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Especialistas indicam ações cruciais para tentar salvar smartphone após contato com água

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A imersão acidental de smartphones em líquidos é um contratempo frequente, capaz de gerar grande apreensão entre os usuários. Diante de um aparelho molhado, a atitude correta nos primeiros instantes é decisiva para aumentar as chances de recuperação, evitando soluções populares ineficazes e muitas vezes prejudiciais.

No momento em que o dispositivo entra em contato com água ou qualquer outra substância líquida, a resposta imediata tem o poder de determinar seu futuro. Desligar o celular sem demora constitui a medida mais importante para impedir curtos-circuitos, que podem danificar de forma permanente a placa-mãe. Interromper o fornecimento de energia é crucial para evitar danos adicionais.

Celular no arroz Crédito: Mixvale.com.br

Caso a exposição tenha sido a água salgada, clorada de piscina ou bebidas açucaradas, os fabricantes recomendam um procedimento adicional vital. Submergir o aparelho rapidamente em água potável pode ser benéfico para eliminar resíduos corrosivos que, de outra forma, continuariam agindo mesmo após a secagem completa. Em seguida, limpe cuidadosamente a superfície externa com um tecido macio e de alta absorção.

Embora amplamente difundido, o truque de colocar o celular em um recipiente com arroz cru é fortemente desaconselhado por especialistas. Pequenos fragmentos do grão podem facilmente se alojar nas aberturas do aparelho, ocasionando obstruções ou causando prejuízos extras aos componentes internos delicados. Além disso, o arroz não possui eficácia comprovada na remoção da umidade que se infiltra no interior do dispositivo.

Existem várias outras atitudes que devem ser categoricamente evitadas para não agravar a situação de um smartphone molhado. Não tente ligá-lo repetidamente, nem o sacuda. Evite usar secadores de cabelo, fornos ou micro-ondas, pois o calor excessivo pode derreter componentes internos e danificar permanentemente a tela e a bateria. Também não insira objetos como cotonetes ou palitos nas entradas, o que pode empurrar a umidade ainda mais para dentro ou causar danos físicos.

Após seguir as primeiras orientações e abster-se das práticas prejudiciais, o próximo passo essencial é permitir que o aparelho seque por conta própria. Posicione-o em um ambiente seco, com boa ventilação, e, se possível, próximo a um ventilador. O processo de evaporação pode estender-se por 24 a 48 horas, um tempo que deve ser rigorosamente respeitado para assegurar a máxima eliminação da umidade interna.

Se houver uma urgência em utilizar o celular e ele estiver descarregado, o carregamento sem fio pode ser uma alternativa viável, contanto que a parte traseira do aparelho esteja completamente seca. Essa modalidade de recarga minimiza os riscos de danos aos conectores físicos, que são as partes mais vulneráveis à presença de umidade.

É fundamental compreender que nem todos os smartphones oferecem o mesmo nível de resistência à água. Muitos modelos apresentam certificações IP (Ingress Protection), como IP67 ou IP68, que atestam um determinado grau de proteção contra a entrada de poeira e a imersão em líquidos. Contudo, é crucial lembrar que essas classificações possuem limites específicos de profundidade e tempo de exposição à água, e não garantem imunidade total, principalmente contra substâncias corrosivas ou impactos.

Caso, após o período de secagem e a aplicação de todos os cuidados recomendados, o celular permaneça desligado, apresente falhas operacionais ou demonstre sinais de umidade persistente, é imprescindível procurar uma assistência técnica autorizada. Profissionais qualificados podem realizar um diagnóstico completo, identificar os componentes afetados e sugerir a melhor solução para o reparo. Tentar consertá-lo em casa pode invalidar a garantia e, em muitos casos, gerar problemas ainda maiores.

Embora imprevistos aconteçam, a prevenção continua sendo a abordagem mais eficaz. Manter seu smartphone longe de ambientes excessivamente úmidos e evitar a proximidade com bebidas reduz drasticamente o risco de acidentes. Além disso, o hábito de realizar backups periódicos de seus dados — incluindo fotos, vídeos, contatos e documentos importantes — em serviços de nuvem ou em outro dispositivo é uma prática indispensável. Este cuidado garante que, mesmo que o aparelho seja danificado de forma irreversível, suas informações mais valiosas estarão seguras e acessíveis, poupando o usuário da frustração da perda irrecuperável de memórias e arquivos importantes, um custo muitas vezes maior que o próprio dispositivo.