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Jantar Exclusivo Transforma Grid de Monza em Palco Culinário Antes do GP da Itália

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Momentos antes da adrenalina tomar conta do Grande Prêmio da Itália, o icônico grid do Autódromo Nacional de Monza foi palco de um evento gastronômico sem precedentes. Em uma iniciativa conjunta do renomado chef Massimo Bottura e da Barilla, centenas de convidados tiveram a rara oportunidade de desfrutar de um jantar requintado no coração de um dos circuitos mais famosos da Fórmula 1.

O universo da Fórmula 1 é conhecido por seu ritmo frenético, paixão intensa e ação ininterrupta. Contudo, a Barilla identificou uma chance singular de desacelerar e apreciar o ambiente de uma maneira única, oferecendo um breve período de tranquilidade antes do burburinho pré-corrida do GP italiano.

Junior Staff WriterKaty Roberts Crédito: Formula1.com

Um grupo privilegiado, composto por pilotos atuais e veteranos, membros de equipes, jornalistas e fãs, foi convidado para uma experiência culinária de três pratos, meticulosamente preparados pelo chef Massimo Bottura, detentor de estrelas Michelin. Bottura confessou que a tarefa de cozinhar pasta perfeitamente al dente para centenas de pessoas era, de fato, um desafio intimidador.

Antes do início do banquete, o trajeto pela pista de boxes, geralmente um local ruidoso com o som das ferramentas e a agitação dos mecânicos, revelou-se estranhamente silencioso. Na entrada do grid, representantes da Barilla distribuíam um convite especial, intitulado ‘La Tavolata’, acompanhado de um indispensável leque manual.

Mesmo com o avançar da noite, o asfalto ainda irradiava o calor acumulado durante o dia, tornando o leque, também personalizado com o nome do evento, um item de grande valia. ‘La Tavolata’, um termo italiano, descreve a tradição de um grande grupo de pessoas compartilhando uma refeição em uma única mesa extensa, simbolizando união e convívio.

E foi exatamente essa visão que preencheu a linha de largada. Era impossível não se impressionar com a grandiosidade da longa mesa, elegantemente coberta por uma toalha branca com detalhes em azul escuro, onde taças de vinho cintilavam sob os últimos raios de sol. Apesar das arquibancadas vazias, uma bandeira da Ferrari servia como um lembrete sutil da emoção que estava por vir.

A medida que os participantes se aproximavam das emblemáticas cinco luzes vermelhas, o murmúrio desse microcosmo da F1 se intensificava. Pequenas estações, protegidas por toldos brancos e azuis, ofereciam uma variedade de petiscos, incluindo bruschettas, tábuas de frios e queijos, champanhe e grissinis.

Uma banda itinerante, composta por quatro músicos talentosos, encantava os convidados com sucessos dos Beatles, circulando entre os grupos e provocando sorrisos. A alegria se intensificou quando o repertório mudou para clássicos italianos irresistíveis, como “Mambo Italiano” e “Sarà Perché Ti Amo”.

Após uma quantidade generosa de aperitivos, os presentes foram direcionados a seus assentos para consultar o menu. Para um entusiasta tanto da Fórmula 1 quanto da boa gastronomia, essa experiência era comparável à excitação de um cão ao ouvir as palavras “passear” ou “petisco”.

A combinação de massa Barilla, pesto, sobremesa, Monza e o grid de largada tornava a contenção da empolgação uma tarefa árdua. E o sentimento era compartilhado; um olhar de incredulidade e apreço permeava os olhos de todos, expressando a singularidade daquela noite.

O Desafio Culinário do Chef Massimo Bottura

O primeiro prato servido foi o Fusilloni Al Bronzo al Pesto, descrito no menu como uma “reinterpretação do pesto tradicional da Ligúria”, enriquecido com creme de ervilha e farofa crocante, prometendo uma “testemunha de sabores extraordinários”.

