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Ferrari elogia recuperação de Hamilton e Leclerc após largada desafiadora no Grande Prêmio de Sepang

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O chefe de equipe da Ferrari, Fred Vasseur, elogiou a performance notável de seus pilotos, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, por superarem um início complicado no Grande Prêmio do Bahrein, realizado na Malásia. A recuperação da dupla foi crucial para a escuderia após decisões iniciais desfavoráveis.

A escolha por pneus slick no começo da corrida em Sepang não foi um erro exclusivo da Ferrari, com diversas equipes optando pela mesma estratégia equivocada. No entanto, o time italiano se destacou por sua capacidade de recuperação, minimizando os prejuízos de forma mais eficaz do que seus concorrentes.

Crédito: Formula1.com

Uma disputa que, após poucas voltas, parecia caminhar para um desastre completo, transformou-se em um resultado respeitável. Hamilton e Leclerc conseguiram reverter a situação, cruzando a linha de chegada em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

É verdade que a classificação final da dupla foi beneficiada por eventos externos, como a desistência tardia de George Russell, que os fez subir uma posição cada. Além disso, Isack Hadjar enfrentou um problema de bateria no final, o que impediu uma defesa mais robusta de sua parte.

Contudo, a maior parte do mérito pela reviravolta deve-se à pilotagem excepcional de ambos, demonstrando o potencial de um carro que se mostrou extremamente competitivo. Essa atuação, sem dúvida, deixou os fãs da Ferrari a especular sobre um possível resultado ainda melhor, caso a decisão correta tivesse sido tomada na largada.

Análise da escolha de pneus e o desafio em Sepang

“Acredito que metade dos carros optou por pneus slick, e a outra metade por intermediários”, comentou Fred Vasseur ao analisar a escolha de pneus. Ele explicou que “não há como testar; apenas se observa o asfalto na frente da garagem. E, com certeza, não foi a decisão mais acertada.”

“Não é que eu não tenha arrependimentos”, afirmou o chefe da equipe. “É evidente que teria sido preferível começar com pneus intermediários, mas tomamos a decisão com base nas informações disponíveis naquele momento.”

A principal questão foi que a pista secou em um ritmo muito mais lento do que o esperado, considerando o histórico e a experiência anterior com as condições climáticas de Sepang. Em um circuito conhecido por suas rápidas mudanças climáticas, a persistência da umidade surpreendeu a todos, um fator crucial para a estratégia de pneus.

“Ao tomar uma decisão, buscamos sempre nos basear nos melhores parâmetros”, declarou Vasseur. “Mas, ao fim do dia, precisamos ser realistas e admitir que não foi a escolha ideal; teria sido muito melhor para nós iniciar com os intermediários. No entanto, nossa expectativa era de que a pista secasse rapidamente. Além disso, a perda de tempo no pit stop foi considerável, cerca de 26 segundos.”

A recuperação individual de Leclerc e Hamilton

A corrida de Charles Leclerc teve uma reviravolta logo no início, após um contato com Nico Hulkenberg. O monegasco foi forçado a ir para os boxes imediatamente para trocar os pneus por intermediários e substituir a asa dianteira danificada.

Enquanto vários pilotos que largaram com pneus slick rapidamente os abandonaram – alguns até mesmo antes de completar a primeira volta rápida –, Lewis Hamilton decidiu permanecer na pista, convicto de que valia a pena arriscar e manter a estratégia.

“Nós demos a ele a liberdade de escolha”, explicou Vasseur. “No fim das contas, nessas situações, eles estão dentro do carro. Quando informamos que estamos prontos, é apenas para indicar que ele pode ir para o pit se considerar que é a decisão mais adequada.”

“Ele realizou uma corrida excelente, com uma estratégia muito bem executada”, acrescentou Vasseur. “Conseguiu fazer um stint extremamente longo, demonstrando uma gestão de pneus macios exemplar.”

O potencial não explorado e o ritmo da Ferrari

Surge então a questão: qual teria sido o potencial da Ferrari se a equipe tivesse optado por uma estratégia diferente, iniciando a corrida com pneus intermediários?

“Não sei dizer, porque a corrida é certamente outra quando você precisa ultrapassar vinte carros em vez de liderar desde o começo”, ponderou Vasseur. “Mas não estava super otimista após a primeira volta! Nunca se sabe, também, pois com o ar sujo a situação se torna muito mais desafiadora para a gestão de energia e outros aspectos.”

“Mesmo assim, o ritmo foi consistente”, observou ele, “e quando Lewis estava no final de seu stint com os pneus macios, ele ainda conseguia registrar tempos de volta muito competitivos.”

O ritmo de corrida da Ferrari foi, sem dúvida, notável, e foi esse desempenho consistente que impulsionou Hamilton e Leclerc a galgar posições na tabela.

Condições inesperadas e o foco no futuro

“Demonstramos o mesmo ritmo ontem”, disse Vasseur, referindo-se à classificação. “Estávamos na primeira fila, assim como em Baku. Contudo, o ritmo de corrida neste fim de semana foi significativamente superior.”

“As condições foram totalmente distintas”, explicou o diretor. “Nas últimas duas ou três corridas, a degradação dos pneus foi praticamente nula. Já neste fim de semana, a prova foi um desafio maior para os pilotos, pois realizamos todos os treinos livres com temperaturas de pista em torno de 60 graus, e na corrida, caíram para 30 graus a menos, o que altera completamente o comportamento do circuito.”

“Estávamos todos um pouco perdidos”, admitiu Vasseur. “Acredito que, após o reinício sob Safety Car, em determinado momento, havia sete carros com pneus macios, sete com médios e sete com duros. Essa variedade é bastante incomum.”

Diante de tal performance, a pergunta que fica é se a Ferrari conseguirá manter esse bom momento no próximo fim de semana de corridas.

“Deixem-me tomar uma cerveja hoje à noite, e discutiremos sobre Singapura amanhã de manhã!”, brincou Vasseur, com um sorriso. “Será, sem dúvida, outra etapa. Mas cada corrida possui suas particularidades, então veremos o que acontece.”

“Tínhamos a expectativa de um bom desempenho neste fim de semana. Creio que alcançamos isso”, concluiu. “Esperamos também ter um bom resultado na próxima semana – e faço votos para que consigamos.”