
Ember McSpadden — Foto: Reprodução/Facebook(Virginia Beach Police Department) Crédito: Extra.globo.com
Uma jovem de 19 anos, residente na Virgínia, Estados Unidos, enfrenta acusações de homicídio culposo depois que seu parceiro, de 26 anos, foi morto por um tiro durante um perigoso jogo de roleta-russa. O incidente, que também envolvia facas, ocorreu em meio a preliminares sexuais e só agora teve seus detalhes divulgados após a conclusão da investigação policial.
Ember McSpadden, de 19 anos, é apontada como a pessoa que acionou o gatilho de uma pistola parcialmente carregada, causando a morte de Shane Brooks, de 26 anos. Segundo o apurado, ela teria puxado o gatilho três vezes, contando os estalos, antes que a arma disparasse e atingisse o pescoço de Brooks. A relação entre os dois foi descrita por McSpadden como uma “amizade colorida”.
A investigação revelou que foi Shane Brooks quem entregou a arma, contendo uma munição real, a Ember McSpadden enquanto o casal estava na cama, envolvido nas preliminares. Parentes da vítima, no entanto, afirmaram que Shane não mantinha um relacionamento amoroso com Ember e que sequer a conheciam.
O trágico acontecimento se deu em 5 de março, mas as circunstâncias chocantes vieram à tona recentemente com o encerramento da apuração. No quarto onde Shane Brooks foi encontrado sem vida, os investigadores descobriram um arsenal de sete armas, incluindo dois revólveres que estavam sobre a cama. Uma das pistolas foi identificada como a que disparou fatalmente, e um estojo de munição foi encontrado em sua câmara.
Inicialmente, a polícia de Virginia Beach classificou a morte de Shane como um “disparo acidental de arma de fogo”. Contudo, com a evolução das investigações e a revelação dos depoimentos de um detetive-chefe e de um especialista forense em tribunal, Ember McSpadden foi posteriormente presa e acusada de homicídio culposo.
A acusação de homicídio culposo (involuntary manslaughter, no sistema jurídico americano) implica que a morte de Shane Brooks não foi intencional, mas resultado de uma conduta negligente ou imprudente por parte de Ember McSpadden. Este tipo de crime difere do homicídio doloso (murder), que exige a intenção de matar. A advogada de Ember, Artisha Gregg, argumenta que a morte de Brooks foi um acidente trágico, sem intenção ou previsão por parte de sua cliente.
Este caso sublinha os perigos extremos de brincadeiras ou “jogos” envolvendo armas de fogo, especialmente quando não há treinamento adequado ou consciência das consequências. A combinação de armas carregadas e o contexto de preliminares sexuais criou uma situação de alto risco que resultou em uma fatalidade.
Ember McSpadden, que respondia ao processo em liberdade sob fiança, compareceu a uma audiência preliminar na última sexta-feira (14/8). Na ocasião, o juiz considerou haver provas suficientes para que a acusação de homicídio culposo fosse encaminhada a um grande júri, que decidirá se há base para um julgamento formal. Se condenada, Ember McSpadden pode enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão.