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Mulher de 101 anos é detida por tráfico de skunk na Nigéria em caso que destaca desafio antidrogas

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A Nigéria registrou um incidente incomum no combate ao tráfico de entorpecentes no último sábado, quando uma senhora de 101 anos foi detida no estado de Ogun. A centenária estava em posse de 90 gramas de “skunk”, uma variedade mais forte de maconha, e enfrenta acusações de comercializar a substância. O caso levanta discussões sobre as razões que levam indivíduos em idade tão avançada a se envolverem com o crime organizado.

Detalhes da prisão e a história por trás do envolvimento

Após sua detenção, a idosa Esther Ogunmabo revelou aos agentes da lei que seu comércio se destinava a clientes locais. A informação foi confirmada por Femi Babafemi, diretor de comunicação da Agência Nacional de Combate às Drogas (NDLEA), destacando a natureza peculiar do incidente. A “skunk”, vale ressaltar, é uma versão de cannabis com teor de THC significativamente mais alto do que a maconha comum, o que a torna mais potente e, consequentemente, de maior preocupação para as autoridades de saúde e segurança.

Idosa de 101 anos foi detida no estado de Ogun (Nigéria) com 90 gramas de maconha — Foto: Divulgação/National Drug Law Enforcement Agency – NDLEA Crédito: Extra.globo.com

A senhora, que é bisavó, justificou seu ingresso na atividade ilícita explicando que perdeu seu comércio de bairro em um incêndio. Essa perda a teria impulsionado a buscar meios alternativos de subsistência, culminando no envolvimento com o tráfico de drogas, um caminho inesperado para alguém de sua idade.

Envolvimento familiar e as ações da agência antidrogas

A logística para a distribuição da droga contava com apoio familiar. Segundo os dados da NDLEA, uma das filhas de Esther, residente em Lagos, a maior cidade nigeriana, era responsável por fornecer a substância à mãe em intervalos de quatro dias. Devido a essa participação, a filha também foi presa pelas autoridades.

Diante da idade avançada da acusada, o diretor executivo da NDLEA, Mohamed Marwa, autorizou sua liberação sob fiança. A condição para a soltura foi que a idosa recebesse acompanhamento psicológico. Apesar da medida humanitária, as acusações de atividade criminosa contra Esther permanecem ativas, e o processo judicial segue em curso.

Cenário mais amplo: Combate ao narcotráfico em rotas nigerianas

A prisão de Esther Ogunmabo ocorreu em um período de intensa atuação da NDLEA, que registrou diversas outras apreensões significativas em todo o país. Em uma operação distinta no estado de Akwa Ibom, agentes interceptaram uma embarcação de madeira com destino a Camarões, encontrando mais de 42 quilos de narcóticos e prendendo três suspeitos. Esses esforços demonstram a amplitude e a complexidade das redes de tráfico que operam na região.

A agência também divulgou a primeira apreensão de drogas ilícitas originárias da Tailândia, após a interceptação de dois contêineres contendo cannabis nos portos de Apapa e Lekki, em Lagos. Essa descoberta, conforme a NDLEA, é um indicativo da consolidação de uma nova rota explorada por grupos criminosos para introduzir cannabis sintética no território nigeriano, sublinhando a constante evolução das táticas de tráfico e a necessidade de vigilância contínua.