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Greve na CPTM persiste em São Paulo após nova assembleia e impacta milhões de passageiros

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Os ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram manter a paralisação dos serviços após uma nova assembleia geral realizada em 4 de agosto de 2026. A greve, que teve início na madrugada do mesmo dia, segue sem previsão de término, gerando transtornos significativos para os usuários do transporte público na capital paulista e região metropolitana.

Sindicato exige garantia de empregos para encerrar mobilização

O Sindicato dos Ferroviários, entidade representativa dos trabalhadores da CPTM, comunicou que a continuidade do movimento grevista é uma resposta à ausência de uma garantia formal e robusta do Governo do Estado de São Paulo quanto à manutenção de todos os postos de trabalho. A preocupação com a segurança no emprego é um tema recorrente em negociações que envolvem empresas de serviço público, especialmente em cenários de reestruturação ou concessões, e foi o principal ponto de inflexão para a decisão dos grevistas.

Crédito: Mixvale.com.br

Uma nova reunião geral foi agendada para 5 de agosto de 2026, com início previsto para as 17h. Neste próximo encontro, os trabalhadores devem deliberar sobre os próximos passos da paralisação, dependendo de eventuais avanços nas negociações com o governo.

Posicionamento do Governo de São Paulo e acusações mútuas

Em nota oficial, o sindicato reforçou que a interrupção da greve está condicionada à formalização do compromisso governamental de preservação integral dos empregos de todos os profissionais. Por outro lado, o Governo de São Paulo já havia emitido um comunicado anterior, classificando a greve como uma decisão unilateral da categoria.

O executivo estadual argumenta que já existia um acordo para evitar demissões durante o processo de realocação dos funcionários da CPTM. O governo ainda criticou a paralisação, afirmando que ela foi deflagrada com “justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente”, enfatizando o impacto negativo na rotina da população.

Operação parcial e o desafio de atender a demanda

A CPTM implementou uma operação parcial em algumas de suas linhas durante o período da tarde. A Linha 13-Jade, que conecta o Aeroporto-Guarulhos e a estação Engenheiro Goulart, começou a funcionar de forma limitada. As Linhas 11-Coral e 12-Safira já operavam com restrições desde o início da manhã, evidenciando o esforço da companhia para minimizar os impactos, ainda que de forma insuficiente.

Os dados da CPTM revelaram que, no pico da manhã, apenas 67% do quadro operacional esperado estava em serviço. Este percentual ficou abaixo do mínimo estabelecido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% da operação nos horários de maior movimento e 60% nos demais. O descumprimento dessas determinações legais não apenas agrava a situação dos passageiros, mas também acarreta consequências financeiras para a entidade sindical.

Multa diária e os desdobramentos legais da paralisação

A inobservância da decisão do TRT pode resultar em uma multa diária de R$ 400 mil para o sindicato da categoria. Essa sanção busca garantir que os serviços essenciais de transporte público não sejam totalmente interrompidos, protegendo o direito de ir e vir dos cidadãos. A disputa entre a necessidade de preservar empregos e a manutenção de um serviço público vital coloca pressão sobre ambas as partes para que uma solução seja alcançada rapidamente, antes que os custos sociais e financeiros se tornem ainda maiores.