
Jordan Kenyon se filmou bebendo uísque ao volante — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com
Um tribunal australiano acompanhou a exibição de imagens perturbadoras que mostram Jordan Kenyon, semanas antes de causar um acidente fatal, dirigindo seu veículo enquanto consumia uísque e se vangloriava de suas habilidades como “o melhor motorista bêbado”. O incidente subsequente resultou na morte de uma menina de 12 anos e deixou três membros de sua família gravemente feridos.
As gravações apresentadas durante o processo judicial revelam Kenyon manobrando o volante com os joelhos e acelerando em uma rodovia, enquanto ingeria uma lata de uísque misturado com refrigerante. Nas cenas, ele expressa orgulho de sua conduta perigosa, em um registro que precedeu o sinistro que ceifaria uma vida inocente.
Em 3 de janeiro de 2024, Jordan Kenyon colidiu violentamente com o carro de uma família na estrada de Stonehaven, na Austrália. Ele estava sob o efeito da droga GHB, um potente depressor do sistema nervoso central conhecido por induzir sedação e perda de consciência, e dirigia a aproximadamente 150 km/h. A promotoria indicou que o réu adormeceu ao volante momentos antes da colisão fatal.
A vítima, Mia Rossiter, de apenas 12 anos, não resistiu aos ferimentos. Sua mãe, pai e irmã mais nova foram gravemente hospitalizados, enfrentando uma longa recuperação. O caso ressalta os perigos extremos da direção sob influência de entorpecentes e a alta velocidade, que transformam veículos em armas letais.
O julgamento também revelou que Jordan Kenyon possui um extenso histórico de infrações de trânsito e condutas perigosas. Em 2019, ele foi sentenciado a seis anos de reclusão após roubar um carro e se envolver em uma perseguição policial a velocidades que atingiram 170 km/h. A reincidência em crimes de trânsito demonstra um padrão preocupante de desrespeito às leis e à segurança pública.
Mesmo após a condenação e usando uma tornozeleira eletrônica, Kenyon violou as condições de sua liberdade condicional em diversas ocasiões antes do acidente fatal. Em vídeos divulgados na internet, ele chegou a exibir o dispositivo de monitoramento enquanto se queixava das dificuldades da vida em sociedade. A persistência em tais violações, mesmo sob vigilância, levanta questões sobre a eficácia das medidas de controle para indivíduos com histórico de comportamento de alto risco.
Danica Rossiter, mãe de Mia, expressou sua profunda dor e revolta ao deixar o tribunal em Geelong. “Não desejo isso a ninguém. Não odeio muitas pessoas, mas não há palavras para descrever a quantidade de ódio que sinto por ele”, declarou, refletindo o desespero de uma família dilacerada pela imprudência.
Jordan Kenyon se declarou culpado das acusações de direção culposa com resultado de morte, conduta imprudente que colocou vidas em risco e duas acusações de causar lesões graves por negligência. A sentença final está prevista para a próxima quinta-feira, 30 de julho, e ele pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão pelos crimes cometidos.