
Crédito: Formula1.com
Max Verstappen assegurou a segunda colocação para o Grande Prêmio da Bélgica, que acontece neste domingo, graças a uma manobra estratégica de sua equipe e a colaboração essencial de seu companheiro de equipe. A tática de vácuo (ou “tow”) é um recurso valioso na Fórmula 1, permitindo que um carro ganhe velocidade extra ao seguir de perto outro, reduzindo a resistência do ar – um detalhe que pode ser decisivo em sessões classificatórias e que equipes usam para maximizar o desempenho de seus pilotos principais.
Tanto Verstappen quanto Isack Hadjar, ambos pilotos da Red Bull, comentaram sobre a execução da estratégia de vácuo durante a sessão de classificação em Spa. Hadjar, em particular, defendeu a decisão, classificando-a como “a coisa certa a fazer” para o benefício da equipe.
O jovem Hadjar está programado para largar na parte de trás do grid na corrida de domingo em Spa-Francorchamps, devido a múltiplas trocas de componentes de sua unidade de potência. Com essa penalidade já estabelecida, a equipe optou por utilizar o piloto francês para otimizar as chances de Verstappen na disputa pela pole position.
Durante as duas tentativas no Q3, a fase final da classificação, Hadjar diminuiu o ritmo na curva Stavelot e forneceu um vácuo crucial para Verstappen até a chicane final. A segunda tentativa foi particularmente bem-sucedida, com os dois carros se aproximando perigosamente na curva Blanchimont, demonstrando a precisão da manobra.
Verstappen não hesitou em reconhecer a importância da assistência recebida. “Definitivamente me ajudou, caso contrário eu não estaria aqui”, declarou o piloto, que conquistou o segundo lugar com seu último esforço na pista.
“De outra forma, eu estaria talvez na sexta posição ou algo assim. Acredito que Isack, sabendo que largaria do final do grid, fez um trabalho excelente ao me proporcionar o vácuo no setor final. É por isso que estamos nesta posição agora”, acrescentou Verstappen, evidenciando a gratidão pela colaboração.
Mesmo sem registrar um tempo de volta no Q3 por estar focado em auxiliar Verstappen, Hadjar expressou sua convicção de que a equipe tomou a melhor decisão para impulsionar as chances do holandês na corrida principal.
“Não sei se o ajudei realmente a chegar em segundo, provavelmente sim, mas ele pilotou muito bem e, de qualquer forma, estaria na frente. Contudo, dar esse bônus foi, sem dúvida, a coisa certa a fazer”, afirmou Hadjar. “Estou feliz pela equipe, estou feliz por ele.”
No sábado, Verstappen terminou a mais de três décimos de segundo do pole position Kimi Antonelli, um indicativo da competitividade do circuito. Curiosamente, a mesma margem que separou o tetracampeão mundial de Antonelli cobria cinco carros atrás dele, até a McLaren de Oscar Piastri na sétima posição, ressaltando a disputa acirrada.
“Com certeza, amanhã, estarei atento aos meus espelhos com as pessoas ao meu redor, mas pelo menos hoje tivemos um resultado muito bom”, ponderou Verstappen sobre a prova que se aproxima.
“Sinceramente, o carro tem se comportado razoavelmente bem durante todo o fim de semana. Claro, talvez não no mesmo nível que Kimi, mas estamos felizes por estar na primeira fila, considerando como executamos nossa estratégia como equipe”, concluiu o piloto, demonstrando satisfação com o trabalho coletivo.