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Kratos de God of War quase teve nome Dominus; piadas com pizzaria motivaram alteração

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O icônico personagem Kratos, figura central da aclamada série de jogos God of War, esteve prestes a ser batizado de Dominus durante as etapas iniciais de criação do primeiro título no Santa Monica Studio, na Califórnia. Essa revelação surpreendente veio de David Scott Jaffe, o diretor e idealizador do jogo original, que, em um vídeo divulgado recentemente nas plataformas digitais, explicou que a equipe de desenvolvimento descartou a nomenclatura após uma avalanche de cerca de cinquenta brincadeiras relacionadas à famosa cadeia de pizzarias Domino’s Pizza.

A intenção de Jaffe, no início da produção em 2002, era conferir ao guerreiro espartano uma aura de poder, vigor e selvageria com o nome Dominus. Contudo, a similaridade fonética com a marca de fast-food resultou em interrupções constantes, com os desenvolvedores recitando slogans publicitários a cada vez que o nome do protagonista era proferido. O próprio diretor relatou na gravação: “Após aproximadamente cinquenta ocorrências, a situação tornou-se clara. Dominus não era mais uma opção, e um novo nome para o nosso herói era imperativo.”

Conforme a narrativa de David Jaffe, a atmosfera dentro do Santa Monica Studio tornou-se inviável para a manutenção do apelido inicial do personagem principal. Os membros da equipe começaram a fazer referências ao antigo mascote da pizzaria, conhecido como The Noid, e a pausar discussões importantes com frases de marketing amplamente reconhecidas pelo público dos Estados Unidos.

“Os colegas de trabalho iniciaram uma série de brincadeiras com a Domino’s Pizza”, explicou o criador de God of War. “Sempre que ‘Dominus’ era mencionado, alguém prontamente exclamava: ’30 minutos ou é de graça’, ou ‘Abra a porta, é o Dominus'”, detalhou Jaffe, rememorando o antigo lema de entrega rápida da companhia. Em uma publicação na rede social X, datada de 19 de outubro de 2026, Jaffe expressou um lamento irônico pela potencial parceria comercial que nunca se concretizou com a marca de alimentos. “Honestamente, em algumas noites, eu me pego pensando: ‘O que teria acontecido?’. Domino’s, poderíamos ter tido uma parceria incrível! Poderíamos ter mini-pizzas de massa grossa moldadas como as Lâminas do Caos! Pelos Deuses, o que foi que eu fiz?”, escreveu o diretor, em uma tradução adaptada, aludindo às famosas armas do protagonista.

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Após a decisão irrevogável de abandonar Dominus, um membro da equipe do estúdio providenciou uma vasta relação de nomes masculinos de origem na Grécia Antiga, buscando alternativas para o protagonista. Jaffe examinou o material, usando um marcador amarelo para grifar as opções que lhe pareciam mais impactantes. Entre os nomes destacados estavam Julius, Maksym e uma variação grega que aparece registrada tanto como Parthenius quanto como Parthenios, mas nenhuma dessas sugestões conseguiu o consenso da equipe de desenvolvimento.

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A resolução para o dilema do nome veio do setor de marketing da Sony. Susan Panico, que na época ocupava o cargo de gerente sênior de marketing de produto, ofereceu uma proposta direta para nomear o espartano. Jaffe relembrou: “Nenhuma das opções anteriores parecia ideal. Eventualmente, nossa chefe de marketing, Susan Panico, foi quem propôs Kratos. Apresentamos a sugestão, a equipe aprovou, e o nome foi mantido.” Mais tarde, ao vasculhar seus antigos documentos de design do projeto, o diretor encontrou a lista original de nomes e notou uma surpreendente coincidência que havia escapado a todos os envolvidos na criação: Kratos já estava presente na relação de termos gregos desde o princípio, mas havia sido negligenciado e não recebera nenhuma marcação amarela.

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“O maior herói de uma das franquias mais importantes da Sony esteve sempre ao nosso alcance, e nós sequer percebemos”, afirmou Jaffe, ao exibir o documento antigo. Essa situação, ele ponderou, “ilustra como uma parcela significativa do sucesso no universo dos games é influenciada por uma combinação de sorte, o momento certo e, como neste exemplo, uma estratégia de marketing eficaz.”

O lançamento do primeiro título da saga ocorreu três anos depois do início de seu desenvolvimento, estabelecendo uma das mais valiosas propriedades intelectuais da Sony. Embora David Jaffe seja comumente ligado a toda a era grega da franquia, ele foi o diretor somente do jogo inicial, tendo desempenhado papéis distintos ou nenhuma participação nas continuações diretas da série.

Apesar de ter sido removido da versão final do jogo de 2005, o nome Dominus não foi completamente esquecido dentro do universo da franquia. Em God of War III, lançado em 2010, os desenvolvedores reutilizaram o termo para nomear uma “skin” – um traje alternativo bônus para Kratos –, que remetia à armadura que o guerreiro usava antes de se submeter ao deus da guerra, Ares.

A conexão entre a série de videogames e a cadeia de pizzarias ressurgiu em discussões públicas cerca de quatro meses antes das revelações de Jaffe. Em junho de 2026, a conta oficial da Domino’s Pizza no Reino Unido, na plataforma X, fez uma brincadeira com o anúncio de God of War: Laufey, um spin-off centrado em Faye, a esposa de Kratos. Naquela ocasião, a empresa publicou que “um jogo de God of War sem Kratos é como uma pizza Pepperoni Passion sem pepperoni”, o que gerou uma réplica bem-humorada da equipe de comunicação do Santa Monica Studio.