
Crédito: Formula1.com
Kimi Antonelli assegurou mais uma vez a posição de honra no grid de largada para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, mas o piloto da Mercedes revelou que a sessão classificatória não foi isenta de tensão. Sua performance, no entanto, reforça sua liderança no campeonato e a capacidade de entregar resultados sob pressão, um fator crucial na Fórmula 1 moderna.
O jovem piloto admitiu sentir um certo “estresse” antes de cravar a volta que lhe garantiu a pole position, marcando sua quinta primeira colocação no grid de domingo na atual temporada. Essa consistência em qualificação é um diferencial significativo na disputa pelo título.
Após garantir a pole provisória nas voltas iniciais do Q1, Antonelli precisou defender sua liderança nos instantes finais. Sua preocupação se tornou evidente quando foi o primeiro a retornar à pista para a última tentativa, levando-o a questionar seu engenheiro de corrida, Pete Bonnington, sobre a estratégia adotada.
Contrariando as apreensões, o piloto da Mercedes acelerou ainda mais em sua volta crucial, registrando 1 minuto, 28 segundos e 111 milésimos. Esse tempo se mostrou imbatível para os adversários, com Charles Leclerc da Ferrari largando em segundo e seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, em terceiro, formando uma dupla ameaçadora logo atrás.
Questionado após a sessão sobre a volta decisiva e a mensagem de rádio preocupada antes do último stint, Antonelli esclareceu: “Fiquei um pouco tenso porque nunca gosto de ser o primeiro a sair para a última tentativa. É uma situação que sempre me deixa um pouco inquieto.”
Ele acrescentou que, apesar da situação, “a última volta foi muito limpa, para ser sincero. Tudo se encaixou. Estava muito complicado com o vento, que soprava em rajadas e de forma imprevisível. Mas construímos nosso caminho ao longo da classificação, e conquistar a pole é muito gratificante.”
O jovem de 19 anos também foi inquirido sobre possíveis modificações significativas no carro entre a corrida Sprint e a sessão de classificação. A busca por ajustes finos é constante, especialmente em um fim de semana com formato diferente.
Antonelli respondeu que “não alteramos o carro em nada. Foi apenas uma questão de diferencial, migração de freio e pilotagem. Trabalhamos nesses pontos e conseguimos encontrar uma boa configuração que me ajudou a progredir na classificação”, destacando a importância dos detalhes e da adaptação ao circuito.
Projetando a corrida de domingo, Antonelli reconheceu que permanece vigilante em relação à ameaça representada pela dupla da Ferrari. A posição de largada é vantajosa, mas a estratégia e o trabalho em equipe dos rivais podem ser determinantes.
“Com certeza, não será fácil”, admitiu o líder do campeonato. “Tenho dois carros da Ferrari atrás de mim, e certamente eles trabalharão em conjunto. Mas o ritmo deles é bom, e o nosso foi forte na corrida Sprint. Então, espero que possamos manter isso amanhã e fazer uma boa corrida”, finalizou, ciente dos desafios que o aguardam.