
Sonia Bellina — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Um homem foi detido na França sob a acusação de assassinar a influencer Sonia Bellina, cujo corpo foi encontrado em um vinhedo de uma área rural de Saint-Gilles em 12 de agosto. O detalhe que choca as autoridades é que o suspeito, de 32 anos, estava sob monitoramento eletrônico por um crime anterior de violência doméstica.
A vítima, que tinha 29 anos, teria sido atraída para o local isolado antes de ser morta violentamente e ter seu corpo parcialmente queimado. O suspeito pode enfrentar a pena de prisão perpétua, caso seja condenado pelos crimes atribuídos a ele.
A identidade do homem não foi oficialmente divulgada. Ele reside em Lille, cidade que fica a aproximadamente 960 quilômetros de distância do vinhedo onde os restos mortais de Sonia Bellina foram encontrados. As evidências apontam que ele seria o “namorado misterioso” com quem a influencer havia combinado de se encontrar, conforme relatos dela a amigos próximos.
A tornozeleira eletrônica, que deveria monitorar os passos do suspeito, tornou-se uma ferramenta crucial na elucidação do caso. Dados geográficos coletados pelo dispositivo foram utilizados pelos investigadores para rastrear os movimentos do homem nos dias seguintes ao falecimento de Sonia, contribuindo significativamente para sua prisão.
Além do rastreamento, análises forenses encontraram material genético do detido no corpo da vítima, que também teria sido vítima de estupro antes de ser assassinada. Registros telefônicos revelaram que o suspeito e Sonia mantinham contato regular e se encontraram em pelo menos duas ocasiões anteriores.
Nascida e criada em Nîmes, Sonia Bellina era esteticista, especializada em extensão de cílios, e uma influenciadora digital com grande alcance. Ela acumulava mais de 250 mil seguidores no TikTok e era popular em plataformas como Instagram e Snapchat, onde compartilhava vídeos de dublagens e encenações de sedução.
Sua irmã, identificada como Mia, expressou a profunda dor da família. “Ela disse que ia sair numa noite e nunca mais voltou. Nunca imaginei que algo assim aconteceria com a nossa família, especialmente porque ela era uma pessoa radiante e gentil, que todos adoravam”, declarou Mia, lamentando a crueldade do mundo. A família planejava o aniversário de 30 anos de Sonia, que seria em 30 de setembro.
Fontes ligadas à investigação confirmaram que Sonia não possuía antecedentes criminais, mas já havia sido vítima de agressão e roubo em episódios anteriores, o que adiciona mais uma camada de complexidade à sua trajetória.
Este caso levanta importantes questionamentos sobre a eficácia dos sistemas de monitoramento eletrônico. Embora a tornozeleira tenha sido fundamental para rastrear o suspeito *após* o crime, o fato de ele ter conseguido viajar quase mil quilômetros e cometer um assassinato brutal enquanto estava sob vigilância por um histórico de violência doméstica, acende um alerta.
A situação de o acusado estar em liberdade, mesmo que monitorada, por um crime de violência doméstica e depois ser indiciado por um assassinato tão grave, sublinha a complexidade da gestão de criminosos e a busca por um equilíbrio entre a ressocialização e a proteção da sociedade. O caso pode impulsionar debates sobre revisões nas regras de monitoramento, especialmente para indivíduos com histórico de violência.