
Formação 'Elefantes se Beijando', em Malta, desabou após turista subir nela e matou homem em jet ski que passava abaixo — Foto: Reprodução/Outdoor Explorers Malta Boat Trips Crédito: Extra.globo.com
Um lamentável incidente marcou a ilha de Comino, em Malta, neste último sábado, quando uma icônica estrutura natural, conhecida localmente como “Elefantes se Beijando”, cedeu inesperadamente. O colapso resultou na morte de um homem que pilotava um jet ski nas proximidades, esmagado pelas rochas. A tragédia ocorreu pouco depois de um turista norte-americano ter saltado da formação, um ato que é investigado como possível causa do desabamento.
A vítima fatal, um cidadão chinês de 26 anos que desfrutava de suas férias, navegava com seu jet ski sob o arco natural por volta das 19h. A queda das rochas o prendeu debaixo d’água, levando ao seu óbito. Uma mulher de 27 anos, que o acompanhava, foi resgatada e hospitalizada com ferimentos considerados graves, conforme relatos iniciais do ocorrido.
O homem de 32 anos, natural dos Estados Unidos, que teria provocado o incidente ao saltar da estrutura, foi resgatado por uma embarcação que passava pelo local. Ele não necessitou de atendimento hospitalar. Até o momento, as autoridades locais não divulgaram as identidades dos envolvidos na ocorrência, mantendo a privacidade das famílias.
A formação “Elefantes se Beijando” representava um dos mais célebres marcos naturais de Comino, atraindo visitantes por décadas com sua beleza singular. A empresa Outdoor Explorers Malta, que opera no setor de turismo local, manifestou-se, classificando o episódio como uma “perda inestimável”. Este evento ressalta a fragilidade das belezas naturais e o impacto da ação humana sobre elas.
Este trágico desabamento em Comino acende um alerta sobre a conservação de formações geológicas costeiras, especialmente em regiões turísticas. Malta, conhecida por suas impressionantes paisagens, já testemunhou a perda de outro de seus ícones. Em 2017, a famosa Janela Azul (Azure Window), em Gozo, também ruiu devido à erosão natural e à ação do tempo, apesar de sua imponência. Tais incidentes sublinham a importância de políticas rigorosas de proteção e conscientização sobre o uso responsável de parques naturais e monumentos geológicos, visando a segurança dos visitantes e a longevidade desses tesouros naturais. A pressão do turismo e a falta de fiscalização adequada podem acelerar o processo de degradação, transformando maravilhas em memórias e impactando diretamente a economia local dependente do fluxo de visitantes.