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Lando Norris alcança feito histórico na Fórmula 1 ao registrar 40 classificações seguidas no Q3

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No Grande Prêmio da Grã-Bretanha, Lando Norris, piloto da McLaren, gravou seu nome na história da Fórmula 1 ao conseguir sua 40ª participação consecutiva na fase final da classificação, o Q3. Este feito o coloca em um grupo exclusivo de apenas seis competidores que demonstraram tamanha consistência ao longo de suas carreiras. Atingir o Q3 não é apenas um marco estatístico; representa a capacidade de um piloto de extrair o máximo do carro sob intensa pressão, garantindo uma posição de largada entre os dez primeiros e, consequentemente, melhores chances de pontuar.

A busca por um lugar entre os dez primeiros no grid de largada é uma meta fundamental para qualquer piloto no início de cada sessão classificatória. Essa conquista não só abre a porta para disputar a pole position, mas também posiciona o carro na metade superior do pelotão, crucial para acumular pontos preciosos na corrida principal e influenciar diretamente o desempenho no campeonato.

Crédito: Formula1.com

No entanto, a capacidade de gerenciar a pressão e garantir a entrada no Q3 é uma tarefa árdua, evidenciada pelo fato de que apenas seis pilotos na história conseguiram manter essa regularidade por 40 ou mais Grandes Prêmios consecutivos. Abaixo, exploramos os nomes que compõem essa lista de elite, incluindo um recordista atual que pode surpreender muitos fãs da categoria.

Lando Norris: A jornada rumo à elite das classificações

Lando Norris tem demonstrado familiaridade com o Q3 desde o início de sua carreira, qualificando-se na oitava posição em sua estreia aos 19 anos, em Melbourne. Mais recentemente, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, ele formalizou sua entrada no seleto “clube das 40 aparições” consecutivas, solidificando sua reputação de consistência e habilidade em sessões de qualificação.

O talentoso piloto da McLaren não era eliminado antes do Q3 desde o Grande Prêmio do Azerbaijão de 2024, quando uma bandeira amarela tardia em sua volta decisiva o forçou a reduzir a velocidade, impedindo-o de melhorar seu tempo e o deixando na 16ª posição. Esse incidente foi um dos poucos momentos em que Norris não conseguiu avançar para a fase final da qualificação em anos recentes.

Sua impressionante sequência atual teve início com uma pole position no Grande Prêmio de Singapura de 2024, a sexta de sua trajetória, um feito que o ajudou a otimizar cada oportunidade de somar pontos e o impulsionou para a conquista do Campeonato de Pilotos na temporada passada, provando que a consistência na classificação é um pilar para o sucesso geral.

Embora a McLaren ainda não tenha replicado o mesmo patamar de desempenho em 2026, Norris, apesar dos desafios do carro, manteve sua presença constante no Q3, registrando como seu pior resultado um oitavo lugar em Mônaco, o que sublinha sua habilidade individual em extrair o máximo do equipamento, independentemente da competitividade geral da equipe.

Sebastian Vettel: A dominância alemã nas classificações

Embora possua três títulos mundiais a mais que Norris, Sebastian Vettel registra apenas uma aparição consecutiva adicional no Q3, totalizando 41. Sua notável série teve início durante seu período na Red Bull, na etapa final da temporada de 2009, em Abu Dhabi, marcando o começo de uma era de grande sucesso para o alemão.

Largando na segunda posição do grid naquela corrida, Vettel superou o pole position Lewis Hamilton para conquistar sua quinta vitória, dando início a algumas temporadas memoráveis. Das 41 etapas em que avançou consecutivamente para a fase final da classificação, 25 resultaram em pole positions, um indicador claro da excelência do jovem alemão no início da década de 2010 e de sua capacidade de traduzir o ritmo de classificação em vitórias.

A série de Vettel provavelmente teria se estendido se não fosse por uma sessão de classificação abaixo do esperado no Grande Prêmio da China de 2012, onde ele foi superado por concorrentes que encontraram melhorias significativas em suas voltas finais, enquanto ele conseguiu reduzir seu tempo por apenas alguns milésimos de segundo, encerrando a impressionante marca.

Kimi Raikkonen: O ‘Homem de Gelo’ e sua consistência na Ferrari e Alfa Romeo

Embora seja mais lembrado por sua temporada de título em 2007 e, claro, por seus marcantes momentos como o “Homem de Gelo”, Kimi Räikkönen alcançou sua mais longa sequência de Q3s durante sua segunda passagem pela Ferrari, após um período sabático e duas temporadas com a equipe Lotus, demonstrando sua resiliência e adaptação.

