta-feira, chegando a 40°C. São Luís tem máxima estimada em 34°C, enquanto as capitais do litoral oriental, como Salvador, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, operam com marcas térmicas em torno de 31°C. Esta configuração de bloqueio atmosférico na região deve manter a estiagem estável ao longo de toda a semana.
A Região Norte apresenta uma acentuada divisão climática. O setor oeste da Amazônia, que inclui Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, permanece sob frequentes tempestades tropicais. Em contraste, o leste amazônico, abrangendo Pará e Tocantins, segue dominado por ar seco e quente, com queda na umidade e elevação das temperaturas. Palmas registra máxima prevista de 38°C, e Boa Vista alcança 37°C nesta quarta-feira.
A rota exata que será percorrida pelo centro de baixa pressão do futuro ciclone e sua pressão atmosférica mínima estimada ainda não foram totalmente definidas. Os centros meteorológicos mantêm a análise de simulações computacionais diárias para determinar a proximidade do sistema em relação à costa e detalhar, com antecedência, o impacto real dos ventos na navegação marítima e nas cidades litorâneas.