
Arthur Layne Lundee foi dominado com fita adesiva e abraçadeiras em voo nos EUA e demitido de imobiliária no Arizona — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com
Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, um ex-corretor de imóveis, foi prontamente desligado de suas funções na Long Realty, uma imobiliária com sede em Tucson, Arizona. A decisão veio após Lundeen ser identificado como o passageiro que protagonizou um tumulto a bordo de um voo da American Airlines, envolvendo agressões físicas e verbais, com ofensas racistas e homofóbicas, culminando com sua imobilização no assento usando fita adesiva e braçadeiras de plástico por outros passageiros.
A Long Realty agiu rapidamente ao tomar conhecimento dos relatos sobre as acusações criminais apresentadas contra seu ex-associado. A empresa confirmou, por meio de uma publicação no Facebook, que encerrou imediatamente sua relação profissional com Lundeen, enfatizando que ele não possui mais qualquer vínculo ou autorização para representá-la.
Em seu comunicado, a companhia destacou a importância de seus valores éticos e a intolerância a condutas que não estejam alinhadas com suas expectativas. A imobiliária também expressou solidariedade aos passageiros, tripulantes e a todos os afetados pelo incidente, reforçando seu compromisso com um ambiente de respeito.
O episódio de descontrole ocorreu na noite de quinta-feira, durante o voo 618 da American Airlines, que partiu de Dallas, Texas, com destino a Newark, Nova Jersey. Por volta das 22h15, Arthur Layne Lundeen começou a proferir palavras agressivas contra o passageiro que estava ao seu lado, o que levou à intervenção de um comissário de bordo e de outros viajantes.
A situação escalou rapidamente quando Lundeen, ao ser abordado pelo comissário de bordo, que é negro, desferiu um termo racista e proferiu insultos homofóbicos. A agressão verbal se transformou em confronto físico, com o homem golpeando o passageiro vizinho, destruindo seu computador e empurrando uma passageira que tentou auxiliar a vítima. Diante da gravidade, três outros passageiros homens intervieram e contiveram Lundeen, usando fita adesiva e abraçadeiras de plástico para imobilizá-lo.
Juan Mejia, um ex-policial que estava duas fileiras à frente, relatou à ABC News que o passageiro fazia “comentários agressivos e depreciativos” contra a tripulação e outros viajantes, empregando “insultos racistas e termos muito vulgares contra as mulheres”.
Devido à conduta disruptiva de Lundeen, o voo foi desviado para Baltimore. Assim que a aeronave pousou, Arthur Layne foi detido pela polícia local. A American Airlines confirmou o desvio e o auxílio das autoridades para o desembarque do passageiro, reiterando que a segurança de clientes e tripulantes é prioridade máxima e que a violência não é tolerada.
O FBI, a polícia federal dos EUA, confirmou a prisão de Lundeen pela Polícia de Transportes de Maryland. O ex-corretor de imóveis foi acusado em nível estadual por agressão de segundo grau e conduta desordeira, conforme os registros judiciais. O órgão federal informou que está conduzindo entrevistas para apurar os fatos e consultará a Procuradoria dos EUA para o Distrito de Maryland, a fim de determinar a apresentação de possíveis acusações federais.
Este incidente lamentável sublinha uma preocupação crescente no setor de aviação global: o aumento de casos de passageiros desordeiros. Dados de associações de companhias aéreas e reguladores mostram uma elevação significativa de comportamentos agressivos e de desrespeito às regras a bordo, especialmente desde o período pós-pandemia. As empresas aéreas e as autoridades têm reforçado a política de tolerância zero, com consequências cada vez mais severas para os infratores, que podem variar de multas pesadas e proibição de voar a processos criminais.
A American Airlines, ao lado de outras grandes companhias, tem implementado medidas rigorosas para combater esse tipo de comportamento, visando proteger a integridade de seus funcionários e a segurança de todos a bordo. Casos como o de Arthur Layne Lundeen servem como um alerta sobre as sérias repercussões, tanto profissionais quanto legais, para aqueles que perturbam a ordem e a segurança em voos comerciais.