
Reagan Cox — Foto: Reprodução/Brevard County Sheriff’s Office Crédito: Extra.globo.com
Uma situação inusitada marcou o processo de admissão em uma delegacia no condado de Brevard, Flórida, quando um pequeno pacote de cocaína foi descoberto com uma detida. Reagan Cox, de 30 anos, havia sido levada ao local no fim do mês passado após ser presa por resistência a uma abordagem policial e, durante a revista de rotina, o material ilícito se desprendeu de seu corpo.
Ao chegar à unidade prisional, Cox foi submetida aos protocolos de segurança padrão, que incluem uma verificação por raio-X destinada a identificar objetos proibidos, como armas, telefones celulares ou substâncias ilícitas. Foi durante este exame que os agentes penitenciários detectaram uma anomalia na região inferior do corpo da detida.
Reagan foi então encaminhada a uma sala reservada para uma inspeção mais detalhada. No local, os funcionários observaram que ela tentava cobrir a área das nádegas com as mãos. Ao mover os braços, um invólucro discreto, contendo aproximadamente 3,8 gramas de cocaína, caiu ao chão.
Diante da droga a seus pés, Reagan Cox imediatamente negou qualquer conhecimento sobre sua origem ou posse. A versão apresentada pela mulher, conforme detalhado no boletim de ocorrência, foi que a cocaína teria sido inserida em seu corpo durante um “encontro íntimo” com um parceiro não identificado.
Essa explicação, embora peculiar, não alterou o curso das acusações. Além da detenção original por resistência, Cox foi indiciada por um crime adicional: introdução de item proibido em estabelecimento prisional. Essa acusação é frequentemente tratada com maior rigor judicial devido aos riscos que a entrada de contrabando representa para a segurança e ordem dentro das instalações carcerárias.
A introdução de itens proibidos em prisões é considerada uma ofensa grave na legislação da Flórida, visando coibir a circulação de substâncias que podem gerar conflitos, dependência e comprometer a integridade de detentos e funcionários. A defesa de Cox, baseada na suposta inserção da droga por terceiros, será um ponto central no desenrolar do processo.
Após os procedimentos e o registro das acusações, Reagan Cox foi liberada da custódia. Sua soltura ocorreu mediante o pagamento de uma fiança estipulada em 3 mil dólares, montante que corresponde a cerca de 15,5 mil reais na cotação atual, aguardando o julgamento das acusações pendentes.