
Terremoto em La Guaira, na Venezuela: jogador de beisebol escapou graças a 'erro' de elevador — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
Um incidente inesperado com um elevador foi o divisor de águas entre a vida e a morte para o jogador de beisebol Jenrry Mejía, de 36 anos, durante os terremotos que atingiram a costa da Venezuela na noite da última quarta-feira (24/6). O atleta, que já atuou pelo tradicional Mets da MLB e atualmente defende o La Guaira Delfines na Liga Principal venezuelana, escapou por pouco do colapso do Hotel Eduard’s, em La Guaira, atribuindo sua salvação a uma “intervenção divina”.
Mejía havia acabado de concluir seu treino na academia do Hotel Eduard’s e, ao entrar no elevador no primeiro andar, selecionou o sexto, onde estava hospedado. Contudo, o equipamento desceu inesperadamente para o térreo, respondendo a uma chamada anterior de outro hóspede. Esse “erro” fortuito foi o que o colocou no lugar certo, no momento certo, segundos antes da catástrofe.
No exato instante em que as portas do elevador se abriram no saguão do hotel, a terra começou a tremer violentamente. Era o início de uma série de dois terremotos de mais de 7 graus na escala Richter, que causaram enorme destruição e um trágico número de vítimas na região. A rápida sequência de eventos permitiu que Mejía agisse com agilidade.
Os sismos de magnitude superior a 7 na escala Richter são considerados grandes terremotos, capazes de causar danos generalizados e mortes, especialmente em áreas densamente povoadas e com infraestrutura vulnerável. A Venezuela, localizada em uma região sísmica ativa, está sujeita a tais eventos, e a capacidade de muitas construções de resistir a tremores dessa intensidade é um fator crucial para a segurança de seus habitantes. O colapso do Hotel Eduard’s demonstra a força implacável da natureza e a fragilidade das estruturas diante de um abalo tão severo.
“A porta abriu direto no saguão. Foi aí que saí e o prédio começou a desabar”, relatou Mejía a uma emissora local, descrevendo os momentos de terror. O jogador conseguiu correr para fora do edifício em ruínas, que cedeu completamente cerca de 40 segundos após sua saída. Em meio ao caos, ele ainda teve a presença de espírito de auxiliar um idoso a deixar o local. Ambos acreditam ser os únicos sobreviventes do desabamento do Hotel Eduard’s.
“Consegui arrastá-lo para longe, levá-lo comigo. Acho que só ele e eu saímos vivos. Os outros ainda estão lá, presos sob os escombros”, declarou o arremessador, em choque com a dimensão da tragédia. A situação no país é alarmante, com centenas de mortos confirmados, mais de 1.500 feridos e milhares de pessoas ainda desaparecidas, aumentando a angústia e o desespero das equipes de resgate e das famílias.