
Modelito usado pela influencer Edda Elisa que a impediu de embarcar em avião da Lufthansa — Foto: Reprodução/TikTok Crédito: Extra.globo.com
Uma influenciadora fitness alemã, Edda Elisa, denunciou publicamente ter sido impedida de embarcar em um voo da Lufthansa, na Alemanha. O motivo, segundo ela, foi sua escolha de vestuário: um conjunto de ginástica composto por top e short, que uma funcionária da companhia aérea considerou inadequado, chegando a descrevê-la como “pelada”. O incidente gerou debate sobre as políticas de vestimenta em viagens aéreas.
O episódio ocorreu em meio a uma onda de calor que atinge a Alemanha, com temperaturas próximas aos 32°C. Edda Elisa explicou que optou pela roupa leve justamente para lidar com o clima. Contudo, ao tentar embarcar, foi confrontada por uma funcionária da Lufthansa.
Em um vídeo gravado ainda no aeroporto, a influenciadora descreveu a interação: “A funcionária da Lufthansa olhou para mim e disse: ‘Você não pode embarcar assim… Você não está vestindo nada. Você está pelada'”. Ela ressaltou que considerava seu visual casual perfeitamente apropriado para o calor intenso.
A funcionária da companhia aérea teria insistido que a roupa de Edda não era “normal” e que ela precisaria cobrir-se imediatamente. “Vá para o lado agora, você só poderá embarcar quando estiver vestindo algo”, relatou a alemã sobre a exigência recebida.
Diante da situação, a influenciadora cedeu e colocou um moletom largo, mas o manteve aberto. No entanto, a atitude não foi suficiente para a funcionária da Lufthansa, que, segundo Edda, continuou a manifestar insatisfação com a vestimenta. A influenciadora afirmou desconhecer a existência de um código de vestimenta específico para voos da empresa.
Em resposta à repercussão do caso, a Lufthansa afirmou que, embora não tenha um código de vestimenta formalmente divulgado com detalhes específicos, espera que os passageiros usem roupas “adequadas à natureza de uma viagem pública” e que “não prejudiquem o bem-estar de outros viajantes de diferentes origens”.
A companhia aérea também mencionou que o suposto uso do termo “pelada” por parte de sua funcionária não está de acordo com seus padrões de atendimento. Contudo, a empresa não confirmou que a palavra tenha sido de fato empregada. Uma investigação interna sobre o incidente está em andamento para apurar os fatos.
O episódio de Edda Elisa com a Lufthansa ressalta a complexidade e a subjetividade das expectativas de vestimenta em companhias aéreas ao redor do mundo. Enquanto muitas empresas não publicam regras rígidas sobre o que é aceitável, a interpretação de “adequado” frequentemente recai sobre o julgamento individual dos funcionários, o que pode levar a situações controversas e inconsistências. Casos como este levantam a discussão sobre a necessidade de maior clareza nas políticas para evitar constrangimentos e garantir uma experiência de viagem mais previsível para os passageiros.