
Ash causou polêmica ao afirmar não exigir que filhos façam o dever de casa e estudem para provas: 'Não é o meu trabalho' — Foto: Reprodução/TikTok Crédito: Extra.globo.com
Uma mulher residente nos Estados Unidos divulgou um vídeo na plataforma TikTok que rapidamente se tornou viral, gerando ampla discussão. Nele, Ash, como se identifica na rede social, detalha sua decisão de não impor aos seus três filhos, com idades entre 6 e 12 anos, a realização de tarefas escolares em casa ou a preparação para avaliações. Sua principal justificativa é que tal responsabilidade não seria de sua incumbência.
Ash expressou de forma contundente sua posição, afirmando que seus filhos não farão lição de casa. Segundo ela, após passarem o dia inteiro na escola, por cerca de oito horas, eles não deveriam ter de cumprir mais obrigações acadêmicas ao retornar para casa. A mãe desafiou os educadores, dizendo que, se optarem por reprovar seus filhos por essa postura, a responsabilidade pelo insucesso será deles.
Ela enfatizou seu papel como autoridade na criação dos filhos, rechaçando a ideia de que os professores teriam controle sobre as atividades domésticas relacionadas à escola. Ash, no entanto, esclareceu que estava recontando a perspectiva de outra pessoa, sem explicitar se concordava plenamente com a declaração.
A postura de Ash toca em um ponto sensível do sistema educacional: a colaboração entre a escola e a família. A falta de engajamento parental é frequentemente apontada por educadores como um dos motivos para o crescente abandono da profissão. Este cenário se soma a questões como salários inadequados e a escalada da violência em ambientes escolares, contribuindo para um esgotamento profissional.
Tera Flowers, uma professora da Califórnia com mais de três décadas de experiência, reflete essa exaustão. Ela observa que a maior mudança negativa em sua carreira é a diminuição da disciplina e a ausência de consequências claras para o comportamento dos alunos. Flowers manifestou a intenção de deixar o magistério, sentindo-se sobrecarregada pela situação atual.
A mãe americana defende uma clara separação de funções: para ela, o trabalho dos professores é instruir os alunos na escola, enquanto o seu papel como mãe é interagir e se divertir com os filhos em casa. Consequentemente, ela se recusa a assumir a tarefa de ensinar em casa, argumentando, por exemplo, não possuir conhecimento em álgebra e não ter interesse em aprendê-la. Sua visão é que, com essa divisão, o dever de casa se torna desnecessário.
O vídeo de Ash rapidamente polarizou a internet, gerando um vasto leque de comentários. Alguns internautas apoiaram a ideia de abolir o dever de casa, com um deles afirmando categoricamente que “não há necessidade alguma de dever de casa!”. Outra usuária ponderou que, embora seus filhos realizem as tarefas, ela estaria disposta a defender o fim dessa prática.
Em contrapartida, a mulher também recebeu duras críticas, sendo adjetivada de “preguiçosa” e “estúpida”. Os oponentes de sua tese argumentaram que o próprio nome “dever de casa” já indica que a responsabilidade de auxiliar os filhos nessas atividades recai sobre os pais. Alguns comentaristas ainda levantaram a possibilidade de que o vídeo fosse um exemplo de “ragebait”, conteúdo criado intencionalmente para provocar indignação e, assim, aumentar o engajamento na plataforma.