
Eduardo Saverin Crédito: Mixvale.com.br
As dez maiores fortunas individuais do Brasil consolidaram um patrimônio de 669 bilhões de reais em agosto de 2026. Este montante faz parte da riqueza total de 1,86 trilhão de reais distribuída entre os 255 bilionários registrados no país, representando 14,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional apurado em 2025. Os valores consideram ativos negociados no mercado de ações, com cotações baseadas em 30 de junho de 2026, e incluem patrimônios a partir de 1 bilhão de reais.
Pelo quarto ano consecutivo, Eduardo Saverin, um dos cofundadores do Facebook, mantém a posição de pessoa mais rica do Brasil. Seu patrimônio líquido foi avaliado em 162,9 bilhões de reais em 2026. Este valor, no entanto, representa um recuo de 28,24% em relação aos 227 bilhões de reais que possuía em 2025. A desvalorização de aproximadamente 16% nas ações da Meta nos doze meses que antecederam junho de 2026, impulsionada pela acirrada concorrência no segmento de inteligência artificial, foi o principal fator para essa redução. O empresário reside fora do Brasil.
Vicky Sarfati Safra e sua família ocupam a segunda posição no ranking nacional, com um patrimônio de 130,6 bilhões de reais. A fortuna herdada de Joseph Safra registrou um aumento de 8,38% e continua direcionada a investimentos e ao apoio a projetos sociais nas áreas de saúde, educação e artes.
Na terceira colocação, Jorge Paulo Lemann e sua família alcançaram 103,5 bilhões de reais, superando os 88 bilhões de reais registrados em 2025. O investidor mantém participações estratégicas na AB InBev e na gestora 3G Capital. Recentemente, a 3G Capital concluiu a aquisição da fabricante de calçados Skechers, em uma transação avaliada em cerca de 9,4 bilhões de dólares, demonstrando a expansão contínua de seus negócios.
André Esteves garantiu a quarta posição com um patrimônio de 66,1 bilhões de reais, impulsionado por um ganho anual de 29,61%. Esse crescimento significativo é atribuído à valorização de 33% nas ações do banco BTG Pactual até o fechamento do mercado em 30 de junho.
Em quinto lugar, Fernando Roberto Moreira Salles assegurou 50,3 bilhões de reais, com uma expansão patrimonial de 25,12% no último ano. Ele possui participações relevantes no Itaú Unibanco e na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. Pedro Moreira Salles, copresidente do conselho de administração do banco e também acionista das mesmas corporações, ficou em sexto lugar, com 46,6 bilhões de reais, um avanço de 22,63%.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, de 30 anos, filho de Marcel Herrmann Telles, ascendeu à sétima posição com 38,8 bilhões de reais. Sua fortuna teve uma expansão de 32,42%, o que o fez saltar da 11ª colocação em 2025. Miguel Krigsner obteve o oitavo lugar, com 35,7 bilhões de reais, provenientes do grupo fundador de O Boticário, que detém marcas como Eudora, Quem Disse, Berenice?, Vult e O.U.i. A empresa registrou vendas de 38,1 bilhões de reais no varejo em 2025.
Carlos Alberto Sicupira e família caíram para o nono lugar, com 35,4 bilhões de reais, após uma redução de 9,46% que os deslocou da sexta posição anterior. Por outro lado, Ricardo Faria alcançou a décima colocação, totalizando 35,1 bilhões de reais, graças a um impressionante aumento de 79,08% em seu patrimônio, o que o fez subir do 21º lugar, quase dobrando sua riqueza.
A ascensão de Ricardo Faria está diretamente ligada à Granja Faria, empresa estruturada em 2006 e atuante no segmento de proteína. A companhia emprega 2.700 trabalhadores em 34 unidades e tem uma produção diária de 16 milhões de ovos, demonstrando o dinamismo de setores tradicionais da economia brasileira.