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A Samsung Bioepis, uma das empresas do grupo Samsung Epice Holdings, alcançou um marco significativo ao dominar uma nova plataforma tecnológica. Esta inovação permite a conversão de medicamentos administrados intravenosamente para a via subcutânea (SC), uma mudança estratégica no setor farmacêutico. O avanço é impulsionado pela utilização de hialuronidase humana recombinante (PH20), prometendo expandir a atuação da companhia no promissor mercado de biossimilares, onde a corrida pela adaptação de fármacos para aplicação SC está aquecendo a disputa por patentes entre as grandes corporações.
Conforme informações divulgadas pela indústria biotecnológica, a Samsung Bioepis já concluiu os testes internos de sua nova tecnologia para formulações SC, que se utiliza da PH20. A empresa se destaca por ter desenvolvido métodos próprios para o cultivo e purificação da hialuronidase, além de produzir a substância internamente. Essa autonomia produtiva e tecnológica posiciona a Samsung Bioepis de forma diferenciada em relação a concorrentes de peso, como a Halozyme nos Estados Unidos e a Alteogen na Coreia do Sul, sendo considerada uma tática essencial para mitigar potenciais conflitos de propriedade intelectual, visto que tanto a hialuronidase quanto seus processos de fabricação são frequentemente protegidos por patentes.
Biosimilars and generics may share a common goal of expanding access to treatment options, but they are not the same.
Learn how they differ in our latest “Biosimilars Explained.” pic.twitter.com/hSJZbFSIJL
— Samsung Bioepis (@SamsungBioepis) July 13, 2026
A transição de medicamentos com formulação intravenosa (IV) para subcutânea (SC), especialmente aqueles que contêm altas concentrações de anticorpos, depende crucialmente da aplicação da tecnologia baseada em PH20. Em experiências anteriores, a Samsung Bioepis conseguiu desenvolver versões SC de fármacos como o Benepali SC (derivado do Enbrel) e o Imraldi SC (derivado do Humira) com modificações mais simples, dado que eram medicamentos com menor dosagem de anticorpos. No entanto, os tratamentos mais recentes e potentes contra o câncer, que frequentemente exigem doses elevadas, demandam o uso da tecnologia com PH20, que age temporariamente na estrutura do tecido subcutâneo para facilitar a absorção de grandes volumes. Essa capacidade de oferecer tratamentos de alta dosagem por via SC representa um avanço notável para a qualidade de vida dos pacientes, permitindo maior conforto e autonomia, além de otimizar os recursos do sistema de saúde.
Há grande expectativa de que a Samsung Bioepis possa aplicar essa tecnologia revolucionária em medicamentos de alto impacto global, como o Keytruda, o imunoterápico mais vendido mundialmente, originário da Merck (MSD) e atualmente em desenvolvimento como biossimilar. Outro candidato promissor para a aplicação dessa inovação é o Enhertu, um conjugado anticorpo-medicamento (ADC) de grande relevância da farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo. Contudo, um representante da Samsung Bioepis ressaltou que, até o momento, “não há decisões oficiais sobre quais medicamentos específicos receberão a aplicação desta tecnologia”.