
A partir de 24 de julho de 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começará a devolver valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas, em um esquema de fraudes que desviou bilhões nos últimos anos. O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, em entrevista coletiva no dia 10 de julho, em Brasília. A medida, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), abrange cerca de 2,27 milhões de beneficiários que contestaram débitos irregulares feitos por associações e sindicatos entre março de 2020 e março de 2025. Para receber o dinheiro, os segurados precisam aderir a um acordo que extingue ações judiciais, gerando críticas de especialistas. O plano visa ressarcir vítimas rapidamente, mas exige renúncia a indenizações por danos morais.
O esquema fraudulento envolveu mensalidades cobradas sem autorização, prática que ganhou força a partir de 2019 e atingiu milhões de beneficiários. A devolução, que será feita em lotes quinzenais, prioriza casos em que as entidades não responderam às contestações no prazo de 15 dias úteis. O governo estima que o total a ser pago chegue a R$ 2,1 bilhões, com valores corrigidos pela inflação.
As fraudes, reveladas pela operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), expuseram falhas na fiscalização do INSS, levando à demissão de dirigentes do órgão. A notícia detalha como os aposentados podem acessar o ressarcimento e os desafios enfrentados no processo.
Detalhes do esquema fraudulento
O esquema de descontos indevidos consistia na cobrança de mensalidades por associações e sindicatos sem o consentimento dos beneficiários. Essas entidades se aproveitavam de brechas no sistema do INSS para incluir débitos automáticos nas folhas de pagamento. A prática, que se intensificou entre 2019 e 2023, afetou cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas, segundo estimativas da Polícia Federal.
A operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, revelou a dimensão do problema. As investigações apontaram o envolvimento de servidores do INSS e a conivência de entidades associativas, algumas das quais acumularam patrimônios significativos, incluindo bens de luxo como iates e carros importados. A Advocacia-Geral da União (AGU) busca agora recuperar esses valores diretamente com as entidades responsáveis.
Como funciona o processo de devolução
O ressarcimento será feito em parcelas únicas, depositadas diretamente nas contas onde os beneficiários recebem seus benefícios. Para isso, os segurados devem acessar o sistema do INSS e confirmar a adesão ao acordo homologado pelo STF. O processo é composto por etapas claras:
O sistema para adesão estará disponível nos próximos dias após o anúncio de 10 de julho, e os pagamentos serão organizados em lotes, começando em 24 de julho. O INSS também criou um painel de transparência para divulgar o andamento do processo, incluindo o número de solicitações por estado e os valores devolvidos por entidade.
Críticas ao acordo proposto
Embora o plano tenha sido celebrado como uma solução rápida, especialistas em direito previdenciário apontam limitações. Washington Barbosa, advogado que acompanhou as negociações na Câmara dos Deputados, considera que o acordo prejudica os aposentados em dois momentos: primeiro, pelas fraudes sofridas, e depois, pela renúncia a direitos judiciais.
A principal crítica recai sobre a exigência de que os beneficiários abram mão de ações por danos morais ou pela chamada “repetição de indébito dobrada”, prevista no Código Civil. Essa regra permite que o consumidor receba o dobro do valor cobrado indevidamente, caso seja comprovada má-fé da entidade. Por exemplo, um aposentado que teve R$ 1.000 descontados poderia receber até R$ 3.000 na Justiça, incluindo danos morais, mas, pelo acordo, receberá apenas o valor original corrigido.
Barbosa destaca que muitos segurados, pressionados pela necessidade financeira, aceitarão o acordo para receber o dinheiro rapidamente, mesmo que isso signifique abrir mão de indenizações maiores.
Medidas para grupos vulneráveis
O INSS planeja oferecer atendimento diferenciado a grupos mais suscetíveis a fraudes, como idosos acima de 80 anos, indígenas e quilombolas. Cerca de 209 mil pessoas com mais de 80 anos, 17 mil indígenas e 88 mil quilombolas foram identificados como vítimas dos descontos indevidos.
Esses grupos terão prioridade no acesso ao sistema de adesão e suporte adicional nos canais de atendimento. O governo também expandiu os pontos de contato, incluindo unidades dos Correios e o PrevBarco, que atende comunidades ribeirinhas e indígenas em áreas remotas.
Histórico das contestações
Desde maio de 2025, quando o INSS abriu o sistema para pedidos de reembolso, mais de 3,75 milhões de contestações foram registradas. Desse total, cerca de 2,27 milhões não receberam resposta das entidades associativas no prazo estipulado, o que os torna elegíveis para o primeiro lote de pagamentos. Outras 828 mil contestações estão sob análise, pois as entidades apresentaram documentos para comprovar a autorização dos descontos.
O volume de reclamações reflete a gravidade do problema. Até o início de julho, o INSS contabilizava 4,3 milhões de processos judiciais pendentes relacionados a fraudes e outros temas, número que poderia dobrar sem a intervenção do STF. A homologação do acordo, em 3 de julho, pelo ministro Dias Toffoli, suspendeu todas as ações judiciais sobre o caso, visando reduzir a judicialização.
Prevenção contra novos golpes
Com a divulgação do calendário, o INSS alerta para o risco de novos golpes. Criminosos têm se passado por funcionários do órgão, solicitando dados pessoais ou oferecendo falsos serviços de reembolso. O instituto reforça que todas as comunicações oficiais são feitas pelo Meu INSS, Central 135 ou canais presenciais, sem o envio de links por SMS, e-mails ou WhatsApp.
Os segurados são orientados a verificar os extratos de pagamento no Meu INSS para identificar descontos irregulares. O serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas” permite visualizar o nome da entidade e o valor debitado, facilitando a contestação.
Avanços na fiscalização
Para evitar a repetição de fraudes, o INSS implementou medidas de controle mais rigorosas. Desde abril de 2025, todos os descontos associativos foram suspensos, e as entidades agora precisam se cadastrar no Portal de Desconto de Mensalidades Associativas para receber notificações. Além disso, o órgão passou a exigir biometria facial para operações como empréstimos consignados, reduzindo o risco de autorizações indevidas.
A AGU também intensificou as ações contra as entidades envolvidas, buscando o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 associações investigadas. O objetivo é garantir que os fraudadores arquem com os custos, evitando o uso de recursos públicos para os ressarcimentos.
Próximos passos do plano
O INSS prevê que os pagamentos sejam concluídos até o final de 2025, com lotes processados a cada 15 dias. O governo planeja editar uma medida provisória para autorizar o uso de créditos extraordinários, garantindo que os ressarcimentos não sejam limitados pelo teto de gastos.
Enquanto isso, o órgão continua mapeando o número total de vítimas e o montante desviado, que pode superar os R$ 6 bilhões estimados inicialmente. A transparência no processo é uma prioridade, com atualizações regulares no painel online do INSS.
Desafios judiciais pendentes
Embora o acordo tenha suspendido as ações judiciais, alguns beneficiários ainda podem recorrer à Justiça caso as entidades apresentem documentos que comprovem a autorização dos descontos. Nesses casos, o INSS orienta os segurados a contestar a validade dos comprovantes, mas o processo pode ser arquivado administrativamente, obrigando o beneficiário a buscar seus direitos judicialmente.
Essa possibilidade preocupa especialistas, que veem o risco de sobrecarga no Judiciário e dificuldades para aposentados com acesso limitado a advogados. A Defensoria Pública da União, que participou da elaboração do acordo, oferece suporte a esses casos, mas a capacidade de atendimento é limitada.
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