Em seu discurso de boas-vindas, Bottura expressou sua apreensão: “Estou um pouco estressado porque estou pensando em 35 quilos de massa que precisam sair, no mínimo, al dente – não é fácil e minhas mãos estão suando.” Ele continuou, com um sorriso: “Sinto um pequeno frio na barriga, mas tudo bem, faz parte do desafio e eu o farei.”

O chef explicou a essência do evento: “Este é exatamente o exemplo da clássica Tavolata italiana. Sentamos juntos, compartilhamos juntos. Esta é a culinária italiana e esta é a razão pela qual a culinária italiana foi nomeada Patrimônio da UNESCO. Não é porque a culinária italiana é uma única culinária. Existem 100.000 culinárias na Itália.” Isso destaca a riqueza cultural e a diversidade gastronômica do país, tornando o simples ato de compartilhar uma refeição um patrimônio intangível.

Bottura enfatizou a universalidade do ato de cozinhar: “É o ritual de sentar-se à mesa, compartilhar uma refeição em um refeitório ou em um restaurante três estrelas Michelin. É o mesmo. Cozinhar é um ato de amor, é isso. E quando você o faz, você o faz para seus amigos, para sua família ou para a família da F1.”

Sabores da Itália na Pista da Fórmula 1

O chef detalhou as ervas frescas e aromáticas que compunham o pesto, conferindo-lhe uma tonalidade verde vibrante. Este foi o primeiro de dois pratos a destacar a pasta Barilla. O segundo, o prato principal, foi carinhosamente batizado de ‘Volta Dois’, em uma clara alusão ao cenário da corrida.

A Barilla, como parceira oficial da F1, superou as expectativas ao criar uma edição limitada de massa chamada Gran Ruote. Inspirada no formato das rodas de corrida, seus “raios” foram desenhados para capturar perfeitamente o molho. Neste caso, um cacio e pepe deliciosamente simples, preparado com Parmigiano Reggiano e pimenta, demonstrando como a inovação de um produto pode se alinhar criativamente a um evento esportivo de alto nível.

Para concluir a refeição, a “volta final” foi a sobremesa: ‘L’essenza del Sole Siciliano’. Bottura descreveu sua criação como “uma bela ideia do poder do sol, da beleza da Itália”.

“Para mim, quando penso na Itália e penso no sol, penso na Sicília”, explicou. “Toda a sobremesa é como o poder da Sicília com todos os cítricos, amêndoas, alcaparras, café e as frutas da Sicília.”

A Essência da Confraternização e a Paixão pela Velocidade

Foi um desfecho refrescante para uma noite que cumpriu o propósito de ‘La Tavolata’: promover a troca de conversas entre pessoas de diversos segmentos da F1 e unir a comunidade em uma atmosfera singular. Paolo Barilla, ex-piloto, resumiu esse sentimento de forma eloquente ao compartilhar uma memória de infância.

“Em 1974 eu estava lá [apontando para uma arquibancada próxima]”, narrou aos convidados. “Eu queria ver a Fórmula 1 de muito perto, mas estava longe. Duas Ferraris lideravam – Clay Regazzoni e Niki Lauda – e ambas abandonaram.”

“Eu tinha 13 anos. Fiquei desesperado. Desastre! Meu primeiro Grande Prêmio, meu coração batendo pela Ferrari e vejo duas Ferraris pararem no início do pit lane. Em 1975, a Ferrari conquistou o primeiro lugar com Clay Regazzoni e o terceiro com Niki, e eles venceram o campeonato.”

Paolo Barilla continuou, relembrando sua própria jornada: “E então chego a 1980, quando fiz minha primeira volta com um Fórmula Fiat Abarth aqui. Ao chegar à primeira chicane, senti a imensidão deste lugar, a história sobre meus ombros, e fiquei maravilhado com a emoção que senti. Eu diria que Monza, entre altos e baixos, é um lugar emocional.”

Ele concluiu, unindo o passado ao presente: “Ter todos vocês aqui, ao redor da mesa, onde queremos que as pessoas se unam, compartilhem a emoção, e então, no domingo, eles terão que lutar. A luta é uma parte intrínseca deste esporte, mas a confraternização nos conecta.”