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Jovem catarinense de 21 anos é reconhecida pela Forbes como bilionária mais nova do mundo

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Amelie Voigt Trejes, uma jovem natural de Santa Catarina com apenas 21 anos, alcançou o posto de bilionária mais jovem do planeta. A confirmação veio com a atualização do ranking anual da Forbes, divulgada em 27 de junho de 2024, que estimou seu patrimônio em impressionantes R$ 6,7 bilhões.

A herdeira brasileira superou o alemão Johannes von Baumbach, sucessor da gigante farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais nova. Sua ascensão à lista dos mais ricos do mundo, antes mesmo de completar 22 anos, destaca o impacto da valorização de grandes empresas familiares no cenário global de fortunas.

Herança Bilionária e a Ascensão na Forbes

O reconhecimento da Forbes posiciona Amelie Voigt Trejes como um novo nome entre os super-ricos globais. Com um perfil bastante discreto e longe dos holofotes, a jovem representa a terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, uma multinacional brasileira com forte atuação na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia, além de soluções industriais.

Sua vasta fortuna está diretamente vinculada à significativa participação acionária na companhia, que se consolidou como uma das empresas mais valiosas listadas na Bolsa de Valores brasileira, a B3. A estrutura de governança e sucessão da WEG é um fator crucial para a perpetuação e crescimento desse patrimônio familiar.

As Raízes de Uma Fortuna em Santa Catarina

Amelie é descendente direta de Werner Ricardo Voigt, um dos três visionários que fundaram a WEG. A empresa foi estabelecida em 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e seu nome foi formado pelas iniciais dos sobrenomes dos seus criadores: Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Este trio lançou as bases para o que se tornaria um império industrial.

Embora não ocupe uma posição executiva na gestão diária da empresa, Amelie faz parte do grupo de acionistas controladores. Sua influência se manifesta por meio de uma complexa estrutura societária familiar, que garante aos herdeiros voz ativa nas decisões estratégicas da companhia, aprovando ou rejeitando propostas em assembleias de acionistas.

O Modelo WEG: Uma “Fábrica de Bilionários”

Nos últimos anos, a WEG ganhou a reputação de ser uma verdadeira “fábrica de bilionários”, um fenômeno raro no cenário corporativo brasileiro. O modelo de sucessão adotado pelos fundadores, que manteve o controle acionário concentrado nas famílias originais, permitiu que diversos herdeiros fossem incluídos entre as pessoas mais ricas do mundo. Este arranjo societário garante que a valorização da empresa se reverta diretamente em patrimônio para os membros da família.

A fortuna de Amelie é um reflexo direto dessa estratégia. Ela controla cerca de 106,7 milhões de ações da WEG, o que equivale a aproximadamente 2,54% do capital social da empresa, considerando participações diretas e indiretas. Além disso, a jovem integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., uma holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Seus irmãos gêmeos, Felipe e Pedro, também compartilham parte dessas holdings familiares, consolidando o poder de decisão na empresa.

A Gigante Industrial e o Impacto no Patrimônio

Fundada em 1961, a WEG iniciou suas operações com a fabricação de motores elétricos e, ao longo das décadas, expandiu sua atuação para praticamente toda a cadeia de equipamentos elétricos e industriais. Atualmente, a multinacional opera em 41 países, emprega mais de 45 mil colaboradores globalmente e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais espalhados pelos cinco continentes, com um portfólio que supera 1,5 mil linhas de produtos.

A robusta performance da companhia e sua contínua expansão global são os pilares que sustentam a expressiva valorização de suas ações. Essa valorização, combinada com a estrutura societária estrategicamente desenhada pelos fundadores, permitiu que os herdeiros, como Amelie, acumulassem participações bilionárias sem a necessidade de ocupar cargos de gestão direta, destacando a força do capital e da visão de longo prazo de seus fundadores.