
Fotos da 'Playboy' levadas à Lua são arrematadas em leilão por R$ 2 milhões — Foto: Reprodução/Heritage Auctions Crédito: Extra.globo.com
Artefatos raros da exploração espacial, incluindo fotografias da revista “Playboy” que viajaram até a superfície lunar, foram recentemente vendidos em um leilão por cifras milionárias. As imagens, com uma história peculiar, alcançaram o valor de US$ 400 mil (equivalente a cerca de R$ 2 milhões), enquanto um martelo espacial, peça fundamental em uma das missões Apollo, foi arrematado por US$ 812.500 (aproximadamente R$ 4,1 milhões).
As fotografias em questão estavam secretamente inseridas na lista de verificação de punho do traje espacial do astronauta Alan L. Bean, membro da missão Apollo 12. Colegas de Bean orquestraram a brincadeira antes do lançamento, adicionando as imagens e desenhos à mão no documento que continha instruções cruciais para as tarefas na Lua.
Na década de 1960, a “Playboy”, lançada em 1953, era amplamente reconhecida como um ícone significativo da cultura pop nos Estados Unidos. Uma das fotos de modelo nua, em particular, chamava a atenção pela mensagem bem-humorada e sugestiva: “Não se esqueça — descreva as protuberâncias”, adicionando um toque de irreverência a uma empreitada de seriedade científica.
Entre os itens leiloados pela Heritage Auctions, destacou-se também um martelo que teve um papel vital na história da exploração espacial. Alan L. Bean, a quarta pessoa a pisar na Lua em 1969 durante a segunda missão tripulada dos EUA a pousar no satélite, utilizou a ferramenta em 19 de novembro daquele ano.
O instrumento foi empregado para liberar um recipiente de combustível, facilitando a instalação de um conjunto de experimentos científicos na superfície lunar. A importância do objeto foi imortalizada por uma frase atribuída a Bean: “Nunca venha à Lua sem um martelo”.
O alto valor de arremate desses itens reflete não apenas sua raridade, mas também o profundo significado histórico e cultural que carregam. Peças que viajaram ao espaço e, especialmente, à Lua, são testemunhas diretas de um dos maiores feitos da humanidade, tornando-se cobiçadas por colecionadores e museus.
Além disso, o aspecto pessoal e a “humanidade” por trás da missão, como a brincadeira das fotos da “Playboy”, adicionam uma camada de narrativa que eleva o valor desses artefatos. Eles representam não só a tecnologia e a ciência, mas também o espírito aventureiro e, por vezes, irreverente, dos homens que desafiaram o desconhecido, conectando o rigor científico com a cultura popular da época.