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Diretor de Expedition 33 destaca Zelda: Breath of the Wild como modelo de mundo aberto

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Guillaume Broche, responsável pela direção do vindouro Clair Obscur: Expedition 33, declarou que The Legend of Zelda: Breath of the Wild, lançado em 2017, é o único jogo que conseguiu entregar a verdadeira essência de um mundo aberto até os dias atuais. O título da Nintendo, que marcou uma virada crucial para o Nintendo Switch após os desafios enfrentados pelo Wii U, é amplamente reconhecido por sua abordagem sistêmica que redefiniu as expectativas para o gênero.

Durante uma entrevista recente ao programa “Video Game Club”, veiculado no canal Konbini do YouTube, Broche compartilhou detalhes de sua conexão com a saga The Legend of Zelda. Suas experiências anteriores eram limitadas a jogos de Game Boy na infância, como A Link to the Past. Contudo, seu reencontro com a aclamada franquia ocorreu de maneira grandiosa com Breath of the Wild, um dos maiores sucessos do Nintendo Switch, que transformou profundamente sua compreensão sobre o gênero.

A visão singular de um desenvolvedor sobre o mundo aberto de Zelda

Inicialmente relutante, Broche foi convencido pela vasta aprovação crítica que classificava o jogo como indispensável. Ele ressaltou que a Nintendo se distanciou dos padrões convencionais de mundos abertos devido ao seu “design de fases magistral”, um elemento que o cativou profundamente. O diretor argumenta que muitos jogos de mundo aberto anteriores exigiam inúmeras horas de dedicação para compensar falhas na jogabilidade ou na narrativa, uma tática para prender o jogador, algo que Breath of the Wild soube evitar com maestria.

O criador de Expedition 33 enfatizou a liberdade sem precedentes oferecida por Hyrule, onde cada ponto no mapa pode se tornar um objetivo imediato. Além disso, a física do jogo gera situações imprevisíveis que quebram a rigidez usual do gênero. Broche apontou que o lançamento do título catalisou uma mudança em toda a indústria: “Quando foi lançado, todos os estúdios perceberam que precisavam seguir o que a Nintendo havia feito, pois entenderam o que um mundo aberto poderia ser de verdade. Foi o que o transformou em um sucesso retumbante”.

A transformação da experiência pessoal e da indústria de jogos

No plano pessoal, a maior conquista de The Legend of Zelda: Breath of the Wild foi erradicar seu descontentamento com jogos de mundo aberto. “Em geral, eu não aprecio jogos de mundo aberto, mas este é uma exceção. É o primeiro que cumpriu a essência do que um mundo aberto promete. Não se trata apenas de um minimapa repleto de tarefas, mas de um mapa vasto, cuidadosamente elaborado para gerar interrupções contínuas que enriquecem a experiência e estimulam a curiosidade”, concluiu o diretor, cuja obra, Clair Obscur: Expedition 33, será lançada em 2025.

O reconhecimento da crítica e a influência duradoura do título da Nintendo

As declarações de Broche, embora entusiásticas sobre o exclusivo do Nintendo Switch — que conta até com uma versão visualmente aprimorada no futuro Nintendo Switch 2 —, estão em consonância com a percepção geral da crítica especializada. O jogo possui um Metascore de 97/100, figurando como o sexto melhor jogo da história no Metacritic. Adicionalmente, em 2017, muito antes do reconhecimento de Broche, Breath of the Wild conquistou o prestigiado prêmio de Jogo do Ano no evento de Geoff Keighley.

Essa unanimidade solidifica a produção da Nintendo como um marco incontestável no setor de videogames, embora a hierarquia dos melhores jogos possa sofrer alterações. Atualmente, Ocarina of Time lidera a lista do Metacritic, mas a confirmação de um remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para 2026, anunciado há três semanas, sugere que essa nova versão pode disputar um lugar entre os cinco melhores com pouca dificuldade.