Retornando à equipe com a qual conquistou o campeonato, o período ininterrupto do finlandês de classificações no top 10, totalizando 53 aparições, começou no Grande Prêmio da Alemanha de 2016 e se estendeu até sua subsequente mudança para a Alfa Romeo. Essa transferência representou outro reencontro significativo, já que a equipe de Hinwil, então conhecida como Sauber, foi onde ele estreou em 2001, evidenciando sua longa e rica história na categoria.

Contudo, o início promissor de Räikkönen com a equipe de meio de grid em 2019 rapidamente perdeu força, culminando em sua eliminação no Q2 do Grande Prêmio da China, o que encerrou sua série de Q3s em 53 aparições. Ele se afastaria do esporte dois anos depois, deixando para trás um legado de tenacidade e momentos inesquecíveis.

Nico Rosberg: O campeão que não parava de ir ao Q3

Com a ambição de se tornar uma equipe vitoriosa, a Mercedes uniu Nico Rosberg e Lewis Hamilton a partir de 2013. A impressionante sequência de 60 aparições consecutivas no Q3 do piloto alemão teve início na rodada final daquela temporada, no Brasil, sinalizando o começo de uma era de domínio da equipe alemã.

Enquanto seu companheiro de equipe conquistava os títulos de 2014 e 2015, a disputa não foi sem a feroz concorrência de Rosberg, que almejava um campeonato para si. Embora sua jornada até o triunfo de 2016 não tenha sido a mais tranquila, marcada por inúmeros momentos de tensão interna na equipe, ele jamais deixou de figurar entre os dez primeiros na classificação, um testemunho de sua determinação e consistência sob pressão.

Em um dos maiores choques da história do esporte, Rosberg anunciou sua aposentadoria dias após assegurar o Campeonato de Pilotos, tornando seu segundo lugar no Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2016 sua última presença no Q3. É impossível saber por quanto tempo essa marca poderia ter se estendido caso ele tivesse continuado na categoria, o que adiciona um elemento de mistério ao seu recorde.

Lewis Hamilton: A trajetória do heptacampeão nas sessões classificatórias

Seria justo afirmar que Lewis Hamilton está associado à maioria dos recordes da Fórmula 1 – maior número de vitórias, poles e o recorde de títulos de pilotos – mas ele não detém a marca de mais aparições consecutivas no Q3. Sua consistência, embora notável, não o coloca no topo dessa estatística específica.

O atual piloto da Ferrari desfrutou de sua mais longa série entre o Grande Prêmio da China de 2010 e o Grande Prêmio da Bélgica de 2013, totalizando 66 classificações consecutivas no Q3. Esse período foi marcante, incluindo sua surpreendente transição da McLaren para as Flechas de Prata da Mercedes, uma mudança que redefiniu sua carreira e a história da F1.

Nesse intervalo, ele adicionou 13 pole positions ao seu impressionante total – que hoje soma 104, um número que o coloca como o maior pole position da história – antes de ser eliminado no Q2 durante o evento de 2013 em Monza. Naquela ocasião, ele saiu da pista em sua primeira volta rápida e foi atrapalhado por Adrian Sutil, da Force India, em sua tentativa seguinte, encerrando a sequência de forma inesperada.

Valtteri Bottas: O surpreendente recordista de consistência no Q3

Mantendo a liderança absoluta em aparições consecutivas no Q3 – com uma margem colossal de 37 sobre o segundo colocado – está Valtteri Bottas. O finlandês garantiu um lugar na metade superior do grid em todas as corridas entre o Grande Prêmio da Austrália de 2017 e o Grande Prêmio da Arábia Saudita de 2022, estabelecendo um padrão de consistência sem precedentes.

Bottas já havia exibido sua notável velocidade em uma única volta na Williams, mas após sua mudança para a Mercedes em 2017, ele floresceu nas sessões de sábado. Conquistou 20 pole positions e manteve um histórico de 100% de presença no Q3 antes de assinar com a Alfa Romeo em 2022, provando que sua habilidade no sábado era um diferencial, mesmo em um carro dominante.

Embora o finlandês tenha conseguido avançar para o Q3 nas duas primeiras etapas daquela temporada com a Alfa Romeo, a sequência não poderia durar para sempre, e ele terminou na 12ª posição em Melbourne, pondo fim à sua incrível série. Atualmente, pilotando para a estreante Cadillac, Bottas colabora com Sergio Perez para ajudar a equipe a alcançar seu objetivo inicial de chegar ao Q2 pela primeira vez, buscando novos desafios em sua carreira.