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A aguardada terceira fase da reimaginação de Final Fantasy VII, intitulada Final Fantasy 7 Revelation, implementará um modelo de atribuições de combate surpreendente, porém simplificado. Cada membro da equipe terá acesso a um conjunto restrito de apenas quatro especializações de combate, conforme divulgado e ratificado pelo diretor do projeto. Essa escolha aponta para uma estratégia de customização de confrontos mais focada e menos dispersa, um ponto crucial para a dinâmica dos jogos de RPG de ação modernos.
A confirmação do que está sendo chamado de sistema FITS (Function Integrated Tactical Suitwear) foi um dos destaques da apresentação completa do jogo, realizada em junho. A promessa aos jogadores é de que Cloud e seus aliados poderão ser adaptados de maneira otimizada para as demandas de cada cenário de batalha. Embora a expectativa inicial tenha gerado especulações sobre um vasto leque de categorias, os detalhes recém-divulgados indicam uma abordagem mais contida no desenvolvimento dos personagens.
O diretor Naoki Hamaguchi trouxe clareza em uma recente entrevista, explicando que o sistema de classes em Revelation é bastante objetivo. Ele detalhou que “o sistema FITS oferece quatro trajes distintos para cada personagem, e cada um deles cumpre um propósito bem definido no campo de batalha”. Isso implica que, em vez de um sistema complexo com inúmeras classes ramificadas, os jogadores terão opções mais direcionadas e pré-determinadas para personalizar cada integrante do grupo.
Uma demonstração já exibida revelou a capacidade de Tifa de se transformar em uma conjuradora, apta a utilizar magia, o que exemplifica a versatilidade que cada uma dessas quatro funções pode oferecer. Apesar da quantidade limitada de trajes, Hamaguchi enfatizou que a criação desses papéis exige um investimento considerável de tempo e recursos, dada a extensa lista de personagens jogáveis na saga, o que é um fator importante para o cronograma de desenvolvimento.
A decisão de incorporar um sistema com apenas quatro funções por personagem pode, à primeira vista, parecer uma restrição. No entanto, ela carrega uma fundamentação estratégica crucial para o desenvolvimento de jogos contemporâneos. Em um RPG de ação, como Final Fantasy 7 Revelation, uma estrutura simplificada permite otimizar o balanceamento do combate, capacitando a equipe de desenvolvimento a conceber habilidades e sinergias mais coesas para cada papel. Isso pode resultar em uma experiência de jogabilidade mais fluida e menos frustrante, onde cada escolha de “FIT” tem um impacto claro e bem definido nas táticas de combate, elevando a qualidade sobre a quantidade de opções.
Essa abordagem difere significativamente dos títulos clássicos da franquia, onde a administração de dezenas de classes era mais fácil de implementar em um ambiente 2D baseado em turnos. A complexidade visual e mecânica dos jogos 3D atuais, com seus gráficos detalhados e combate em tempo real, exige um foco maior na profundidade e qualidade das opções de personalização, em vez de apenas na sua vasta quantidade.
A justificativa para a escolha de um sistema mais direto, como o FITS, reside nos imensos obstáculos técnicos e de design enfrentados pelas produtoras de jogos na atualidade. Hamaguchi explicou que é “extraordinariamente difícil” criar dezenas de classes distintas para cada personagem jogável. Esta complexidade se manifesta em diversas etapas do processo de desenvolvimento:
Essa realidade contrasta fortemente com os títulos mais antigos de Final Fantasy, especialmente os em 2D, onde a ausência de modelos 3D detalhados e animações complexas permitia uma maior liberdade na concepção de sistemas de profissões vastos e intrincados, com menor custo de produção.
Apesar das confirmações sobre o número de funções por personagem, alguns pontos cruciais ainda permanecem sem esclarecimento. Não foi detalhado se os quatro papéis disponíveis serão os mesmos para todos os membros do grupo ou se cada personagem terá acesso a um conjunto único de funções. Por exemplo, os papéis de guerreiro e mago, já vistos em trailers de revelação, seriam dois dos quatro disponíveis para todos ou seriam exclusivos de certos personagens, otimizando suas características inatas?
Considerando que a equipe pode ter até oito personagens, caso o jogo siga o elenco do Final Fantasy VII original, a distribuição e a exclusividade dessas funções farão uma diferença significativa na profundidade da personalização estratégica. A elucidação dessas perguntas moldará as expectativas dos jogadores em relação à liberdade tática e à diversidade de “builds” que será possível alcançar, influenciando diretamente a rejogabilidade.
Para os entusiastas da franquia, a revelação de um sistema de funções mais contido em Final Fantasy 7 Revelation sinaliza uma experiência focada, onde a profundidade emerge da maestria de poucas funções bem definidas, em vez da amplitude de muitas. Isso pode incentivar os jogadores a experimentarem e aprimorarem suas estratégias com cada um dos quatro papéis, em vez de se perderem em um mar de opções que, por vezes, podem parecer redundantes.
A decisão também sugere que a Square Enix está priorizando a qualidade da execução de cada função, assegurando que elas sejam visualmente distintas, mecanicamente sólidas e bem integradas ao sistema de combate de ação. Os jogadores podem esperar uma jogabilidade mais ajustada e um foco maior nas interações entre os membros do grupo e suas funções específicas, preparando o terreno para a aguardada chegada do jogo em 2027 e prometendo um combate mais estratégico e polido.