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Mulher em Bogotá sela união com ônibus e muda de profissão para manter proximidade com ‘amado’

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Na capital colombiana, Bogotá, uma história de amor incomum tem chamado a atenção. Yeline Lizbeth Patiño, uma enfermeira e cantora, formalizou sua união com um ônibus articulado da linha 60 do sistema TransMilenio, em um gesto que demonstra a profundidade de sua atração por veículos motorizados. A relação se intensificou a ponto de Yeline, de 35 anos, buscar um emprego como faxineira para permanecer próxima de seu “parceiro”.

Cerimônia de casamento e demonstrações de afeto

A devoção de Yeline ao ônibus articulado vermelho da linha F60 é tamanha que ela realizou uma cerimônia de casamento em 2024, completa com vestido branco e buquê, e possui um “documento” que simboliza a união. Para ela, qualquer veículo que opere nessa rota específica se torna o objeto de seu carinho. Sua lealdade se estende a ponto de confrontar quem danificou uma porta do “seu” F60, descrevendo a atitude como um “dever de namorada”.

Yeline Lizbeth Patiño 'se casou' com um ônibus em Bogotá — Foto: Reprodução/Facebook(Yeline Lizbeth Patiño) Crédito: Extra.globo.com

Essa conexão profunda vai além do simbólico, manifestando-se em atos concretos. Yeline tatuou em seu corpo a imagem da parte frontal do ônibus e a identificação “F60”, marcando permanentemente sua paixão. A mudança de carreira para um posto de faxineira foi uma decisão estratégica para garantir a proximidade constante com os veículos que tanto ama, ilustrando o nível de compromisso em seu relacionamento.

Mecanofilia: uma forma rara de atração afetiva

O caso de Yeline Patiño se insere no contexto da mecanofilia, uma parafilia caracterizada pela atração sexual ou afetiva por máquinas e objetos mecânicos. Esta condição pode se manifestar de diversas formas, abrangendo desde carros e motocicletas até aviões e equipamentos eletrônicos. Para Yeline, a atração é específica e profundamente pessoal.

Ela descreve a experiência de forma única: “Por meio da minha mecanofilia, percebo que um ônibus assume uma identidade distinta”, explicou Yeline em entrevista. “E é essa entidade específica que eu amo: o ônibus articulado do TransMilenio quando está fazendo a linha 60.” Compreender a mecanofilia como uma forma de atração afetiva e sexual reconhecida pela psicologia é fundamental para contextualizar a experiência de Yeline, que encontra validação e significado em seu relacionamento com objetos inanimados.

Um histórico de paixão por veículos de transporte

A atração de Yeline por veículos motorizados não é recente. Sua história afetiva com máquinas remonta a um período anterior, quando seu primeiro objeto de amor foi um ônibus intermunicipal da empresa Trans Sandoná, de número 2200, que fazia a rota entre San Pablo e Pasto. Ela descreveu esse primeiro amor como “profundo e genuíno”, chegando a chorar pelo veículo e escrever-lhe cartas.

A chegada do TransMilenio em Bogotá, no ano 2000, marcou um novo capítulo em sua vida afetiva. Ao ver a frota vermelha na televisão, Yeline sentiu uma imediata fascinação, percebendo o surgimento de um novo amor. Este histórico demonstra um padrão de apego a veículos de transporte público, que se consolidou com a escolha do ônibus articulado da linha 60 como seu atual “parceiro” de vida.