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Justiça Eleitoral paulista mantém Pablo Marçal inelegível até 2032 e confirma multa de R$ 420 mil

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A Justiça Eleitoral de São Paulo confirmou a inelegibilidade de Pablo Marçal (PRTB) até o ano de 2032, ao rejeitar um recurso apresentado pela defesa do empresário. A determinação, emitida em 24 de agosto de 2026 pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, ratifica também a multa de R$ 420 mil aplicada ao político por irregularidades durante sua campanha à prefeitura de São Paulo em 2024.

Análise do TRE-SP sobre a estrutura de campanha de Marçal

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo fundamentou sua decisão nas evidências que indicaram a organização de uma “verdadeira estrutura empresarial” pela campanha de Marçal. O objetivo era remunerar influenciadores digitais para a produção de conteúdo em vídeo, promovendo sua candidatura. Em 2024, Marçal ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura da capital paulista, sem conseguir avançar para o segundo turno.

Crédito: Mixvale.com.br

Rejeição ao pedido de ampliação da condenação pelo Ministério Público

Na mesma decisão, o TRE-SP não acatou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que buscava estender a condenação para incluir abuso de poder econômico e uso indevido na captação e gastos de recursos. O presidente Encinas Manfré esclareceu que não foram apresentadas provas suficientes que comprovassem o pagamento efetivo de prêmios em dinheiro por Marçal ou terceiros, condição indispensável para configurar o abuso de poder econômico.

Além disso, a Corte Eleitoral paulista argumentou que aceitar a solicitação do MPE implicaria em uma nova análise das provas, já exaustivamente examinadas pelo colegiado. Essa reavaliação não é permitida na fase processual em que o caso se encontra, limitando a atuação do tribunal aos pontos de direito já discutidos.

Série de reveses jurídicos impacta futuro político de Marçal

Esta recente decisão representa mais um obstáculo na trajetória política de Pablo Marçal no âmbito da Justiça Eleitoral. Anteriormente, em 5 de agosto, o plenário do TRE-SP já havia recusado por unanimidade, com sete votos a zero, os embargos declaratórios interpostos por sua defesa, mantendo a condenação inicial. Esses desdobramentos são cruciais para o empresário, que tem demonstrado interesse em disputar a Presidência da República em 2026, pois a inelegibilidade em São Paulo pode ter implicações mais amplas para suas aspirações eleitorais nacionais.

A situação jurídica de Marçal se tornou ainda mais complexa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. Em 20 de agosto, a Corte estabeleceu, em caráter cautelar, que o político não poderá acessar os fundos eleitoral e partidário. Adicionalmente, foi proibido de participar de programas eleitorais em rádio e televisão, bem como de debates. Essa determinação permanecerá em vigor enquanto o TSE analisa sua candidatura ao pleito presidencial de 2026, evidenciando um cenário desafiador para suas ambições.

Assessoria do político avalia próximos passos

Por meio de uma nota oficial, a assessoria de Pablo Marçal informou que sua equipe jurídica está em fase de análise das recentes decisões, tanto do Tribunal Superior Eleitoral quanto dos argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral. O objetivo é determinar as próximas medidas legais a serem adotadas diante do cenário jurídico atual.