
Bryan Johnson e Kate Tolo — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com
O investidor de tecnologia Bryan Johnson, de 48 anos, conhecido por seu ambicioso projeto para reverter o envelhecimento biológico, revelou mais um detalhe incomum de seu regime de biohacking: ele armazena sangue menstrual de sua namorada, Kate Tolo, em um freezer a -80 °C. Essa prática, segundo Johnson, visa coletar dados valiosos para a pesquisa em saúde, especialmente a feminina.
Johnson explicou que a amostra de aproximadamente 10 ml de sangue menstrual de Kate Tolo, de 30 anos, é considerada um material “valioso e subutilizado” para investigações científicas. Ele coletou o material durante o último ciclo de sua parceira e pretende utilizá-lo para identificar possíveis sinais de tecidos doentes, a presença de microplásticos, desreguladores endócrinos e os chamados “produtos químicos eternos” (PFAS), substâncias que podem se acumular no organismo ao longo do tempo.
O empresário defende que essa abordagem oferece uma maneira não invasiva de monitorar o útero, fornecendo dados diretos sobre o ambiente uterino a cada ciclo. Ele argumenta que essa metodologia seria superior a uma biópsia cirúrgica ou a um exame de sangue convencional para os propósitos específicos de sua pesquisa.
A revelação sobre o armazenamento do sangue menstrual coincide com a participação ativa de Kate Tolo em um programa intensivo de 100 dias, cujo objetivo é acumular 14 milhões de pontos de dados relacionados ao seu ciclo menstrual. Johnson tem compartilhado publicamente a rotina detalhada de Kate, que inclui a coleta de saliva, amostras da bochecha e o uso de absorventes internos equipados com alta tecnologia para monitoramento aprofundado da saúde.
Esta iniciativa, com um custo estimado em 2,6 milhões de dólares, visa preencher lacunas significativas na pesquisa médica sobre a saúde reprodutiva feminina, uma área historicamente subfinanciada. Kate Tolo afirmou que seu envolvimento é motivado pela crença de que este é o caminho para que as mulheres sejam mais compreendidas e reconhecidas no cenário global da saúde.
Bryan Johnson, que fez fortuna com a venda de sua empresa Braintree Venmo ao PayPal por 800 milhões de dólares em 2013, investe anualmente cerca de 2 milhões de dólares em seus protocolos antienvelhecimento. Sua obsessão pela longevidade e pelo biohacking, que começou em 2021 com o Projeto Blueprint, é uma resposta a anos de problemas de saúde, incluindo estresse crônico, ganho de peso e depressão.
O empresário de Utah também revelou recentemente ter sido diagnosticado com gastrite autoimune (GAI), uma condição que afeta a tireoide e o revestimento do estômago, podendo causar danos irreversíveis, deficiência nutricional e maior risco de câncer. Apesar de a medicina convencional muitas vezes considerar o prognóstico desanimador, Johnson busca ativamente soluções por meio de sua rotina rigorosa, que otimiza desde o sono até a fertilidade.
Ele afirma que seus biomarcadores indicam uma “idade biológica” reduzida em comparação com sua idade cronológica e que nunca se sentiu tão feliz. No entanto, especialistas ressaltam que a ciência por trás da reversão da idade biológica ainda é amplamente especulativa, o que adiciona um elemento de cautela às suas declarações públicas.
Não é a primeira vez que Bryan Johnson gera discussões ao expor detalhes íntimos da vida de sua namorada. Anteriormente, o magnata já havia declarado publicamente que a vagina de sua parceira estava no “top 1%”, baseando-se em uma amostra de muco que, segundo ele, era dominada pela espécie bacteriana mais protetora. Tais divulgações, embora controversas, fazem parte da filosofia de Johnson de tornar sua busca pela longevidade e os dados envolvidos o mais transparentes possível.
Apesar de seu foco na saúde, Johnson admitiu recentemente ter questionado os limites de sua obsessão, refletindo se não teria ido longe demais em sua busca pela longevidade. Essa autoanálise demonstra a complexidade e os desafios pessoais envolvidos em seu estilo de vida extremo.