
iPhone 18 Pro - Divulgação Crédito: Mixvale.com.br
A Apple anunciou reajustes significativos nos valores da linha iPhone 18 Pro no mercado brasileiro, com aumentos que podem chegar a R$ 3,5 mil e percentuais de até 18,9%. A alta nos custos, que atinge também outros eletrônicos globalmente, é impulsionada principalmente pela escassez de componentes de memória, crucial para a expansão acelerada dos data centers de inteligência artificial.
Os mais recentes celulares da marca chegam aos consumidores brasileiros com preços que oscilam entre R$ 12 mil e R$ 21 mil para os modelos 18 Pro, representando um acréscimo de até 13,8% em relação à geração anterior. Já as versões Pro Max terão valores que variam de R$ 13 mil a R$ 22 mil, onde se encontra o reajuste mais expressivo de 18,9%. A entrega dos novos dispositivos nas lojas físicas e plataformas online do Brasil está programada para começar em 18 de setembro.
Em relação a preços, esses serão os valores dos novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max
Aqui no Brasil? Só adicionar um zero a direita… #appleevent pic.twitter.com/Gsrl4eLjS5
— Mundo Apple BR (@mundoapplebra) September 9, 2026
Globalmente, a demanda por semicondutores experimentou um crescimento sem precedentes.
Em meio à apresentação, circularam informações sobre os preços previstos para os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max no mercado nacional, indicando um cenário de custos elevados para os consumidores.
No ano anterior, em 2025, os modelos da série Pro registraram um aumento mínimo de R$ 200 em seus preços, enquanto a linha Pro Max manteve seus valores inalterados no mercado nacional.
Já em 2026, as opções com 256 GB e 512 GB de armazenamento tiveram uma correção de R$ 500, um montante que supera em mais de duas vezes o ajuste observado na transição entre as gerações 16 e 17 dos aparelhos.
A empresa optou por manter os preços do iPhone 16 sem qualquer alteração em seu catálogo oficial online. Os modelos iPhone 18 padrão e iPhone Air 2, que representam as opções de entrada, serão lançados somente no próximo ano civil, e, por isso, seus valores não foram modificados no anúncio atual.
A gigante da tecnologia já havia ajustado os preços de seus computadores Mac, com aumentos entre 6% e 29%, e elevou os valores do iPad em até 36% em junho de 2026, mas os smartphones foram poupados naquele período. Na ocasião, a corporação explicou que a rápida expansão dos centros de processamento de dados havia provocado um encarecimento veloz nos módulos de armazenamento. “Nunca vimos o preço de um componente subir tanto e tão rapidamente”, afirmou a empresa.
O então CEO, Tim Cook, chegou a comparar o avanço na procura por memórias a um evento de “enchente de cem anos” nas finanças do setor de tecnologia, ressaltando a magnitude do impacto.
Análises do banco J.P. Morgan estimam que a elevação acumulada nos preços da memória DRAM ultrapasse 400% entre o início de 2024 e o final de 2026. Esse cenário projeta um aumento médio de 23% tanto para a indústria quanto para o consumidor final. Fabricantes como Micron, SK Hynix e Samsung, que juntas superaram US$ 1 trilhão em valor de mercado, firmaram contratos de fornecimento de cinco anos com gigantes como Meta, Google e Amazon, o que resultou em uma severa restrição do volume de insumos disponíveis para a montagem de eletrônicos pessoais no varejo, impactando diretamente os preços para o consumidor.
A consultoria TrendForce indica que os investimentos de provedores de computação em nuvem devem crescer 98% em 2026 e mais 50% em 2027. Chips do tipo DRAM e NAND concentram 47% de todo o capital investido em 2026, saltando para 68% no ano seguinte. A mesma consultoria projeta uma elevação de 270% nas negociações de DRAM destinadas a servidores.
As configurações com maior capacidade de armazenamento interno apresentaram as maiores correções, tanto em termos absolutos quanto percentuais, nas tabelas comerciais divulgadas:
A Samsung, empresa sul-coreana, também implementou elevações de até 17,4% em sua linha de smartphones dobráveis no território nacional. Montadoras de computadores instaladas no Brasil já haviam reportado escassez de suprimentos no primeiro semestre do ano.
Nos Estados Unidos, o iPhone 18 Pro Max de 2 TB teve seu preço elevado para US$ 2.499, em contraste com os US$ 1.999 cobrados na linha 17, o que representa um salto de 25%. A opção de 1 TB do iPhone 18 Pro também avançou de US$ 1.499 para US$ 1.799, marcando um reajuste de 20%.
As versões com menor capacidade, 256 GB e 512 GB, do modelo Pro nos Estados Unidos sofreram um acréscimo de US$ 100 cada, passando a custar US$ 1.199 e US$ 1.399, respectivamente.
O iPhone 18 Pro com 2 TB de armazenamento interno foi introduzido no mercado norte-americano com um preço inicial de US$ 2.399.